Editorial março de 2016

O elo entre crença em Deus e honestidade

Uma pesquisa publicada na prestigiosa revista científica Nature, com matéria divulgada na Folha de S. Paulo em 11 de fevereiro, concluiu que acreditar em deuses que punem malfeitores faz com que as pessoas fiquem um pouco mais honestas e dispostas a compartilhar bens com estranhos – ao menos se tais estranhos pertencerem à mesma religião que elas. É isso o que constatou uma equipe internacional de pesquisadores, após realizar experimentos com 591 membros de comunidades tradicionais mundo afora, inclusive da Ilha de Marajó, no Brasil.

Para alguns psicólogos e antropólogos, segundo o estudo, a fé religiosa poderia levar a piores escolhas morais, dando combustível à intolerância e à agressividade. Outros especialistas, no entanto, propõem que, em certas circunstâncias, a crença ajudaria a criar sociedades mais cooperativas e a “domar” a violência. É a esse segundo grupo que pertencem os autores do novo estudo, liderados por Benjamin Purzycki, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá). Eles trabalham com o conceito de “Deuses Grandes”: divindades que conhecem as ações humanas e que atuam de forma “moralizante”, punindo os maus e recompensando os bons.

“Em cada local, estimamos tanto a adoração a um ‘Deus Grande’ quanto o culto de divindades, espíritos, etc., que fossem localmente importantes e, ao mesmo tempo, considerados menos moralistas, punitivos e oniscientes do que o Deus Supremo”, explicou Purzycki.

Diante dos dias em que vivemos hoje, em que há o questionamento acerca das condutas éticas de tantos homens que se deixam levar pelas facilidades de aquisições terrenas, entendemos ser interessante que se avalie o impacto da Espiritualidade na vida humana, e a necessidade preeminente de espiritualização que se detecta em toda a sociedade. Naturalmente, não estamos aqui nos limitando aos que se dedicam à busca dos conhecimentos da Doutrina Espírita, mas uma carência do ser em transcender na direção do Criador.

Vale também dizer que o simples rótulo dessa ou daquela prática religiosa, indiscutivelmente, não se traduz no desenvolvimento moral e consequentemente na honestidade de seus seguidores. Deve-se observar que a conquista de tal virtude não está vinculada à crença, mas muito provavelmente ao desenvolvimento do senso moral. Conclui-se que a orientação religiosa é um balizador para que esse senso se desenvolva, porém, não é e jamais será garantia do aprimoramento moral do homem.

Como exemplificou nosso articulista Richard Simonetti, não basta cumprir as leis dos homens. “É preciso ser honesto perante Deus, como explica o Espírito Joseph Bré, dirigindo-se à sua neta, em O Céu e o Inferno, de Allan Kardec: Honesto aos olhos de Deus será aquele que, possuído de abnegação e amor, consagre a existência ao bem, ao progresso dos seus semelhantes; aquele que, animado de um zelo sem limites, for ativo na vida; ativo no cumprimento dos deveres materiais, ensinando e exemplificando aos outros o amor ao trabalho; ativo nas boas ações, sem esquecer a condição de servo ao qual o Senhor pedirá contas, um dia, do emprego do seu tempo; ativo finalmente na prática do amor a Deus e ao próximo.”

Edição fevereiro de 2016

Os principais destaques da edição de fevereiro da Folha Espírita são:

    A presença do espiritual na poesia de Fernando Pessoa
    Lançada obra sobre Marlene Nobre
    Autismo, uma visão médico-espírita
    O sucesso da temática espiritualista
    Riqueza a serviço da coletividade
    Humildade, gratidão e qualidade de vida

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Editorial fevereiro de 2016

Sucesso de Além do Tempo mostra que público continua respondendo bem à temática espiritualista

Além do Tempo, a novela escrita por Elizabeth Jhin, conquistou o público, caiu no gosto dos telespectadores com sua história recheada de amor, perdão, encontros e desencontros e causou comoção, gerando, segundo a crítica especializada, mais repercussão que os folhetins do chamado “horário nobre”. Com temática espiritualista, resultou ainda em um webdocumentário produzido pelo Gshow, o site de entretenimento da TV Globo, que a exibiu, trazendo, em capítulos, especialistas e religiosos de diferentes crenças, que expuseram seus pontos de vista sobre os assuntos abordados na trama: reencarnação, conhecimento de vidas passadas, terapia regressiva, lembranças do passado e almas gêmeas.

Não foi a primeira vez que a autora escreveu sobre espiritualidade, tema recorrente em suas novelas – Amor Eterno Amor (2012), Escrito nas Estrelas (2010) e Eterna Magia (2007) –, e acertou. Em entrevistas, Elizabeth, que acredita em reencarnação, declarou que seu objetivo era o de trazer a mensagem de que não estamos no mundo a passeio, que estar aqui tem um sentido, o de evoluir como ser humano. “A vida vale a pena por causa disso. Todo mundo tem novas chances de fazer as coisas diferentes”, afirmou pouco antes da estreia. “Tudo o que coloco nas novelas, eu acredito. A espiritualidade é uma parte importante na nossa vida, não somos só matéria. Seríamos muito pequenos se fôssemos só isso”, completou.

A autora acredita que “colhemos o que plantamos e todas as nossas atitudes podem refletir no futuro” e enfatiza que é essa a mensagem que quer deixar em suas novelas. Pelo sucesso acima do esperado, segundo a autora, o recado pelo visto foi dado e foi ainda mais além, com a mensagem deixada no último capítulo, no último mês, pelo médium Chico Xavier: “É possível que tenhamos raiva ou que tenhamos ódio, é possível, sem termos direito para isso. Porque o ódio que sentirmos ou a cólera que alimentemos recai sempre sobre nós e só pode nos causar mal, já que deixamos, há muito tempo, a faixa da animalidade para entrarmos na faixa da razão. Somos criaturas humanas e por isso devíamos sentir a verdadeira fraternidade de uns para com os outros, sem possibilidade de nos odiarmos, porque os irmãos verdadeiros nunca se enraivecem uns contra os outros.”

Edição janeiro de 2016

Os principais destaques da edição de janeiro da Folha Espírita são:

    Microcefalia: reflexões sobre a doença que assusta o Brasil
    Ano novo pede renovação
    ONG transforma vidas na África
    O hábito de criticar
    O que o jovem espírita quer saber
    O mal desaparece diante do bem

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