Editorial abril de 2016

As cartas de Chico Xavier e as novas gerações

Abril marca o aniversário de nascimento de Francisco Cândido Xavier e, dentro das comemorações programadas, destacamos duas que são especialmente importantes: a reprise do programa Portal de Luz, com a ex-presidente da AME-Brasil e AME-Internacional, desencarnada no ano passado, Marlene Nobre, relatando sua convivência com o médium e contando sobre o material publicado em seu livro Chico Xavier: Meus Pedaços do Espelho, e o documentário As Cartas Psicografadas por Chico Xavier, do canal History Channel, que mostra o enorme poder consolador das mensagens do médium.

Fala-se muito dos livros psicografados por Chico, que oferecem inegável contribuição para a Doutrina Espírita. Mas o que dizer das incontáveis cartas trazidas por ele para acalentar os corações de tantos pais e mães que haviam perdido seus filhos? Quantos milhares de famílias puderam amenizar dores profundas e recobrar a fé na Justiça Divina ao ter contato com tais cartas! Trata-se de um exemplo do amor que o médium nutriu por seus semelhantes, através desse serviço que ele executou por quase toda a vida, com abnegado espírito de caridade e de respeito à dor daqueles que perderam seus parentes abruptamente.

Além do socorro imediato aos que sofriam, essas cartas suscitaram várias outras curiosidades. Algumas foram anexadas como provas em processos judiciais, a fim de esclarecer crimes. Outras tiveram sua grafologia analisada tecnicamente, comparando assinatura e grafia do desencarnado com a sua escrita em vida. A própria FE Editora publicou, no início de sua história, o livro A Vida Triunfa, que traz uma ampla pesquisa de 45 casos atendidos por Chico, todos com autenticidade comprovada, realizada por Paulo Rossi Severino e pela AME-São Paulo, e que inclui a transcrição das cartas e também das entrevistas feitas com os familiares de cada desencarnado.

Há de se destacar nessas cartas os valores altamente éticos e morais, pois jamais qualquer um dos espíritos comunicantes fez uso da palavra para incriminar alguém ou mostrar revolta e sede de justiça. Muito pelo contrário, o que mais se encontra são palavras esclarecedoras, trazendo forças e fé para os familiares, fazendo-nos crer definitivamente na vida espiritual.

Ainda há muito que se estudar sobre a vida e a obra desse verdadeiro missionário do Cristo. Ficamos felizes em ver as novas gerações tendo contato com os ensinamentos do médium mineiro e, de nossa parte, cumpre colaborar na divulgação dos exemplos deixados por ele.

Edição março de 2016

Os principais destaques da edição de março da Folha Espírita são:

    Ondas gravitacionais comprovam teoria de Einstein e abrem caminho para as descobertas espirituais
    Microcefalia: em defesa da vida
    O Brasil e a Guerra do Paraguai
    Crença em Deus e honestidade
    Nos Passos do Mestre chega aos cinemas
    O poder do perdão

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Editorial março de 2016

O elo entre crença em Deus e honestidade

Uma pesquisa publicada na prestigiosa revista científica Nature, com matéria divulgada na Folha de S. Paulo em 11 de fevereiro, concluiu que acreditar em deuses que punem malfeitores faz com que as pessoas fiquem um pouco mais honestas e dispostas a compartilhar bens com estranhos – ao menos se tais estranhos pertencerem à mesma religião que elas. É isso o que constatou uma equipe internacional de pesquisadores, após realizar experimentos com 591 membros de comunidades tradicionais mundo afora, inclusive da Ilha de Marajó, no Brasil.

Para alguns psicólogos e antropólogos, segundo o estudo, a fé religiosa poderia levar a piores escolhas morais, dando combustível à intolerância e à agressividade. Outros especialistas, no entanto, propõem que, em certas circunstâncias, a crença ajudaria a criar sociedades mais cooperativas e a “domar” a violência. É a esse segundo grupo que pertencem os autores do novo estudo, liderados por Benjamin Purzycki, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá). Eles trabalham com o conceito de “Deuses Grandes”: divindades que conhecem as ações humanas e que atuam de forma “moralizante”, punindo os maus e recompensando os bons.

“Em cada local, estimamos tanto a adoração a um ‘Deus Grande’ quanto o culto de divindades, espíritos, etc., que fossem localmente importantes e, ao mesmo tempo, considerados menos moralistas, punitivos e oniscientes do que o Deus Supremo”, explicou Purzycki.

Diante dos dias em que vivemos hoje, em que há o questionamento acerca das condutas éticas de tantos homens que se deixam levar pelas facilidades de aquisições terrenas, entendemos ser interessante que se avalie o impacto da Espiritualidade na vida humana, e a necessidade preeminente de espiritualização que se detecta em toda a sociedade. Naturalmente, não estamos aqui nos limitando aos que se dedicam à busca dos conhecimentos da Doutrina Espírita, mas uma carência do ser em transcender na direção do Criador.

Vale também dizer que o simples rótulo dessa ou daquela prática religiosa, indiscutivelmente, não se traduz no desenvolvimento moral e consequentemente na honestidade de seus seguidores. Deve-se observar que a conquista de tal virtude não está vinculada à crença, mas muito provavelmente ao desenvolvimento do senso moral. Conclui-se que a orientação religiosa é um balizador para que esse senso se desenvolva, porém, não é e jamais será garantia do aprimoramento moral do homem.

Como exemplificou nosso articulista Richard Simonetti, não basta cumprir as leis dos homens. “É preciso ser honesto perante Deus, como explica o Espírito Joseph Bré, dirigindo-se à sua neta, em O Céu e o Inferno, de Allan Kardec: Honesto aos olhos de Deus será aquele que, possuído de abnegação e amor, consagre a existência ao bem, ao progresso dos seus semelhantes; aquele que, animado de um zelo sem limites, for ativo na vida; ativo no cumprimento dos deveres materiais, ensinando e exemplificando aos outros o amor ao trabalho; ativo nas boas ações, sem esquecer a condição de servo ao qual o Senhor pedirá contas, um dia, do emprego do seu tempo; ativo finalmente na prática do amor a Deus e ao próximo.”

Edição fevereiro de 2016

Os principais destaques da edição de fevereiro da Folha Espírita são:

    A presença do espiritual na poesia de Fernando Pessoa
    Lançada obra sobre Marlene Nobre
    Autismo, uma visão médico-espírita
    O sucesso da temática espiritualista
    Riqueza a serviço da coletividade
    Humildade, gratidão e qualidade de vida

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