Editorial setembro de 2016

Minutos que corroem séculos de conquistas materiais

Foram necessários apenas breves minutos na madrugada de 24 de agosto para que um tremor, de magnitude 6,2 na escala Richter, promovesse uma tragédia no centro da Itália. Os municípios de Amatrice, de 2 mil habitantes; Accumoli, de 700 habitantes; e Norcia, de 4 mil habitantes, sofreram os maiores danos. O terremoto ocorreu a apenas 10 km da superfície e a 76 km a sudeste de Perugia, às 3h36 do horário local.

Até o fechamento desta edição, o último balanço divulgado pela Defesa Civil da Itália informara que subira para cerca de 300 o número de mortos por conta do terremoto. Só em Amatrice já tinham sido encontrados mais de 230 corpos, em Arquata del Tronto, em torno de 50 mortos e, em Accumoli, 11. Sem dúvida, o choque de uma tragédia como essa envolve toda a população mundial, pela comoção com todo o impacto e, ao mesmo tempo, a dor das famílias que se separam bruscamente de seus entes queridos.

O fato de famílias inteiras terem sido dizimadas já seria suficiente para tentarmos, nestas breves linhas, explicarmos as razões para essas desencarnações coletivas, ou mesmo a questão sobre as catástrofes naturais, que cumprem o papel de ajustar com a Contabilidade Divina o resgate de tantos seres. Mas, em outros acontecimentos similares, já exploramos sobremaneira temas como esses. Algo que nos saltou aos olhos nesse episódio e que nos motivou a compartilhar estas breves reflexões são as imagens impressionantes da destruição material que um evento como esse proporciona. Cidades como Amatrice e Accumoli tiveram mais de 50% de suas edificações transformadas em ruínas. Para se ter ideia, não contam agora nem com instalações para receber doações de itens de primeira necessidade para as famílias que conseguiram ir para abrigos e, em alguns casos, até os acessos a essas cidades encontram-se destruídos, dificultando ainda mais o socorro.

O que pensar de edificações históricas que fazem parte do acervo sociocultural da humanidade, que registram tantas histórias, que foram palco de tantas lutas e glórias transformarem-se simplesmente em pó? As fortes imagens fizeram-nos realmente pensar que, em segundos, patrimônios seculares transformam-se em ruínas. O que podemos pensar do valor que o homem emprega a essas conquistas? Qual deve ser o nosso aprendizado além da dor da separação? Será que a Providência Divina não nos convida constantemente a repensar a fragilidade dos bens materiais?

Para concluirmos, vale revisitarmos a esclarecedora mensagem contida nas páginas de O Evangelho Segundo o Espiritismo, no cap. XVI, item 9, que nos diz: “O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade

no outro mundo do que neste. Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura.” Pascal (Genebra, 1860)

Dessa forma, rogamos para que os momentos de aprendizado, alegrias e conquistas que os povos italianos vivenciaram ao longo de séculos possam servir de força e inspiração aos que regressaram à Pátria do Espírito, bem como aos que permaneceram, entregando às ruínas apenas os registros de uma fase vencida na evolução desses nossos irmãos, que, certamente, valorizarão ainda mais a importância da evolução do espírito.

Edição agosto de 2016

Os principais destaques da edição de agosto da Folha Espírita são:

    Os caminhos do amor e o progresso espiritual
    Doenças congênitas e espiritualidade
    Carta psicografada reabre inquérito
    O que é felicidade?
    O pai José da Galileia
    A abrangência da caridade

Se você é assinante da versão online, clique na imagem ao lado para ler a edição atual. Se ainda não é assinante, assine agora mesmo e ganhe de brinde o livro O Legado de Marlene Nobre.

Editorial agosto de 2016

Um encontro com os deuses para inspirar o futuro

Julho foi marcado por acontecimentos que, infelizmente, têm sido muito presentes na vida moderna, o medo de atentados que marcam a história das nações. Certamente qualquer pessoa, ao ser impactada por notícias como essas, teme o seu amanhã. E ficamos pensando no imprevisível de um dia algo tão terrível acontecer conosco.

Esses acontecimentos acirram ainda mais o ódio entre os povos, e paira no ar o sentimento de conflitos e ofensivas como se com isso fosse possível trazer de volta a paz e as vidas ceifadas por atitudes tão violentas. Realmente, a violência dos atos desses homens que ainda se comprazem com tal prática é capaz de desestabilizar qualquer um, ainda mais quando estamos às portas de um grande evento de proporções mundiais, como os Jogos Olímpicos Rio 2016, no qual as atenções são redobradas para que a paz e a segurança dos atletas, visitantes e da própria população sejam preservadas.

Nossos pensamentos rogando ao Alto a proteção dos bons espíritos são fundamentais nesse instante. O foco, porém, de nossa reflexão é exatamente na direção do positivismo e da relevância que o congraçamento dos Jogos Olímpicos nos proporciona. Temos certeza de que esse período é um verdadeiro hiato no centro de nossas atenções. Neste mês, todo o espaço é dedicado à cobertura das competições que ressaltam a competitividade saudável e principalmente a convivência fraterna entre as nações.

A contribuição da civilização grega para a humanidade é muito bem retratada no livro A Caminho da Luz, do espírito Emmanuel, que nos relata que, ao examinar a maioridade espiritual das criaturas humanas, decide o Cristo enviar-nos, antes de sua vinda, uma numerosa corte de espíritos sábios e benevolentes, aptos a consolidar de forma definitiva a maturidade do pensamento terrestre. E no bojo desse influxo de avanço para o pensamento humano, que nos trouxe tantas evoluções no campo sociológico, político, científico, nas artes e em tantas outras frentes, recolhemos também o culto à prática esportiva e o evento olímpico, que se transformou no apogeu das competições.

Não há dúvidas que o legado da confraternização, da miscigenação de culturas dos povos participantes é fundamental para que nossos pensamentos possam manter focos muito mais elevados e positivos. Neste mês, exercitaremos a convivência fraterna, a competição saudável, a permuta de valores, a vivência de emoções intensas. Ao pensarmos nesses momentos, temos a certeza de que o Criador propiciou aos gregos a responsabilidade de tais avanços para a coletividade humana, e devemos também constatar que a herança dos Jogos do Olimpo, que visava à reverência aos deuses, pode nos dias atuais nos proporcionar instantes de felicidade e celebração da vida humana, em que povos dos quatro cantos do mundo se comprazem de forma pacífica na superação dos próprios limites.

Nossos sinceros e profundos agradecimentos ao legado de paz que os Jogos Olímpicos renovam em nossos corações e a certeza de que o exercício constante da fraternidade é o caminho abençoado que o Cristo espera que todos nós sigamos.

Edição julho de 2016

Os principais destaques da edição de julho da Folha Espírita são:

    Crime homofóbico chama sociedade à reflexão
    Rompimento na União Europeia
    Filme espírita discute aborto
    Cuidados paliativos já são realidade
    Campanha valoriza obras da Codificação
    O esforço para não errar mais

Se você é assinante da versão online, clique na imagem ao lado para ler a edição atual. Se ainda não é assinante, assine agora mesmo e ganhe de brinde o livro O Legado de Marlene Nobre.

Conteúdo sindicalizado