Folha Espirita online

Edição dezembro de 2018

FE de dezembro 2018
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    2019 está aí. Aproveite para renovar os seus propósitos!

    O padrão vibratório e a família

    Jornada sobre espiritualidade na Europa

    Mudança de hábitos

    Porque perdoar faz bem

    A tolerância de Chico Xavier

    O voluntariado e o próximo

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EDITORIAL

Que venha 2019!

2018 já avança para seus momentos derradeiros, e com ele fica a avaliação de tudo que vivenciamos em seus dias, renascendo as esperanças para o novo ano. Em nossa memória, um ano no qual os acontecimentos nos convidaram a reflexões profundas.

A velocidade imposta pelas mudanças que nos circundam desafia nossa capacidade de absorção, e a sensação de que o tempo passa mais rápido é fruto de um bombardeio de comunicações que nos impactam de todos os lados. Nunca tivemos acesso a tantas informações e nos sentimos tão limitados diante de tanto conhecimento. A cada dia, percebemos que o novo e as transformações atropelam nosso entendimento e nos empurram para uma necessidade obsessiva de atualização. Mas, afinal, como estamos absorvendo e nos transformando tendo em vista tudo isso?

Talvez, a avaliação de um ano que se encerra deva estar na análise de nossa real transformação, como agimos e reagimos à frente de uma engrenagem de evolução e acontecimentos que não para. Diante de nossos olhos, vimos ser escrita a história de um tempo, de uma era que nos indica o caos da vida contemporânea, a discussão de valores e ideais e a busca desenfreada pelos propósitos existenciais que emergem de uma realidade caótica que demonstra, a cada dia, o seu colapso de valores morais.

Ao vermos o transcorrer do tempo e a força avassaladora que nos impõem os dilemas morais de nossa época, não temos dúvida de que a humanidade entrou em um ciclo limítrofe entre o mundo de provas e expiações e o mundo de regeneração.

Dessa forma, a nossa reflexão deve ir além do que conquistamos ou deixamos de conquistar no ano que se encerra, mas, sim, como interpretamos e nos adaptamos aos sinais da transformação preeminente que nos bate à porta. Se o ano foi repleto de polarizações de lados supostamente contrários que se justificam com ideais pelo bem comum, como reagimos com relação ao respeito ao semelhante e à tolerância para com as diferenças? Se os acontecimentos do ano apresentaram um despertar à aplicação de leis mais severas para com as práticas de desvios de recursos, como absorvemos a mensagem de que as mudanças que queremos em nossos representantes públicos deve passar necessariamente por nossa mudança individual, expressa nas atitudes não menos condenáveis em nosso dia a dia?

Os dias atuais, com a velocidade e a acessibilidade a tudo e a todo tempo, nos fazem refletir que talvez nunca antes fomos tão convidados a exercer as escolhas como ferramentas regeneradoras à nossa evolução espiritual. Temos a certeza de que a frase do convertido de Damasco, Paulo de Tarso, nunca foi tão importante e atual: “Tudo é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo é permitido”, mas nem tudo edifica.

Que a reflexão para o novo ano possa vir combinada com nosso desejo sincero de acompanhar as evoluções morais de nossa era através de nossa reforma íntima, aprendendo a escolher de acordo com os valores do espírito eterno.

Conteúdo sindicalizado