Folha Espirita online

Editorial fevereiro de 2016

Sucesso de Além do Tempo mostra que público continua respondendo bem à temática espiritualista

Além do Tempo, a novela escrita por Elizabeth Jhin, conquistou o público, caiu no gosto dos telespectadores com sua história recheada de amor, perdão, encontros e desencontros e causou comoção, gerando, segundo a crítica especializada, mais repercussão que os folhetins do chamado “horário nobre”. Com temática espiritualista, resultou ainda em um webdocumentário produzido pelo Gshow, o site de entretenimento da TV Globo, que a exibiu, trazendo, em capítulos, especialistas e religiosos de diferentes crenças, que expuseram seus pontos de vista sobre os assuntos abordados na trama: reencarnação, conhecimento de vidas passadas, terapia regressiva, lembranças do passado e almas gêmeas.

Não foi a primeira vez que a autora escreveu sobre espiritualidade, tema recorrente em suas novelas – Amor Eterno Amor (2012), Escrito nas Estrelas (2010) e Eterna Magia (2007) –, e acertou. Em entrevistas, Elizabeth, que acredita em reencarnação, declarou que seu objetivo era o de trazer a mensagem de que não estamos no mundo a passeio, que estar aqui tem um sentido, o de evoluir como ser humano. “A vida vale a pena por causa disso. Todo mundo tem novas chances de fazer as coisas diferentes”, afirmou pouco antes da estreia. “Tudo o que coloco nas novelas, eu acredito. A espiritualidade é uma parte importante na nossa vida, não somos só matéria. Seríamos muito pequenos se fôssemos só isso”, completou.

A autora acredita que “colhemos o que plantamos e todas as nossas atitudes podem refletir no futuro” e enfatiza que é essa a mensagem que quer deixar em suas novelas. Pelo sucesso acima do esperado, segundo a autora, o recado pelo visto foi dado e foi ainda mais além, com a mensagem deixada no último capítulo, no último mês, pelo médium Chico Xavier: “É possível que tenhamos raiva ou que tenhamos ódio, é possível, sem termos direito para isso. Porque o ódio que sentirmos ou a cólera que alimentemos recai sempre sobre nós e só pode nos causar mal, já que deixamos, há muito tempo, a faixa da animalidade para entrarmos na faixa da razão. Somos criaturas humanas e por isso devíamos sentir a verdadeira fraternidade de uns para com os outros, sem possibilidade de nos odiarmos, porque os irmãos verdadeiros nunca se enraivecem uns contra os outros.”

Conteúdo sindicalizado