Temos direitos, mas deveres também

“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei e os profetas” (Jesus; Matheus 7:1).

O Evangelho de Jesus é um verdadeiro manual de vivência prática. Sendo fiel a ele, seguiremos nossa vida em total segurança. Andar na contramão das lições do Cristo é semear oportunidades de sofrimentos e decepções. A estrutura da vida na Terra tem como base a lei de justiça, amor e caridade. Qualquer direcionamento diferente resultará em trágicos desequilíbrios sociais.

Com frequência, nos deparamos, no contexto social em que vivemos, com manifestações em defesa dos direitos das criaturas, mas não vemos o mesmo empenho quanto ao cumprimento de deveres. Tal postura nos remete ao desequilíbrio das funções dentro da sociedade que nos acolhe, fato gerador de insatisfações, injustiças, violência e desmandos.

O ser humano tem direito ao trabalho que lhe garante a dignidade de ganhar o seu sustento e daqueles que dele depende, mas tem também o dever de trabalhar com responsabilidade, respondendo honestamente pelas tarefas que lhe são confiadas.

Todos nós temos o direito à escola, onde buscamos o enriquecimento intelectual, mas é indispensável o dever de estudar com afinco e determinação para absorver o conteúdo educativo ministrado pelos esforços de professores.

Temos o direito de ser tratado com respeito e educação no relacionamento humano do cotidiano, mas não podemos olvidar o dever de também ser respeitosos e educados no trato com o semelhante.

O Evangelho de Jesus é um verdadeiro manual de vivência prática. Sendo fiel a ele seguiremos nossa vida em total segurança. Andar na contramão das lições do Cristo é semear oportunidades de sofrimentos e decepções.

É direito nosso usufruir de um trânsito seguro que nos possibilidade veicular com tranquilidade, mas também é nosso dever respeitar as leis que regulam a movimentação de veículos e pedestres.

Na família, temos o direito de receber atenção e consideração de todos os membros que a compõem, no entanto é nosso dever saber conviver com os nossos familiares os tratando com carinho e amor, compreendendo as naturais diferenças.

Cabe-nos o direito de recorrer à justiça sempre que nos sintamos prejudicados em algo ou situação, mas é nosso dever cumprir as leis que norteiam o equilíbrio social.

No casamento, é direito nosso contar com a fidelidade, companheirismo e cumplicidade do nosso cônjuge, mas não podemos nos esquecer do dever de ser também fiel, companheiro e cúmplice de quem está ao nosso lado.

No campo político-administrativo, temos o direito de contar com a honestidade, transparência e dignidade dos homens públicos, mas jamais podemos ignorar nosso dever de saber escolher representantes governistas que possuem tais virtudes e qualidades.

Entendamos, portanto, com convicção, que todos temos muitos direitos, mas jamais nos esqueçamos de que possuímos, também, uma imensa quantidade de deveres.

O orgulho e o egoísmo, essas terríveis chagas da humanidade, ainda muito fortes em nossos comportamentos, atitudes e ações, quase sempre embaçam a nossa visão de justiça e, com frequência, nos conduzem a exigir dos outros e da própria vida aquilo que nós mesmos não fazemos. Direitos todos temos, mas deveres também… Reflitamos.

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