Editorial agosto de 2016

Um encontro com os deuses para inspirar o futuro

Julho foi marcado por acontecimentos que, infelizmente, têm sido muito presentes na vida moderna, o medo de atentados que marcam a história das nações. Certamente qualquer pessoa, ao ser impactada por notícias como essas, teme o seu amanhã. E ficamos pensando no imprevisível de um dia algo tão terrível acontecer conosco.

Esses acontecimentos acirram ainda mais o ódio entre os povos, e paira no ar o sentimento de conflitos e ofensivas como se com isso fosse possível trazer de volta a paz e as vidas ceifadas por atitudes tão violentas. Realmente, a violência dos atos desses homens que ainda se comprazem com tal prática é capaz de desestabilizar qualquer um, ainda mais quando estamos às portas de um grande evento de proporções mundiais, como os Jogos Olímpicos Rio 2016, no qual as atenções são redobradas para que a paz e a segurança dos atletas, visitantes e da própria população sejam preservadas.

Nossos pensamentos rogando ao Alto a proteção dos bons espíritos são fundamentais nesse instante. O foco, porém, de nossa reflexão é exatamente na direção do positivismo e da relevância que o congraçamento dos Jogos Olímpicos nos proporciona. Temos certeza de que esse período é um verdadeiro hiato no centro de nossas atenções. Neste mês, todo o espaço é dedicado à cobertura das competições que ressaltam a competitividade saudável e principalmente a convivência fraterna entre as nações.

A contribuição da civilização grega para a humanidade é muito bem retratada no livro A Caminho da Luz, do espírito Emmanuel, que nos relata que, ao examinar a maioridade espiritual das criaturas humanas, decide o Cristo enviar-nos, antes de sua vinda, uma numerosa corte de espíritos sábios e benevolentes, aptos a consolidar de forma definitiva a maturidade do pensamento terrestre. E no bojo desse influxo de avanço para o pensamento humano, que nos trouxe tantas evoluções no campo sociológico, político, científico, nas artes e em tantas outras frentes, recolhemos também o culto à prática esportiva e o evento olímpico, que se transformou no apogeu das competições.

Não há dúvidas que o legado da confraternização, da miscigenação de culturas dos povos participantes é fundamental para que nossos pensamentos possam manter focos muito mais elevados e positivos. Neste mês, exercitaremos a convivência fraterna, a competição saudável, a permuta de valores, a vivência de emoções intensas. Ao pensarmos nesses momentos, temos a certeza de que o Criador propiciou aos gregos a responsabilidade de tais avanços para a coletividade humana, e devemos também constatar que a herança dos Jogos do Olimpo, que visava à reverência aos deuses, pode nos dias atuais nos proporcionar instantes de felicidade e celebração da vida humana, em que povos dos quatro cantos do mundo se comprazem de forma pacífica na superação dos próprios limites.

Nossos sinceros e profundos agradecimentos ao legado de paz que os Jogos Olímpicos renovam em nossos corações e a certeza de que o exercício constante da fraternidade é o caminho abençoado que o Cristo espera que todos nós sigamos.

Edição julho de 2016

Os principais destaques da edição de julho da Folha Espírita são:

    Crime homofóbico chama sociedade à reflexão
    Rompimento na União Europeia
    Filme espírita discute aborto
    Cuidados paliativos já são realidade
    Campanha valoriza obras da Codificação
    O esforço para não errar mais

Se você é assinante da versão online, clique na imagem ao lado para ler a edição atual. Se ainda não é assinante, assine agora mesmo e ganhe de brinde o livro O Legado de Marlene Nobre.

Editorial julho de 2016

Rompimento na União Europeia

O mundo ainda discute os impactos da decisão tomada pelos britânicos em um referendo, realizado em 24 de junho, no qual se definiu a saída do país do bloco econômico da União Europeia, por mais de 1,2 milhão de votos de diferença. Com certeza, uma decisão como essa traz diversas consequências para a economia britânica e também para o mundo, e provavelmente revela uma crise no bloco econômico e político criado após a Segunda Guerra Mundial.

Não há dúvidas que conseguir alinhar em uma única direção os 28 Estados-membros é uma tarefa das mais difíceis. Cada um avalia seus interesses próprios, tenta colocar medidas que privilegiem sua economia e, assim, ao longo dos anos, com todos os percalços, a União Europeia vinha tentando se firmar. Uma das grandes conquistas era a questão da inexistência de barreiras ou impedimentos para que qualquer cidadão europeu pudesse circular em qualquer país-membro, o que recentemente se viu como um grande dilema acerca das medidas dos países sobre os refugiados que abandonavam suas nações que viviam conflitos civis, ou mesmo vítimas de grande recessão, para tentar a sorte em outros países-membros que apresentassem perspectivas melhores.

Provavelmente, esse exercício de concessão e convivência entre os Estados-membros da UE era um ganho muito relevante para o desenvolvimento do sentimento da integração das nações e também o exercício da fraternidade. Certamente, a decisão do Reino Unido gera impactos e reformulações dos planos na Espiritualidade Maior. Estudando o tema no livro A Caminho da Luz, de Emmanuel, e também na maravilhosa descrição do Irmão X, no livro Cartas e Crônicas, percebemos que os planos do Alto para o povo europeu no final do século XVII era realmente buscar a unificação dos povos, em que Napoleão seria investido de uma responsabilidade de preparar o cenário europeu para a implantação do terceiro milênio do Cristianismo na Terra. Caberia a ele manter a organização terrestre para que os avanços da Ciência e as conquistas de liberdade tão almejadas pelos pensadores franceses pudessem abarcar os ensinamentos dos espíritos que haveriam de ser trazidos pelo Codificador.

Nós questionamos hoje os verdadeiros objetivos que levaram o Reino Unido a definir pelo caminho-solo, abrindo mão do sacrifício tão necessário para a construção de uma sociedade com menos fronteiras e mais equilibrada. Se nossos irmãos britânicos pudessem olhar sua decisão sob o prisma das necessidades da evolução espiritual, talvez pudessem avaliar que a manutenção da união dos povos com o esforço constante pelo entendimento e a renúncia pavimentariam a implantação do amor sob todo o orbe terrestre.

Edição junho de 2016

Os principais destaques da edição de junho da Folha Espírita são:

    Cura do câncer. Será que virá?
    Chico Xavier será tema de musical em 2017
    Reflexão do processo evolutivo pela dor
    Nossas mil caras
    Emmanuel e a infância
    A volta de Allan Kardec

Se você é assinante da versão online, clique na imagem ao lado para ler a edição atual. Se ainda não é assinante, assine agora mesmo e ganhe de brinde o livro O Legado de Marlene Nobre.

Conteúdo sindicalizado