Folha Espirita online

Edição junho de 2019

FE de janeiro 2019
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    O que fazer quando o trabalho nos adoece

    Tudo pronto para o Mednesp 2019!

    O bebê de 24 semanas e o paradigma médico-espírita

    Livro consolida conhecimentos espíritas

    Os brasileiros e a fé

    Combatendo os nossos defeitos

    Servindo a Deus pelos necessitados



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EDITORIAL

Mednesp 2019, o grande encontro da ciência com a espiritualidade

De 19 a 22 junho, a cidade de Teresina (PI), se transformará no centro de convergência entre a ciência e a espiritualidade, com a realização do Mednesp 2019. Com mais de 120 oradores, que irão compartilhar seus estudos, o evento deverá reunir mais de 2 mil participantes.

Promovido desde 1991, inicialmente sob a coordenação da Associação Médico-Espírita de São Paulo e, a partir de 1995, já com a fundação da AME-Brasil, o evento chega a sua 15ª edição contando, inclusive, com um seminário internacional, com a presença de pesquisadores internacionais. Tal fato fortalece ainda mais o todo o caráter vanguardista desse propósito genuíno de integração entre a ciência e a espiritualidade protagonizado pela AME-Brasil, e mais precisamente na trajetória visionária da médica Marlene Nobre, que sempre vislumbrou que esse ideal deveria pautar os rumos da associação, buscando a mudança de paradigma.

Ao acompanharmos a evolução nos últimos 28 anos, temos de nos render à dedicação e fidelidade de Marlene Nobre, que, com certeza, já antevia que o resgate da ciência junto à espiritualidade iria se tornar um movimento de grandes proporções, com conexões em todos os cantos do mundo. O último exemplo nesse sentido foi noticiado recentemente pela Folha de São Paulo: a Universidade Federal de Juiz de Fora irá iniciar uma pesquisa com mais de 350 pessoas sobre memórias de “supostas vidas passadas”. A pesquisa será feita em parceria com a Universidade da Virgínia (EUA). Por isso, nossa reverência ao Mednesp, por tudo quanto esse evento inspira e agrega inúmeros corações que estão dedicados á promoção desse tão significativo e transformador reencontro entre a ciência e a espiritualidade, que, com certeza, deverá ser o marco e as bases de uma nova era.

Seguimos convictos de que os rumos das associações médico-espíritas no Brasil e no mundo haverão de corroborar de forma atuante, levando para os campus de universidades as reflexões acerca das revelações espirituais sobre a ciência e a espiritualidade, que já nos foram entregues através da mediunidade de Chico Xavier, com ênfase as revelações de André Luiz, entre outros. O que se traduz em campo fértil para tantas pesquisas que com certeza só tendem a crescer.

Nossas vibrações de amor, paz e muitas realizações espirituais para todos os participantes, palestrantes, voluntários e à comissão organizadora do evento. Que nossa querida e inesquecível Marlene Nobre possa continuar a sustentar os ideais de todos que compreendem que a ciência e a espiritualidade juntas se traduzem em oportunidade única para nos aproximarmos ainda mais do Criador. Que venha o Mednesp 2019. Como diria Marlene, vamukiVamu.

Edição maio de 2019

FE de janeiro 2019
DESTAQUES DESSA EDIÇÃO

    Kardec chega ao grande público pelos cinemas de todo o País

    Infância e adolescência ganham cartilha

    Deus, a força do bem que nos conduz

    Da França ao Brasil

    Receita para quem carrega mágoas

    Música, instrumento de transformação social

    Adoção à luz do Espiritismo



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EDITORIAL

Filme fortalece vínculos com a Doutrina

Neste mês de maio, as salas de cinema exibirão mais um longa-metragem que irá emocionar o público espírita: o novo filme do diretor Wagner de Assis, Allan Kardec, a história por trás do nome, baseado na biografia escrita por Marcel Souto Maior, mesmo autor do livro que deu origem a outra importante cinebiografia espírita, Chico Xavier - o filme”, lançado em 2010 e dirigido por Daniel Filho.

Aqui, ao narrar a vida do educador francês Hypolite Leon Denizard Rivail, conhecido por todos nós como Allan Kardec, Wagner de Assis nos ajuda a compreender, conforme diz o próprio título, o que há por trás do nome que se tornou famoso: quais foram os aspectos sensíveis e tocantes da vida do codificador da Doutrina Espírita, tais como a sua preocupação em não falhar, a exaustão a que chegou em determinados momentos, e mesmo o sofrimento diante das críticas que recebeu continuadamente, sempre amparado por sua incansável esposa.

A trama o acompanha desde 1852, quando o então professor Rivail, discípulo do pedagogo suíço Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827) ainda atuava como educador, e termina à época em que ele, já como Allan Kardec, nome trazido de uma antiga encarnação como druída, passa a colher as alegrias e também inúmeras críticas decorrentes da publicação de O Livro dos Espíritos (1857) e O Livro dos Médiuns (1861).

Citada brevemente em uma cena do filme, a relação entre Kardec e Pestalozzi também merece a nossa atenção. O educador suíço possuiu, entre os anos de 1805 e 1825, na cidade de Yverdon-les-Bains, o renomado Instituto que levava o seu nome, onde foi visitado por grandes vultos da educação na Europa, e também por estudantes anônimos de Pedagogia. Entre eles, esteve o jovem Rivail, à época com apenas 19 anos, décadas antes de descobrir-se responsável pela codificação da nossa Doutrina. Além de ser considerado excelente aluno no Instituto, Rivail também fundou em Paris, assim que voltou, um instituto de ciências sob os princípios educacionais de seu mestre, e que posteriormente se revelaria muito coerente com os princípios morais da Doutrina Espírita que viria a codificar. O método pestalozziano valorizava o amor e o acolhimento das emoções individuais de cada aluno.

Kardec era um homem estudioso e que se guiava pela razão, e isso fica claro no filme de Wagner de Assis. Ele executou o seu trabalho através de um método organizado, tal qual exigiria a mais pura ciência. Ou seja, se para que um experimento fosse tomado como verdadeiro pelo meio cientifico, deveria ser realizado sob regras austeras e imutáveis, a fim de que, quando repetido, seus resultados permanecessem os mesmos, foi assim mesmo que Kardec o fez ao comunicar-se com o além: com cuidado, austeridade, e verificando a autenticidade das mensagens repetidas vezes. Mesmo assim, não recebeu a aprovação dos colegas materialistas.

Resta refletirmos o quanto a nossa sociedade tem mudado quanto a isso, e o quanto Kardec colaborou para que hoje, entre médicos e cientistas respeitados, profissionais da Educação Básica e seus alunos, esteja se tornando comum a comprovação da eficácia de passes, meditação e preces, bem como a conexão com a espiritualidade, embora o tema continue envolto por preconceitos.

Apesar de narrar a história do Codificador, a produção poderá agradar outros públicos, justamente por valorizar a postura investigativa de Kardec. Para o espectador espírita, porém, o filme traz razões ainda mais fortes para emocionar e elevar, inspirar e mesmo fortalecer os nossos vínculos com a Doutrina. Impossível não sairmos mais convictos e comprometidos do que antes de entrarmos na sala do cinema. Como descansarmos a partir de agora, defendendo o nosso conforto próprio, ao lembramos da persistência humilde e determinada de Kardec diante do imenso trabalho que o esperava? Como negarmos empenho na condução da nossa reforma moral e do nosso aprimoramento como espíritas cristãos, tendo agora testemunhado o esforço visceral, o comprometimento incansável do grande professor Rivail?

Conteúdo sindicalizado