Folha Espirita online

Edição abril de 2020

FE de abril 2020
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Coronavírus, o mundo nunca mais será o mesmo

    Espiritismo e Física Quântica

    Evidências da reencarnação

    Um novo amanhecer

    Crianças em casa. O que fazer?

    Incapacidade e Espiritismo

    Diário de um médico espírita



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EDITORIAL

Abrindo as janelas para um novo amanhecer

Nos últimos dias, não foram poucas as vezes que nos deparamos com vídeos nas redes sociais mostrando vozes solidárias embalando os ouvidos de vizinhos que, provavelmente, pouco falavam ou mal se conheciam. Palmas nas janelas das sacadas em momentos únicos, celebrados com intensidade, em vários cantos do mundo. Pessoas que antes não tinham tempo, pela correria de seus dias, trancafiados em seus apartamentos, têm buscado, de alguma forma, não se sentirem tão sozinhas. Cantam parabéns para um amigo que faz aniversário, promovem pequenas festas, happy hours, almoços, lanches e jantares, tudo on-line. Vivem experiências únicas e aprendem novas formas de não estarem só.

A verdade é que esse pequeno ser invisível nos tem feito voltar a enxergar as pessoas que estão ao nosso redor. Na família, vemos um movimento de retorno ao lar. Voltamos a estar juntos, a conversar, a fazer coisas que há tempos não fazíamos. Talvez uma oportunidade, do ponto de vista reencarnacionista, de resolver temas inacabados e diferenças, por meio do reconhecimento das virtudes,
como a paciência, a generosidade e a gratidão.

Um movimento crescente de solidariedade também vem despontando. Na comunicação, jornais e emissoras abriram suas plataformas em prol das notícias, tão importantes neste momento, pessoas criaram movimentos de ajuda aos vizinhos, principalmente idosos. Na semana do fechamento desta edição, vimos acelerar o movimento de ajuda aos mais carentes em nosso país, certamente os mais atingidos pelo isolamento social. Vamos ganhando, assim, a consciência sobre estarmos todos no mesmo barco e a necessidade de ajudarmos uns aos outros em prol do próximo mas de nós mesmos.

O que será do nosso futuro? Hoje, ninguém tem essa resposta, mas o que todos temos a certeza é que este momento de introspecção nos fará refletir sobre o que somos e, principalmente, sobre o que de fato queremos ser e ter para nossas vidas. Não sabemos ainda por quanto tempo ainda viveremos essa experiência inédita em nosso planeta, mas certamente sairemos diferentes disso tudo. Esperamos que quando a porta das nossas casas voltar a se abrir, passemos a dar mais valor a tudo o que está a nossa volta e ajudemos a construir um mundo mais fraternal e mais justo para todos nós.

Edição março de 2020

FE de janeiro 2020
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Violência entre familiares, como explicar?

    Lições que o coronavírus nos traz

    Gravidez na adolescência pede ações

    O pensamento como força criativa

    Correntes mentais e associações

    Diário de um médico-espírita

    Vizinhos unidos por uma vida mais feliz



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EDITORIAL

Nossa homenagem às mulheres

O mês de março é sempre marcado por comemorações que enaltecem as mulheres, o que é muito justo, no entanto é extremamente triste que a celebração aconteça com dados alarmantes sobre feminicídio no país. A matéria publicada em 22 de fevereiro na Folha de S.Paulo nos apresenta números consolidados de 2019 e aponta um aumento de 7,2% no número de casos no Brasil. Ao nos depararmos com essa notícia, pensamos: quanto tempo ainda vamos demorar para amadurecermos como uma sociedade capaz de respeitar, valorizar e criar condições de igualdade entre homens e mulheres?

Em O livro dos Espíritos, a questão n.822 não nos deixa dúvidas ao questionar: “sendo iguais perante a lei de Deus, devem os homens ser iguais também perante as leis humanas? O primeiro princípio de justiça é este: não façais aos outros o que não quereríeis que vos fizessem. a) Assim sendo, uma legislação, para ser perfeitamente justa, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher? Dos direitos, sim; das funções, não. Preciso é que cada um esteja no lugar que lhe compete. Ocupe-se do exterior o homem e do interior a mulher, cada um de acordo com a sua aptidão. A lei humana, para ser equitativa, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher. Todo privilégio a um ou a outro concedido é contrário à justiça. A emancipação da mulher acompanha o progresso da civilização. Sua escravização marcha de par com a barbaria. Os sexos, além disso, só existem na organização física. Visto que os Espíritos podem encarnar num e noutro, sob esse aspecto nenhuma diferença há entre eles. Devem, por conseguinte, gozar dos mesmos direitos”.

Dados estarrecedores como os divulgados na Folha de S.Paulo mostram o quanto ainda estamos distantes de vivenciarmos valores morais em que a igualdade possa ser uma realidade, o que seria um passo fundamental para que a barbárie da violência não continuasse em uma escalada de crescimento.

Não nos faltam exemplos na literatura espírita de trajetórias de amor que nos emocionam e inspiram na aquisição de valores espirituais e nos demonstram claramente que no mundo espiritual a vivência do amor que essas almas grandiosas empregaram em suas vidas prosseguem para toda a eternidade. Cabe-nos a cada dia mais lutarmos para que os valores cristãos possam se fazer presentes em nossa sociedade, estimulados em nossos lares, nossos locais de trabalho e nos ambientes acadêmicos, para que seja reconhecido e valorizado o papel das mulheres em nossa sociedade.

O mundo de regeneração que certamente avançaremos só será uma realidade quando formos capazes de compreender que somos todos irmãos, independentemente de sexo, raça, cor ou credo. Registramos nossa sincera homenagem a todas as mulheres, nossas genitoras, que tanto fizeram por nós, que desempenharam papéis marcantes em nossa sociedade e no Movimento Espírita.

Conteúdo sindicalizado