Ressurreição e vida

“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem”

(João 21:25).

Passados 20 anos do retorno de Chico Xavier, o Apóstolo Consolador, à Pátria Maior, podemos todos atestar que um feito extraordinário se materializou na face da Terra: a chuva de livros de sua lavra mediúnica não cessou com a sua morte!

 Até a data de sua desencarnação, 30 de junho de 2002, as editoras espíritas haviam publicado 439 livros contendo as mensagens e revelações que suas faculdades mediúnicas haviam canalizado em benefício da humanidade sofredora e aflita, sedenta da água pura da fonte inesgotável da consolação e faminta do pão divino do conhecimento superior. Psicografias, psicofonias, clarividências, clariaudiências, respostas intuitivas em entrevistas, atendimentos fraternos e obras de caridade foram os veículos que nos trouxeram a mais completa obra em língua portuguesa da história, tanto em quantidade de livros quanto em qualidade de seus conteúdos, capaz de ser classificada em todos os gêneros e subgêneros da literatura. No dizer de Martins Peralva, “uma obra ciclópica, enciclopédica, destinada a transpor os séculos vindouros!”

De sua partida do plano físico em Uberaba até hoje, portanto, a produção de Chico Xavier jamais parou. As editoras espíritas ligadas à responsabilidade da guarda de seus arquivos inéditos, ou realizando novas compilações de sua obra, já publicaram 98 novos livros, com uma média aproximada de cinco novos livros por ano, quase a mesma de quando Chico estava encarnado. Em 7 de maio último, a Vinha de Luz Editora de Belo Horizonte lançou, na Casa de Chico Xavier de Pedro Leopoldo (MG), o seu livro mais recente, Cândida missão, que se tornou a 537ª obra de Chico Xavier.

Ficamos a meditar na grandeza desse feito! Qual a mensagem que a Espiritualidade Maior nos destina com essa constatação? Viajamos no tempo até nossa mente se encontrar às margens do lago de Genesaré da Galileia. Uma multidão de cinco mil pessoas ouvia Jesus ao pé do monte. A tarde anunciava o anoitecer. Alguns poderiam ter fome. Os discípulos se inquietavam. Houve quem pedisse a Jesus para despedir o povo. Mas o Senhor lhes perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver. E, sabendo-o eles, disseram: Cinco pães e dois peixes. E, tomando ele os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, abençoou e partiu os pães, e deu-os aos seus discípulos para que os pusessem diante deles. E repartiu os dois peixes por todos. E os que comeram os pães eram quase cinco mil homens” (Marcos 6:38-44).

Na Tarefa Mediúnica, entrevista constante do livro CHICO XAVIER – MANDATO DE AMOR de 1992 pela UEM

Em 17 de julho de 1987, ao entrevistar Chico Xavier em sua casa de Uberaba (Vide “Na tarefa cristã”, publicado no livro Chico Xavier: mandato de amor, 1992), o querido médium e amigo revelou-me que a tarefa para a qual nascera era a de receber pela psicografia 30 livros da Espiritualidade Maior. Atingido o objetivo muito cedo com a publicação de Volta, Bocage, em 1947, a meta foi dobrada para 60 livros, e alcançada exatamente quando Chico se mudou para Uberaba em 1959, com o surgimento de Evolução em dois mundos. Novo objetivo se lhe revelou Emmanuel: 100 livros, também facilmente superado 10 anos depois, em 1969, com o Poeta redivivos. A partir daí sua vida e seu corpo foram desapropriados em favor da continuidade da expansão do Consolador na Terra, através dos livros de sua lavra mediúnica. Ao desencarnar, Chico nos deixou Amor e verdade, em 2002, e 20 anos depois estamos diante de sua Cândida missão, em continuidade vigorosa. Não mais a multiplicação de pães e peixes a saciar a fome da multidão, mas a multiplicação dos livros da Doutrina dos Espíritos, materializando o Consolador Prometido pelo Cristo para que muitas outras coisas que Jesus fez sejam escritas, informando-nos ainda que nem o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem sobre ele!

A tarefa continuou e continuará ainda por muito tempo, até que nós todos compreendamos a Revelação da Verdade que ela encerra, ressuscitando Jesus, o Divino Mestre, do mundo dos mortos, de novo, para o coração do povo sobrecarregado e aflito, socorrendo-nos e consolando-nos em nossas dores, mas, sobretudo, esclarecendo-nos e instruindo-nos nas Verdades imorredouras das Leis Divinas. “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (João 11:25).

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