O Natal de Jesus pede menos ostentação e mais trabalho do bem

Queridos amigos leitores da Folha Espírita, que o clima de amor e fraternidade que paira durante a época do Natal possa tornar o coração humano mais sensível e mais aberto à solidariedade. Como em todos os anos, agradecemos as oportunidades de aprendizado e os momentos felizes que vivemos com os professores e os pequeninos irmãos da evangelização infantojuvenil. Que ao iniciar 2021, estejamos preparados para uma nova tarefa, com disposição e energia renovadas para superar os desafios que a cada ano se tornam ainda maiores.

Teu quinhão de luz neste Natal

Neste Natal de Jesus, pensa um pouco no significado da manjedoura para o mundo. Nem ouro, nem púrpura, apenas um berço improvisado de palha e a pequena criança a sorrir. Reis e pastores misturam mantos e roupas singelas, emoções e sentimentos. Nenhuma ostentação no sublime encontro marcado por uma estrela.

O mundo, nos dias de hoje, nada difere em suas necessidades básicas de iluminação interior. Repontando na estrebaria humilde, o Divino Senhor desejou aproximar-se dos tristes e abandonados do caminho, aqueles que, como Ele próprio, não encontram lugar entre os homens.

Não à ostentação

A cada aproximação do Natal, o Divino Mestre pede menos ostentação e mais trabalho na causa do bem. É preciso lembrar daqueles que não podem retribuir a dádiva que lhes é oferecida. Há crianças sem escola, jovens sem vínculo com o trabalho e que se constituem em tristes doentes do crime e do erro. Há muitas mães a confortar, muitos doentes a socorrer.

Não descartes a possibilidade de auxiliar. Dificuldades surgem tolhendo a marcha em vários pontos do caminho, mas a criatura humana tem no coração um manancial de bênçãos capaz de distribuir afeto e compreensão.

Ainda que as circunstâncias sejam adversas, o trabalhador devotado supera os entraves e prossegue atuante no bem de todos. A fatia do bolo, o copo de leite, a sacolinha de gêneros, a palavra reconfortante, a visita amiga são migalhas de amor que podes oferecer neste Natal, como teu quinhão de luz.

Coloca um pouco mais de amor em tuas ações para que haja um pouco mais de Cristo nos caminhos da Terra. Na verdade, Ele multiplicará cada gesto de bondade de quem estiveres cumprindo sua divina promessa: “o que fizeres a um destes pequeninos, é a mim mesmo que o fazes”.

Meimei

*Página psicografada por Marlene Nobre em reunião pública do Grupo Espírita Cairbar Schutel, em 10 de dezembro de 1979.

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