Associação Médico-Espírita do Brasil | Folha Espirita online

Associação Médico-Espírita do Brasil

Desde 1968, com a fundação da Associação Médico-Espírita (AME) de São Paulo, o movimento formado por médicos espíritas vem apresentando à sociedade um novo paradigma para a saúde, um novo modelo fundamentado nas contribuições do Espiritismo. Desde17 de junho de 1995, com o surgimento da AME-Brasil - entidade que congrega todas as AMEs - esse movimento intensificou-se e tem se dado em três frentes: 1) Estudo que engloba Ensino e Divulgação 2) Pesquisa científica; 3) Assistência e solidariedade. Para ser eficaz, esse trabalho tem de estar lastreado no exemplo. Por isso mesmo, os médicos espíritas sabem que não devem descuidar da vivência do amor e da humildade, em suas vidas. Dentro do movimento médico espírita, não há maior nem menor. Os títulos acadêmicos são apenas talentos que devem ser empregados com o respaldo do amor e da humildade. Os modelos para os médicos espíritas tem sido os instrutores da coleção André Luiz, espíritos iluminados que buscam unir amor e sabedoria.

As AMEs reconhecem que ainda são uma minoria muito mini. O movimento médico-espírita é recente, ainda está sendo estruturado e em fase de sedimentação, mas já se pode constatar que cada AME vibra no padrão do seu idealismo, quer dizer, tem características próprias e realiza o trabalho possível.

Por se constituírem em um dos braços científicos do Espiritismo, as AMEs não se consideram e nem se apresentam como movimento de massas. Reúnem o trabalho de poucos na defesa dos seus objetivos, mas nem por isso têm no serviço desses poucos menor entusiasmo ou dedicação em sustentar o ideal. Além de cursos, simpósios, congressos, publicações, as AMEs possuem atividades hospitalares e ambulatoriais, nas quais procuram mesclar medicina e espiritualidade, tendo como prioridade o respeito à religião do paciente.

Algumas AMEs possuem pesquisas científicas em andamento, e outras já concluídas, devidamente publicadas em revistas indexadas no Brasil e no exterior . Hoje, mais de dois terços das universidades norte-americanas têm a disciplina de Medicina e Espiritualidade, quer como matéria opcional, quer como parte integrante de sua grade curricular. Em nosso país, iniciou-se, desde 2004, o primeiro curso opcional de Medicina e Espiritualidade, na Universidade Federal do Ceará, sob a direção da ilustre prof. Dra. Eliane Oliveira. E, desde então, vários outros cursos foram fundados, no Brasil, sob a orientação das AMEs.

Vale lembrar o da Universidade Monteiro Lobato, em Porto Alegre, o da Faculdade Federal de Medicina de Uberaba, o da Universidade de Taubaté (Unitau), de Taubaté (SP), o das Universidades de Minas Gerais e do Espírito Santo, o da Universidade Santa Cecília, em Santos.

Na luta pela divulgação do novo paradigma, a AME-Brasil lançou três boletins informativos, substituídos, agora, pela revista virtual Saúde e Espiritualidade, de periodicidade trimestral.

Até o momento, a AME-Brasil publicou os livros: Saúde e Espiritismo; Medicina e Espiritismo; Depressão, na Abordagem Médico-Espírita; Vida do Anencéfalo - Aspectos Médicos, Jurídicos, e Espirituais. Especialmente nessa área da bioética, as AMEs têm participado ativamente de campanhas contra o aborto, a eutanásia, as manipulações genéticas, com finalidade eugênica, entre outras. Esta é uma de suas prioridades. Conforme deixou bem claro o instrutor Emmanuel (O Consolador , Questão 1), se a ciência “não deseja continuar no papel de comparsa da tirania e da destruição, tem absoluta necessidade do Espiritismo, cuja finalidade divina é a iluminação dos sentimentos, na sagrada melhoria das características morais do homem”.

Um dos projetos prioritários das associações é a implantação dos institutos de saúde, a serem constituídos em parceria com os irmãos dos centros espíritas, e que tem como finalidade confortar e amparar os pacientes com a fluidoterapia. Esses institutos não só permitirão ao médico atuar como passista como também de comprovar cientificamente a excelência da terapêutica complementar espírita.

Embora os recursos de que as AMEs dispõem sejam precários, temos outro projeto prioritário: o da assistência aos irmãos dependentes químicos, especialmente aos mais carentes.

Razão tinha, pois, Allan Kardec, quando afirmou (Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 1, Aliança entre Ciência e Religião): “São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo devem receber seu complemento; em que o véu propositadamente deixado sobre algumas partes desses ensinamentos deve ser erguido. A Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, deve levar em conta o elemento espiritual; a Religião deve reconhecer as leis orgânicas e imutáveis da matéria. Então, essas duas forças, juntas, apoiando-se uma na outra, se ajudarão mutuamente. A Religião, não sendo mais desmentida pela Ciência, adquirirá um poder inabalável, estará de acordo com a razão, já não podendo mais se opor à irresistível lógica dos fatos” (6).

Inspiradas pelos ensinamentos dos Benfeitores Espirituais, as AMEs prosseguem em suas atividades, na tentativa de levar a alma à Medicina, em seu duplo sentido, como objeto de pesquisa, e como fonte de calor humano. Nos seus incentivos constantes aos militantes das AMEs, Dr. Bezerra de Menezes - generoso Patrono - tem afirmado que onde houver um coração que mantenha acesa a chama desse ideal, Jesus aí estará presente, sustentando- o e amparando-o no serviço de amor e sabedoria que é feito em Seu nome.

Que as AMEs prossigam, pois, nessa perseverante disposição de servir! São esses os nossos votos mais sinceros.