Folha Espirita online

Edição outubro de 2019

FE de agosto 2019
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Cardiologia sai na frente e recomenda que espiritualidade seja tratada nas consultas

    Religião e nível educacional. Existe ligação?

    215 anos do nascimento de Kardec

    Carta a um herói, o irmão

    Quanto mais possessivo, menos feliz

    As diversas formas de caridade



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EDITORIAL

215 anos do nascimento de Kardec

O dia 3 de outubro confere ao Movimento Espírita uma reflexão profunda e carreada de muita gratidão e admiração pelo professor lionês Hippolyte Léon Denizard Rivail, Allan Kardec, que regressava à vida terrena nessa data em 1804. Para celebrar os 215 anos do seu nascimento, destacamos aqui breves trechos que nos colocam diante de um espírito realmente diferenciado, que renasceu com uma grande bagagem espiritual e intelectual para desempenhar o papel que lhe havia sido designado.

No excelente O livro dos Espíritos e sua tradição histórica, Canuto de Abreu eterniza as palavras de Kardec: “Hoje, finalmente, 18 de abril de 1857, posso dizer que lancei a público o trabalho mais importante de minha vida pelo enorme benefício que, certamente, espalhará. E isto devo...” Susteve a pena por instante e, tirando da gaveta central um dossiê de couro marrom, bojudo de papéis escritos, desatou-o e foi rebuscando entre folhas soltas a comunicação que lhe viera à lembrança ao escrever “devo”. Tinha esta nota à margem: “De Zéphir, em 5 de janeiro de 1857, data em que entreguei o manuscrito d’O Livro dos Espíritos a Madame Dentu”. Evocando, mentalmente, o Espírito amigo que lhe dera, continuou a escrever após a palavra “devo”: “...Em primeiro lugar a ti, caro Amigo, prezado Companheiro de outrora. Quero deixar aqui transcritas, em destaque, as tuas palavras”: “Mas qual! A Verdade não será conhecida tão cedo, nem acreditada pela maioria antes que decorram muitos anos”.

“Você não verá nesta existência se não a aurora do sucesso desta obra”.
“Terá que voltar à Terra, reencarnado noutro corpo, para completar o que está
apenas começando a fazer”.
“Só então verá em plena messe os primeiros frutos da sementeira que O livro dos Espíritos vai espalhar pelo mundo”.
“Agora você terá somente invejosos e competidores que procurarão denegri-lo e contradizê-lo. Não se desencoraje, porém! Nem se inquiete com o que disserem ou fizerem contra! Prossiga na tarefa! Continue incessantemente a trabalhar pelo progresso da Humanidade!”
“Enquanto perseverar na via do Bem, onde entrou, você será sustentado fortemente pelos Espíritos bondosos e servos d’A Verdade”.
“No começo do ano passado, prometi minha amizade aos que durante o curso dos Ensinos se portassem convenientemente em todas as circunstâncias. O ano acaba de findar. Quero cumprir a minha promessa, anunciando-lhe: você foi o escolhido”.

Ao “escolhido”, que jamais desistiu de trabalhar pelo progresso da humanidade e que retornou à vida terrena como Chico Xavier, no século XX, para dar continuidade em sua obra por intermédio não só da ampliação das revelações do mundo espiritual, mas também de seu exemplo de vida inquestionável, em que a prática dos ensinamentos do Cristo foi vivenciada em sua plenitude, o nosso profundo e eterno agradecimento por tanto amor e exemplos dedicados à humanidade. Homenageamos e reverenciamos esse Espírito de escol, que certamente continua a servir ao Cristo nos páramos da Espiritualidade Maior.

Edição setembro de 2019

FE de agosto 2019
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Amazônia, o planeta e a responsabilidade de cada um

    Mais mulheres espíritas no Brasil

    A quarta dimensão e o hiperespaço

    Animal não é “coisa”

    História não contada do Espiritismo

    Dar valor para o que se tem

    Quando o amor transforma vidas



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EDITORIAL

Bezerra de Menezes homenageado no Senado

O Senado brasileiro homenageou, no dia 29 de agosto, em sessão especial, o médico Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, mais conhecido como Doutor Bezerra de Menezes, ou o “médico dos pobres”. O dia foi escolhido por ser a data em que o médico nasceu, em 1831.

O autor do pedido para a homenagem, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), definiu Bezerra de Menezes como grande pacifista e humanista do século XIX:
Além de médico e escritor, ele também foi vereador e deputado e lutou por causas à frente de seu tempo. É uma trajetória brilhante, de muita superação. Ele levou muita luz para essa Terra, como médico, como político libertário, um dos grandes responsáveis pela abolição da escravatura no Brasil”, destacou.

O presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB), Jorge Godinho Nery, ressaltou que o exemplo de Bezerra de Menezes deveria ser seguido por todos os médicos, espíritas e por todos os políticos, lembrando que ele se declarou espírita assim que teve contato com O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec: “Ao longo do trajeto da minha leitura, eu fui tomando consciência, achando que eu tinha nascido espírita e eu nasci espírita”, teria dito Bezerra.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) lembrou a coragem de Bezerra de Menezes de se assumir espírita e defender o direito das pessoas de seguir o Espiritismo em uma época na qual a Doutrina não era aceita. O juiz José Carlos de Lucca, palestrante espírita, destacou a preocupação do homenageado com pessoas consideradas “invisíveis”: “Bezerra de Menezes olhava para os invisíveis, para os que não tinham nome, os que não tinham dignidade, os que não eram ouvidos pelo Estado e pelos poderes públicos”.

O presidente da Federação Espírita do Ceará, Luciano Klein, biógrafo de Bezerra de Menezes, afirmou que sua pesquisa permitiu a constatação da grandeza do médico. De acordo com Klein, ele era um pai amoroso, que suportou a perda de 8 dos seus 14 filhos por doenças como a febre tifoide: “Era alguém que, diferentemente de muitos de nós, pregava o que vivia e vivia o que pregava cotidianamente, sempre tendo a preocupação precípua de atender alguém que padecia de algum mal, de alguma dificuldade, nos momentos de sua trajetória de vida”.

Durante a homenagem, foi exibido um trecho do filme Bezerra de Menezes – O Diário de um Espírito. O ator Carlos Vereza, que interpretou o médico no filme, também participou da solenidade. O escritor Alexandre Caldini, autor do livro A Morte na Visão do Espiritismo, destacou a evolução de Bezerra de Menezes na Terra e definiu a homenagem como uma pequena retribuição de todo o bem que o médico fez ao próximo. Para ele, a lei de Deus pode ser traduzida pelo amor, pela caridade e pelo bem.

Uma grande homenagem, sem dúvida, ao doutor Bezerra de Menezes e ao Espiritismo!
Conteúdo sindicalizado