Enganos e equívocos

W.A.CUIN

“Crescerás horizontalmente, conquistarás o poder e a fama, reverenciar-te-ão a presença física na Terra, mas, se não trouxeres contigo os valores do bem, ombrearás com os infelizes em marcha imprevidente para as ruínas do desencanto.” (Emmanuel, no livro Fonte Viva, psicografia de Francisco Cândido Xavier)

Em todos os setores do mundo, nunca se observou tantas conquistas tecnológicas e avanços materiais como nos dias presentes e, em todos os níveis humanos, nunca se identificou tantas dores e sofrimentos, aflições e angústias como nos momentos atuais.

Cresce o homem em intelectualidade, ao passo que se distancia da moralidade. A vida na Terra torna-se mais confortável e atrativa, e os dramas sociais e psicológicos prosperam assustadoramente.

Esta é a nossa mais importante encarnação de todos os tempos!

ALKÍNDAR DE OLIVEIRA

Se de um lado a boa lógica nos diz que nossa última encarnação é sempre a mais importante, pois, mais uma vez, temos a oportunidade de nos redimir dos erros passados, creio que esta atual, pelas deduções mais abaixo, é especialíssima. Creio firmemente que é a nossa mais importante existência de todos os tempos. Se nos conscientizarmos desse fato, faremos com que nossos pensamentos, sentimentos e atitudes tomem salutar direção. Para que a conclusão do tema seja confirmada pelo(a) leitor(a), atentemos ao texto abaixo, de Santo Agostinho, e também às conclusões que vêm logo a seguir.

“Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeram os primeiros átomos destinados a constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso.” (Santo Agostinho, O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo III, item 19).

Do depoimento logo acima destaquei, em negrito, a expressão “degraus imperceptíveis”, a qual denota que não perceberemos de maneira evidente a passagem do nosso mundo, de Expiação e Provas, para a próxima e determinante etapa, a de Mundo de Regeneração. Mas, através de pesquisa e do raciocínio lógico, passaremos a enxergar o que parece não estar evidente.

Tenho a convicção de que caminhamos a passos largos nessa bendita direção. É saudável, caro(a) leitor(a), que duvide dessa minha convicção. Ninguém tem a obrigação de crer na convicção de outrem. Mas, após as informações que vêm a seguir, procure liberar sua mente de idéias preconcebidas, que possam impedir o raciocínio dedutivo, para livremente poder refletir sobre os esclarecimentos oriundos de grandes mestres de nossa Seara. Comecemos pelo preposto imediato do nosso Mestre Jesus, Allan Kardec:

Edição março de 2013

Os principais destaques da edição de março são:

    Grupo Espírita Cairbar Schutel, o “berço”da Folha Espírita,            completa 50 anos
    Ana Ariel e a música
    Ser educado é essencial!
    O paciente deficiente visual
    Os laços de família
    Uma história de esperança e fé

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Editorial março de 2012

Divisões desastrosas

Escrevendo a Wantuil de Freitas, em 21 de agosto de 1947, conforme se lê em Testemunhos de Chico Xavier, o querido médium qualifica de desastrosas quaisquer divisões que possam surgir em nossas fileiras. E ele possuía autoridade para falar sobre isso, porque, para não provocar cisões, aguentou toda sorte de barreiras e animosidades, sustentado no silêncio da meditação e da prece.

Vemos, hoje, com preocupação, o ambiente de hostilidade que irrompe, sorrateiro, tentando solapar a harmonia de nossas raízes doutrinárias, trabalhada ao longo de mais de 150 anos por espíritos benfeitores em favor da implantação do Cristianismo Primitivo na Terra.

Bezerra de Menezes tolerou “os científicos” e, com paciência, conseguiu direcionar o Movimento Espírita para a caridade, incentivando a fundação de instituições amorosas que, desde então, começaram a surgir no seio da nossa Doutrina como bênçãos de Jesus nos caminhos humanos. E o que se viu, ao longo de mais de um século, foi a dedicação de nossas casas espíritas ao amparo às crianças órfãs e carentes, ao cuidado com os deficientes, à visita fraterna aos encarcerados, ao conforto dos doentes e velhos abandonados. E, acima de tudo, desenvolveram entre elas um clima de respeito e fraternidade.

Hoje, precisamos, urgentemente, repensar o modo como estamos nos tratando dentro de nossas fileiras. Se há divergências – e é claro que elas existem – podemos resolvê-las na base da conversação e da conciliação, do respeito e do entendimento, do silêncio e da calma. Para isso, temos de deixar de lado o personalismo.

Muitas vezes, não nos damos conta, mas o elitismo está diretamente ligado ao personalismo. Toda vez que a criatura humana busca o destaque pessoal está incursa em uma atitude elitista. E a jactância pessoal corrompe o trabalho desinteressado que devemos desenvolver em nome do Senhor.

“Servir é a honra que nos compete”, afirmam os benfeitores. Assim, servir com simplicidade é simples dever.

Que os espíritos instrutores, amorosos e justos, nos auxiliem a servir com amor e humildade. Basta isso para auxiliarmos a construção do mundo de paz com que todos nós sonhamos.

Edição de março 2013
Conteúdo sindicalizado