Precisamos vivenciar os mandamentos recebidos por Moisés

Os Dez Mandamentos são a primeira impressão histórica do Deus único que se tem notícias. Foram recebidos por intermédio da mediunidade de Moisés. As leis mosaicas foram necessárias para domar um povo ainda com resquícios de barbárie, aquele povo simples, na juventude espiritual, ainda sem o devido conhecimento para compreender com mais profundidade leis e questões divinas. Encontram-se em Êxodo 20.

Os Dez Mandamentos de Deus

1 – Amar a Deus sobre todas as coisas.

2 – Não tomar seu santo nome em vão.

3 – Guardar domingos e festas de guarda.

4 – Honrar pai e mãe.

5 – Não matar.

6 – Não pecar contra a castidade.

7 – Não roubar.

8 – Não levantar falso testemunho.

9 – Não desejar a mulher do próximo.

10 – Não cobiçar as coisas alheias.

O mais importante

O Novo Testamento revela um episódio no qual Jesus é interrogado a respeito do mandamento mais importante de todos. Os dois mandamentos citados são conhecidos como a regra de ouro, porque quem conseguir cumpri-los, certamente, cumprirá os 10 mandamentos expressos no Antigo Testamento.

1 – “Mas os fariseus, quando ouviram que Jesus tinha feito calar a boca dos saduceus, juntaram-se em conselho. E um deles, que era doutor da lei, tentando-o, perguntou-lhe: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhe disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, este é o maior primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Estes dois mandamentos contêm toda a lei e os profetas” (Mateus, XXII: 34-40).

2 – “E assim, tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles. Porque esta é a lei e os profetas (Mateus, 7: 12). Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem” (Lucas, VI: 31).

A visão de André Luiz em Evolução em dois Mundos, psicografia de Chico Xavier

Os Dez Mandamentos, recebidos mediunicamente pelo profeta, brilham ainda hoje por alicerce de luz na edificação do direito, dentro da ordem social. A palavra da Esfera Superior gravava a lei de causa e efeito para o homem, advertindo-o solenemente:

  1.  Consagra amor supremo ao Pai de Bondade Eterna, n’Ele reconhecendo a tua divina origem.
  2. Precata-te contra os enganos do antropomorfismo, porque padronizar os atributos divinos absolutos pelos acanhados atributos humanos é cair em perigosas armadilhas da vaidade e do orgulho.
  3. Abstém-te de envolver o Julgamento Divino na estreiteza de teus julgamentos.
  4. Recorda o impositivo da meditação em teu favor e em benefício daqueles que te atendem na esfera de trabalho, para que possas assimilar com segurança os valores da experiência.
  5. Lembra-te de que a dívida para com teus pais terrestres é sempre insolvável por sua natureza sublime.
  6. Responsabilizar-te-ás pelas vidas que deliberadamente extinguires.
  7. Foge de obscurecer ou conturbar o sentimento alheio, porque o cálculo delituoso emite ondas de força desorientada que voltarão sobre ti mesmo.
  8. Evita a apropriação indébita para que não agraves as próprias dívidas.
  9. Desterra de teus lábios toda palavra dolosa a fim de que se não transforme, um dia, em tropeço para os teus pés.
  10. Acautela-te contra a inveja e o despeito, a inconformação e o ciúme, aprendendo a conquistar alegria e tranquilidade, ao preço do esforço próprio, porque os teus pensamentos te precedem os passos, plasmando-te, hoje, o caminho de amanhã.

Em cada época da história das civilizações, os mandamentos são trazidos e relembrados como princípios unificadores da humanidade. Nos dias de hoje, diante de todos os problemas que atravessamos, mais do que nunca devem ser lembrados, estudados e vivenciados. Devemos buscar a educação dos sentimentos, tirar o melhor de dentro de nós, os talentos que trazemos com a reencarnação. Se não seguirmos a regra de ouro de amarmos uns aos outros, não existe solução para o planeta.

Fonte

Evolução em dois mundos, André Luiz e Chico Xavier.

O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec.

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