Yvonne do Amaral Pereira | Folha Espirita online

Yvonne do Amaral Pereira

Yvonne do Amaral Pereira nasceu em 1900 na antiga Vila de Santa Tereza de Valença, hoje Rio das Flores, sul do estado do Rio de Janeiro. Desencarnou em 1984, no Rio.

Aos 29 dias de nascida, depois de um acesso sufocação, foi tida como morta (catalepsia ou morte aparente). Na verdade, o fenômeno foi fruto dos muitos complexos que carregava no espírito, já que, na última existência terrestre, morrera afogada por suicídio. Durante 6 horas permaneceu nesse estado e, portanto, o velório foi preparado. A mãe se retirou a um aposento, onde fez uma sincera e fervorosa prece a Maria de Nazaré, pedindo para que a situação fosse definida, pois, não acreditava que a filha estivesse morta. Instantes depois, a criança acordava chorando. O funeral foi cancelado e a vida seguiu seu curso normal.

O lar de Yvonne sempre foi muito pobre o modesto, passou por grandes dificuldades inerentes ao seu estado social o que, segundo ela, a beneficiou muito, pois bem cedo alheou-se das vaidades mundanas e compreendeu as necessidades do próximo. O exemplo de conduta dos pais teve influência fundamental no futuro comportamento da médium. Era comum, por exemplo, Yvonne trazer para sua casa pessoas necessitadas e mendigos.

Aos 4 anos já se comunicava com os espíritos, aos quais considerava pessoas normais encarnadas. Duas entidades eram particularmente caras: o espírito Charles, que em uma encarnação passada havia sido seu pai , e que tornou-se seu orientador durante toda a sua vida e atividade mediúnica; e o espírito Roberto de Canalejas, que foi médico espanhol em meados do século XIX, com quem tinha ligações espirituais de longa data. Mais tarde, na vida adulta, manteria contatos mediúnicos regulares com outras entidades como o Dr. Bezerra de Menezes, Camilo Castelo Branco, Frederic Chopin e outras.

Aos 8 anos teve o primeiro contato com um livro espírita. Aos 12, o pai deu-lhe de presente "O Evangelho segundo o Espiritismo" e o "Livro dos Espíritos", que a acompanharam pelo resto da vida. Aos 13 anos começou a freqüentar as sessões espíritas, que muito a encantavam, pois via os espíritos comunicantes.

Estudou apenas o curso primário, por motivos econômicos, o que representou uma grande provação para ela, pois amava o estudo e a leitura. Mas, por contraprópria, leu obras de grandes autores como Goethe, José de Alencar, Alexandre Herculano, Arthur Conan Doyle e outros. Foi também uma estudiosa do esperanto e trabalhou arduamente na sua propaganda e difusão, através de correspondência que mantinha com outros esperantistas, tanto no Brasil, quanto no exterior.Desde cedo teve que trabalhar para o seu próprio sustento, e o fez com a costura, bordado, rendas, flores, etc...

A maior parte das reportagens de além-túmulo, dos romances, crônicas e contos foram coletados por Yvonne Pereira no mundo espiritual através de mediunidade inconsciente. Os seus canais mediunicos, porém, foram diversificados. Foi psicógrafa e receitista (Homeopatia) assistida por entidades de grande elevação, como Bezerra de Menezes. Praticou a mediunidade de incorporação, foi também passista. Possuía mediunidade de efeitos físicos, chegando a realizar algumas sessões de materialização. A obra mediúnica de Yvonne Pereira consta de 20 livros.