Desenvolver mediunidade, mas também amor, paciência e bondade

“Muita gente quer desenvolver vidência, psicografia, desenvolver isso, desenvolver aquilo. Por que não desenvolver antes o trabalho, a bondade, a paciência, a compreensão?” (Momentos com Chico Xavier, Adelino da Silveira).

A mediunidade, ou seja, a possibilidade de manter contato como os Espíritos, essa força do Universo, inerente às criaturas, quer seja pela psicografia, psicofonia, vidência, intuição etc., quando usada dentro dos princípios cristãos, presta notáveis e relevantes serviços em favor do progresso da humanidade, unindo os dois mundos, o físico e o espiritual.

O relacionamento com os Espíritos nos permite conhecer detalhes importantíssimos da vida fora da matéria, que é, aliás, a verdadeira e definitiva vida, visto que a existência na Terra é passageira e sempre muito breve, diante da eternidade.

Valiosas e ricas informações nos chegaram e ainda nos chegam do mundo espiritual pelas vias abençoadas da mediunidade, isso é inegável, favorecendo nossos conhecimentos teóricos acerca dos requisitos indispensáveis ao processo evolutivo. Assim, para que atinjamos a perfeição a que estamos destinados, precisamos de muito mais. Obviamente, ninguém está impedido de procurar a educação de sua mediunidade, sempre que tiver realmente interesse em servir na causa do bem, sendo valiosa iniciativa o desejo de contribuir para o bem coletivo. No entanto, será oportuno pensar no aprimoramento de outras faculdades também.

Muito oportuna a vontade de desenvolver a solidariedade. Hoje, mais do que nunca, a sociedade, em tempos desafiadores, necessita de ações firmes em favor do bem geral.

Desenvolver a paciência é de suma importância, para que mantenhamos um relacionamento saudável e harmônico no contexto social em que vivemos, principalmente no seio da família.

Aprimorar honestidade nos permitirá amadurecer nossos conceitos sobre aquilo que nos pertence e o que é dos outros, sem necessidade de leis ou regulamentações, apenas com a clareza das nossas consciências.

Cultivando a resignação, saberemos compreender, com convicção, que precisamos lutar com todas as forças em busca dos nossos objetivos, mas que se não for possível alcançá-los de imediato, não devemos cair em lamentações, revoltas e desânimo.

O desenvolvimento do trabalho, no limite das nossas forças, nos concede a rica oportunidade da dignidade e da nobreza, valores indispensáveis para nossa altivez e paz de consciência.

Valorizando a ética saberemos, com firmeza, respeitar o conjunto de regras e normas que regem a vida social onde estamos inseridos, o que permitirá a construção de uma sociedade mais humana, fraterna e justa.

Através do idealismo e da determinação, devidamente ajustados, com certeza, estaremos aptos a superar as mais ferrenhas barreiras e suplantar os mais ousados obstáculos, que tentam impedir que alcancemos nossos objetivos.

Desenvolvendo o amor, será possível compreender, sem qualquer dúvida, que todos somos filhos de Deus e que, em sã consciência e lucidez de raciocínio, ninguém deseja sofrer. Assim, tudo faremos para que a justiça seja base forte da nossa convivência, onde as diferenças entre classe social, religiosa, filosófica, econômica e ideológica desapareçam, permitindo que cada ser humano viva de conformidade com os seus anseios e desejos.

Sim, nos preocupemos em desenvolver a nossa mediunidade, visando fazê-la produzir o máximo de benefícios possíveis, mas atentamos também em desenvolver outras faculdades que nos ajudarão na maturidade espiritual e nos propiciarão a condição de homens de bem. Reflitamos.

Fonte

Momentos com Chico Xavier, Adelino da Silveira.

Próximas Matérias

Quem faz?