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O medo

Segundo pesquisa realizada pela Center for Addiction and Mental Health no Canadá, cerca de 99% da população mundial já sentiu algum medo na vida. O medo está presente desde que o mundo é mundo. A humanidade só sobreviveu e evoluiu graças ao medo, um dos nossos mecanismos de defesa.

Imagem de um cérebro e relação com o medo
Banco de imagem

Como reage o nosso corpo quando o sentimos?

O cérebro entende que algo ruim irá acontecer, liberando adrenalina no organismo para que ele fique atento e preparado para fugir do perigo real ou imaginado. A atenção e a velocidade de reação aumentam diante dessa sensação, assim como aceleram as batidas do coração e eleva a pressão sanguínea. Com a pressão elevada, os açúcares inundam o sangue e aumentam as secreções da glândula suprarrenal e também da parte anterior da hipófise.

Entre outras reações fisiológicas que acontecem em decorrência do medo, podemos citar o ressecamento dos lábios, o empalidecimento da pele, as contrações musculares involuntárias, como tremedeiras, e até o controle do esfíncter anal interno, que é involuntário, ou seja, essa descarga de adrenalina liberada pela glândula suprarrenal em situações de tensão e medo pode causar vontade de ir ao banheiro. Tudo isso ocorre porque nesse estado de alerta as prioridades do corpo mudam. Enquanto os órgãos envolvidos na reação de luta ou fuga funcionam aceleradamente – os batimentos cardíacos e a respiração ficam rápidos para aumentar a troca de gases e a irrigação dos músculos –, outros ficam em segundo plano.

Leia também: Dez perguntas clássicas sobre a morte que todos querem respostas

Treinamento no mundo espiritual

Há algum tipo de trabalho realizado no mundo espiritual que atue na questão do medo? Sim, temos um diálogo muito importante entre Narcisa e André Luiz, no livro Nosso Lar, acerca do medo e como é tratado por parte dos ministérios na colônia. Está no capítulo 42, “O medo”, e deve ser amplamente estudado, inclusive em outros livros da coleção que tratam do mesmo tema. Veja um trecho:

“Para o domingo imediato à visita do clarim, prometeu o Governador a realização do culto evangélico no Ministério da Regeneração. O objetivo essencial da medida esclareceu Narcisa, seria a preparação de novas escolas de assistência no Auxílio e núcleos de adestramento na Regeneração.

– Precisamos organizar – dizia ela – determinados elementos para o serviço hospitalar urgente, embora o conflito se tenha manifestado tão longe, bem como exercícios adequados contra o medo.

– Contra o medo? – acrescentei, admirado.

– Como não? – objetou a enfermeira, atenciosa. – Talvez estranhe, como acontece a muita gente, a elevada porcentagem de existências humanas estranguladas simplesmente pelas vibrações destrutivas do terror, que é tão contagioso como qualquer moléstia de perigosa propagação. Classificamos o medo como dos piores inimigos da criatura, por alojar-se na cidadela da alma, atacando as forças mais profundas.

Observando-me a estranheza, continuou:

– Não tenha dúvida. A Governadoria, nas atuais emergências, coloca o treinamento contra o medo muito acima das próprias lições de enfermagem.

A calma é garantia do êxito. Mais tarde, compreenderá tais imperativos de serviço.”

Na Terra, felizmente, encontramos profissionais dedicados à saúde mental dos pacientes que passam por momentos de estresse pós-traumático, medo e suas raízes.

Como os adultos alimentam o medo das crianças

O educador parental Mauricio Maruo, fundador da empresa Paternidade Criativa, que cria ferramentas de transformação masculina tendo como ponto de partida a paternidade, fez um grande trabalho sobre os medos adultos e infantis e traz algumas reflexões que podem ajudar os pais a entender seus medos e o impacto deles sobre as crianças.

Uma pesquisa realizada pela revista médica JAMA Pediatrics apontou que entre os anos de 2016 e 2020, tivemos um aumento de 29% nos casos de ansiedade nas crianças e 27% nos casos de depressão infantil. A psiquiatra da infância e adolescência Danielle H. Admoni listou os principais medos das crianças por faixa etária:

  • Até 3 anos – nessa fase, as crianças estão aprendendo a lidar melhor com suas emoções, mas costumam se assustar com escuro, barulhos estranhos, luzes fortes e pessoas fantasiadas. “Como a fantasia começa a fazer parte da vida dos pequenos, eles acabam estranhando palhaços, Papai Noel e pessoas fantasiadas de personagens”.
  • Entre 3 e 4 anos – quando a criança começa a aprender mais sobre o mundo, a lista de medos tende a crescer, sendo alguns reais e outros imaginários. Aos 4 anos, ela pode tanto ter medo da perda do seu cachorro como temer fantasmas, dragões e criaturas sobrenaturais. Também é uma fase de repetição dos pais. Quando ela vê a mãe ou o pai reagir com medo de alguma coisa, ela entende que também deve ter medo daquilo.
  • Entre 5 e 6 anos – essa é a fase em que as crianças ainda não compreendem situações de causa e efeito, como vento, chuva e trovões. Também temem separação, morte e ferimentos.
  • Entre 7 e 10 anos – os medos principais englobam ser castigado pelos pais e não ser aceito pelos amigos. Também há receio de enfrentar situações novas sem a presença dos pais.

Acima das idades citadas e na fase adulta, os medos variam entre desempenho escolar, lesões corporais, aparência física, escuro, morte, futuro, falha social, sexualidade, entre outros, provocados pelas novas tecnologias.

Seis dicas para vencer o medo

1. Defina bem o seu medo

Seja bem sincero consigo ao definir o que você teme se você quiser mudar isso. Por exemplo, dizer que você tem “medo de tudo” não é útil para que possa superar essa sensação.

2. Esclareça a importância que vencer esse medo tem na sua vida

É muito importante você se perguntar: “por que vencer esse temor específico faz sentido na minha vida?” Nesses momentos, vai ser preciso lembrar a importância da vitória para que você siga adiante, pois a importância está no que você ganha ao vencê-lo!

3. Encontre o ponto mínimo que já é capaz de provocar medo em você

Ao pensar no assunto você sente medo? Então esse é seu ponto mínimo. Só em saber que você terá que passar por uma situação já causa medo? Seu ponto mínimo.

4. Defina uma rotina de exposição a esse ponto mínimo

Para ir em frente, você terá que tomar coragem para se expor ao seu medo em pequenas (bem pequenas) doses, mas com frequência, porque a frequência é muito importante para você ir se acostumando com cada passo do processo.

5. Exponha-se ao medo

OK, chegou a hora. Nesse momento, você deve enfrentar o seu ponto mínimo. Dia após dia, você terá que encontrar coragem para enfrentá-lo, até que um dia esse pequeno passo não será mais tão assustador e você terá um novo ponto mínimo.

6. Comemore cada vitória

Comemore toda vez que você conseguir se expor ao seu medo! Porque toda tentativa merece ser comemorada, mesmo que apenas com um “parabéns” interno, de você para você mesmo. Assim, tente ficar feliz, sorrir ou bater palmas para você por ter encarado seu medo.

Dica final

Um livro importante que pode ser usado tanto nas aulas de evangelização infantojuvenil quanto na conversa familiar e que aborda o medo de uma forma lúdica, possibilitando a compreensão desse sentimento no nosso dia a dia, é O medo e seus disfarces, de Marina Gusmão Caminha, formada em Psicologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e professora do Instituto da Família de Porto Alegre – Centro de Psicoterapia Cognitiva.

Livro O Medo e seus DIsfarces
Divulgação

Referências

LUIZ, André (Espírito). Nosso Lar. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Rio de Janeiro: FEB, 1944. (Coleção A Vida no Mundo Espiritual, 1).

CAMINHA, Marina Gusmão. O medo e seus disfarces. Novo Hamburgo, RS: Sinopsys, 2015.

FUNDAÇÃO MARIA CECÍLIA SOUTO VIDIGAL (FMCSV). Home. 2022. Disponível em: https://www.fmcsv.org.br/pt-BR/. Acesso em: 29 set. 2022.

MARUO, Mauricio.  Como os adultos alimentam os medos das crianças. Canguru News, 2 set. 2022. Disponível em: https://cangurunews.com.br/como-os-adultos-alimentam-os-medos-das-criancas/. Acesso em: 29 set. 2022.

O SEGREDO para superar seus medos. Eurekka, 14 jul. 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=lHedgJZyQQw&t=4s. Acesso em: 29 set. 2022.

SOUZA, Henrique. Como vencer o medo: 6 dicas para enfrentar e superar. Eurekka, [2020?]. Disponível em: https://blog.eurekka.me/como-vencer-o-medo/. Acesso em: 29 set. 2022.

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