Andamos muito distraídos? Precisamos repensar nossas escolhas

“Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade” (Emmanuel, Fonte viva)

O Espírito Emmanuel, no trecho citado acima, nos oferece uma valiosa e profunda advertência ao dizer que inúmeros seguidores do Evangelho, por falta de empenho e de interesse, seguem pela vida na província da distração e da leviandade. Nisso, obviamente, o benfeitor amigo está coberto de razão. Não precisamos de muitos esforços para observar que, em muitas oportunidades, realmente estamos com o nosso foco em direções opostas ao que é importante e valioso para o nosso progresso espiritual, aliás, progresso esse que planejamos com muito empenho na vida fora do corpo, antes da presente reencarnação.

Jesus Cristo, num dado momento da sua trajetória pela Terra, disse e Matheus anotou: “onde está o teu tesouro aí está o teu coração”. Ele deixa, assim, bem evidente que a nossa vida segue pelos trilhos dos nossos interesses e desejos.

Quem coloca o tesouro no trabalho se liga aos trabalhadores. Quem coloca o tesouro na solidariedade encontra os solidários. Quem coloca o tesouro no bem ao próximo encontra os benevolentes. Quem coloca o tesouro na preguiça encontra os preguiçosos. Quem coloca o tesouro no vício encontra os viciados. E assim por diante.

Mas se um dia na espiritualidade decidimos pelo retorno à vida física, para uma nova jornada de redenção e aprimoramento, e agora estando corporificados aqui,  diante da proposta traçada, será um grande equívoco caminhar pelas estradas da vida de forma indiferente, dando asas à distração e à leviandade.

Distraímo-nos quando relegamos as conquistas espirituais a segundo plano. Claro que temos direito e necessidade de usufruirmos da vida material, mas que não nos percamos nas ilusões e fantasias que o mundo, em grande quantidade, nos oferece diariamente. Quanta distração verificamos nas horas vazias, nos exaustivos programas televisivos, nem sempre recomendáveis, nos passeios e nas recreações em excesso, nas longas conversas improdutivas e às vezes maledicentes, nos descansos exagerados, na busca desenfreadas por juntar “tesouros” na terra etc.

Reflitamos bem. Melhor será repensar as nossas atitudes, escolhas e decisões, buscando conhecer o teor daquilo que estamos produzindo na vida, pois um dia, na Pátria Espiritual, assistidos por muitos benfeitores amigos, foram abertas as portas de novas e promissoras oportunidades. Então, façamos de tudo para não nos decepcionarmos nem decepcionar aqueles que confiaram em nós. Outras oportunidades tais quais as que estamos tendo agora, se não aproveitadas, talvez demorem muito.

Emmanuel, esse notável benfeitor, com sabedoria e amor, nos adverte afirmando que estamos demorando longo tempo na província da distração e da leviandade. Pensemos nisso.

Sobre o autor
W.A.Cuin é administrador de empresas, escritor e pres. da Associação Beneficente Irmão Mariano Dias, em Votuporanga (SP)

Fonte: Livro Fonte viva.

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