Folha Espirita online

Edição setembro de 2019

FE de agosto 2019
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Amazônia, o planeta e a responsabilidade de cada um

    Mais mulheres espíritas no Brasil

    A quarta dimensão e o hiperespaço

    Animal não é “coisa”

    História não contada do Espiritismo

    Dar valor para o que se tem

    Quando o amor transforma vidas



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EDITORIAL

Bezerra de Menezes homenageado no Senado

O Senado brasileiro homenageou, no dia 29 de agosto, em sessão especial, o médico Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, mais conhecido como Doutor Bezerra de Menezes, ou o “médico dos pobres”. O dia foi escolhido por ser a data em que o médico nasceu, em 1831.

O autor do pedido para a homenagem, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), definiu Bezerra de Menezes como grande pacifista e humanista do século XIX:
Além de médico e escritor, ele também foi vereador e deputado e lutou por causas à frente de seu tempo. É uma trajetória brilhante, de muita superação. Ele levou muita luz para essa Terra, como médico, como político libertário, um dos grandes responsáveis pela abolição da escravatura no Brasil”, destacou.

O presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB), Jorge Godinho Nery, ressaltou que o exemplo de Bezerra de Menezes deveria ser seguido por todos os médicos, espíritas e por todos os políticos, lembrando que ele se declarou espírita assim que teve contato com O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec: “Ao longo do trajeto da minha leitura, eu fui tomando consciência, achando que eu tinha nascido espírita e eu nasci espírita”, teria dito Bezerra.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) lembrou a coragem de Bezerra de Menezes de se assumir espírita e defender o direito das pessoas de seguir o Espiritismo em uma época na qual a Doutrina não era aceita. O juiz José Carlos de Lucca, palestrante espírita, destacou a preocupação do homenageado com pessoas consideradas “invisíveis”: “Bezerra de Menezes olhava para os invisíveis, para os que não tinham nome, os que não tinham dignidade, os que não eram ouvidos pelo Estado e pelos poderes públicos”.

O presidente da Federação Espírita do Ceará, Luciano Klein, biógrafo de Bezerra de Menezes, afirmou que sua pesquisa permitiu a constatação da grandeza do médico. De acordo com Klein, ele era um pai amoroso, que suportou a perda de 8 dos seus 14 filhos por doenças como a febre tifoide: “Era alguém que, diferentemente de muitos de nós, pregava o que vivia e vivia o que pregava cotidianamente, sempre tendo a preocupação precípua de atender alguém que padecia de algum mal, de alguma dificuldade, nos momentos de sua trajetória de vida”.

Durante a homenagem, foi exibido um trecho do filme Bezerra de Menezes – O Diário de um Espírito. O ator Carlos Vereza, que interpretou o médico no filme, também participou da solenidade. O escritor Alexandre Caldini, autor do livro A Morte na Visão do Espiritismo, destacou a evolução de Bezerra de Menezes na Terra e definiu a homenagem como uma pequena retribuição de todo o bem que o médico fez ao próximo. Para ele, a lei de Deus pode ser traduzida pelo amor, pela caridade e pelo bem.

Uma grande homenagem, sem dúvida, ao doutor Bezerra de Menezes e ao Espiritismo!
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