Editorial outubro de 2016

Em defesa da vida

As manchetes de vários jornais, revistas e páginas eletrônicas voltaram a estampar o recorrente tema sobre a liberação do aborto. Desta vez, duas vertentes se abriram: a possibilidade de realizá-lo via Sistema Único de Saúde (SUS) até a 12ª semana de gestação e a defesa do aborto para as grávidas que apresentem contaminação com o Zika vírus, esta última podendo ser votada até o fim do ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ambas as ideias são repugnadas por diversas entidades que militam em favor da vida, e aqui não vamos abordar as questões religiosas ou filosóficas. Vamos falar sobre o aspecto científico em defesa da vida, muito bem embasado pelo pediatra francês Jérôme Lejeune, professor de genética, que foi taxativo ao defender que a vida começa na concepção, afirmando que “desde a concepção, um embrião já é um ser humano, pois absolutamente nada é acrescentado a ele”. Outra frase famosa de sua autoria é a de que “a sociedade não tem de lutar contra a doença, matando o doente”. O citado professor foi o descobridor da anomalia cromossômica que dá origem à trissomia 21, ou síndrome de Down.

Hoje, temos uma dura realidade no Brasil, na qual grupos defendem o aborto por causas diferentes e escusas, para não dizer egoístas. As razões científicas que invalidam e interditam a propalada autonomia da mulher de decidir quanto à morte do embrião ou do feto, tendo em vista que a vida é um bem indisponível, já é tema de artigos científicos de diversas áreas da Medicina, pois os riscos vão além da esfera da saúde física, muitas vezes chegando a abalar a saúde mental.

Com o objetivo de preservar a vida do feto e a saúde materna, vários grupos em defesa da vida iniciaram, no fim do mês passado, o projeto 40 Dias pela Vida, que visa a conscientizar sobre o valor da vida humana desde seu início. O projeto teve o engajamento também da Associação Médico-Espírita do Brasil, que, através de suas redes sociais, conclamou pessoas a postarem vídeos de um minuto justificando o seu posicionamento contra o aborto. E muitos profissionais da área de Saúde citaram artigos científicos, experiências pessoais em hospitais, clínicas e ambulatórios sobre os benefícios da preservação da vida humana. O início da campanha, aqui no Brasil, foi em 28 de setembro, coincidentemente, data da promulgação da Lei do Ventre Livre, que considerava livres todos os filhos de mulheres escravas nascidos a partir da data da lei, assinada pela Princesa Isabel.

Presente em 37 países, a campanha segue até 6 de novembro e espera sensibilizar as altas esferas políticas do País para que não ocorra a liberação de assassinato de seres indefesos.

Edição setembro de 2016

Os principais destaques da edição de setembro da Folha Espírita são:

    Chaplin, o adorável vagabundo, a serviço do Plano Espiritual
    Capelania Hospitalar Espírita
    Chico Xavier vivo
    Espiritismo Kids
    A Independência do Brasil
    O bem é o caminho

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Editorial setembro de 2016

Minutos que corroem séculos de conquistas materiais

Foram necessários apenas breves minutos na madrugada de 24 de agosto para que um tremor, de magnitude 6,2 na escala Richter, promovesse uma tragédia no centro da Itália. Os municípios de Amatrice, de 2 mil habitantes; Accumoli, de 700 habitantes; e Norcia, de 4 mil habitantes, sofreram os maiores danos. O terremoto ocorreu a apenas 10 km da superfície e a 76 km a sudeste de Perugia, às 3h36 do horário local.

Até o fechamento desta edição, o último balanço divulgado pela Defesa Civil da Itália informara que subira para cerca de 300 o número de mortos por conta do terremoto. Só em Amatrice já tinham sido encontrados mais de 230 corpos, em Arquata del Tronto, em torno de 50 mortos e, em Accumoli, 11. Sem dúvida, o choque de uma tragédia como essa envolve toda a população mundial, pela comoção com todo o impacto e, ao mesmo tempo, a dor das famílias que se separam bruscamente de seus entes queridos.

O fato de famílias inteiras terem sido dizimadas já seria suficiente para tentarmos, nestas breves linhas, explicarmos as razões para essas desencarnações coletivas, ou mesmo a questão sobre as catástrofes naturais, que cumprem o papel de ajustar com a Contabilidade Divina o resgate de tantos seres. Mas, em outros acontecimentos similares, já exploramos sobremaneira temas como esses. Algo que nos saltou aos olhos nesse episódio e que nos motivou a compartilhar estas breves reflexões são as imagens impressionantes da destruição material que um evento como esse proporciona. Cidades como Amatrice e Accumoli tiveram mais de 50% de suas edificações transformadas em ruínas. Para se ter ideia, não contam agora nem com instalações para receber doações de itens de primeira necessidade para as famílias que conseguiram ir para abrigos e, em alguns casos, até os acessos a essas cidades encontram-se destruídos, dificultando ainda mais o socorro.

O que pensar de edificações históricas que fazem parte do acervo sociocultural da humanidade, que registram tantas histórias, que foram palco de tantas lutas e glórias transformarem-se simplesmente em pó? As fortes imagens fizeram-nos realmente pensar que, em segundos, patrimônios seculares transformam-se em ruínas. O que podemos pensar do valor que o homem emprega a essas conquistas? Qual deve ser o nosso aprendizado além da dor da separação? Será que a Providência Divina não nos convida constantemente a repensar a fragilidade dos bens materiais?

Para concluirmos, vale revisitarmos a esclarecedora mensagem contida nas páginas de O Evangelho Segundo o Espiritismo, no cap. XVI, item 9, que nos diz: “O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade

no outro mundo do que neste. Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura.” Pascal (Genebra, 1860)

Dessa forma, rogamos para que os momentos de aprendizado, alegrias e conquistas que os povos italianos vivenciaram ao longo de séculos possam servir de força e inspiração aos que regressaram à Pátria do Espírito, bem como aos que permaneceram, entregando às ruínas apenas os registros de uma fase vencida na evolução desses nossos irmãos, que, certamente, valorizarão ainda mais a importância da evolução do espírito.

Edição agosto de 2016

Os principais destaques da edição de agosto da Folha Espírita são:

    Os caminhos do amor e o progresso espiritual
    Doenças congênitas e espiritualidade
    Carta psicografada reabre inquérito
    O que é felicidade?
    O pai José da Galileia
    A abrangência da caridade

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Conteúdo sindicalizado