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Avatar 2: as inspirações que vêm de Pandora e o que elas trazem para a vida na Terra

Em sua epopeia no mundo espiritual, após o seu desencarne, o médico André Luiz narra com uma precisão única a vida no mundo espiritual, assumindo o papel de um verdadeiro repórter que, muito atento, não deixa de registrar nenhum fato de sua descoberta da nova vida. Entre tantos aprendizados que se descortinam para os leitores, recordamos do diálogo de André Luiz e um escritor desencarnado que foi descrito no capítulo 17 do livro Libertação. Nesse diálogo, o escritor revela que, quando encarnado, suas histórias teriam impressionado de forma negativa muitas pessoas e, ao desencarnar, reencontrara muitos desses homens e mulheres que tinham lido sua obra. Além disso, seus personagens fictícios também ganharam forma no plano espiritual, reforçando a conexão entre a realidade vista no mundo espiritual que se materializa nas produções Terra e vice-versa.

Podemos também recordar do poeta italiano Dante Aligheri, que em sua obra-prima, A Divina Comédia, revelou descrições do Inferno e do Purgatório. Aligheri se desprendia do corpo e visitava essas regiões e, ao retornar, registrava suas visões. Dizia ele que tais viagens eram feitas em companhia de seu guia espiritual, o poeta romano Virgílio. Podemos descrever inúmeras outras situações em que a inter-relação entre o mundo espiritual e a produção cultural terrena se entrelaça, naturalmente, sustentados pela força do pensamento que transita em diferentes planos.

Ao observarmos a recente produção cinematográfica Avatar 2, não temos como não nos perguntarmos o quanto de conexão existe entre o mundo descrito por James Cameron e alguma realidade que possa realmente existir. Um fato curioso que nos cabe registrar é que o visual dos Navis, os personagens do filme já presentes em Avatar 1, de 2009, foram inspirados em um sonho que a mãe de Cameron teve. Nesse sonho, ela descrevera uma mulher de pele azul com aproximadamente 3,5 metros de altura.

Na Doutrina Espírita, são inúmeros os relatos precisos que encontramos sobre a vida e os habitantes de outros planetas. Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier, e Humberto de Campos relatam com detalhes a vida em Marte. Na Revista Espírita de agosto de 1862, o Espírito Georges nos traz relatos sobre Vênus. Com o título “Habitações em Júpiter”, encontramos na edição da Revista Espírita de agosto de 1858 uma riquíssima e bela descrição do planeta, com referências não só sobre as habitações, mas também sobre os habitantes, animais, costumes e muito mais.

A mãe de Chico Xavier, no livro Cartas de uma morta, faz referências a Saturno, e um fato que chama a nossa atenção é que ela descreve seres que volitavam, mas que não apresentavam traços de beleza, segundo sua observação. Entretanto, o mentor dela explicara que se tratava de seres que já tinham superado muitas questões inerentes aos nossos desafios na Terra, como, por exemplo, a perfeita integração entre a ciência e a fé, contudo não são seres perfeitos. E apesar do aspecto físico parecer um pouco estranho para D. Maria João de Deus, já eram superiores aos que habitam a Terra. Os relatos não param por aí. Não podemos nos esquecer também das descrições dos mundos que orbitavam a estrela de Capela, que, segundo Emmanuel, já teriam superado importantes etapas de purificação física e moral em comparação com a Terra.

Integração dos seres mais evoluídos

Como vemos, as referências de outras formas de vida e planetas habitados com descrições lindíssimas sobre como esses orbes avançaram em comparação ao nosso modo de viver nos fazem pensar: como será que a narrativa da franquia Avatar foi concebida? Já vimos que a mãe do diretor descrevera o sonho do personagem que protagoniza a vida em Pandora, que, aliás, constitui a quinta lua de Polyphemus, um gigante gasoso que orbita a estrela Alpha Centauri A que está a aproximadamente 4.4 anos-luz distante da Terra.

Independentemente de guardar alguma semelhança ou não com os inúmeros relatos de vida extraterrestre na pelo plano espiritual, não podemos deixar de colher alguns detalhes sobre como é retratada a vida em Pandora. Um ponto que nos chama a atenção é a perfeita integração dos seres mais evoluídos, no caso os Navis (humanoides), com toda a fauna e flora. É importante registrar, por exemplo, a existência de uma espécie de ligação neural entre todos os seres vivos ao se conectarem, em que é possível acessarem registros passados e até mesmo se conectarem entre si. Uma linguagem universal parece conectar todos os seres.

Com certeza, no segundo filme da franquia vemos ser explorado um conceito que a Dra. Irvênia L. S. Prada já nos trouxera em outras oportunidades: o de seres sencientes. A senciência é a capacidade de se ter sentimentos, como dor, prazer, fome, sede, calor, alegria, conforto e emoção. É incrível ver como os seres se relacionam de forma profunda e amorosa, se entendem, se auxiliam e, sobretudo, se respeitam. Só esse tema já valeria uma profunda abordagem e reflexão.

Nesse universo de conectividade, harmonia e respeito entre os seres de Pandora, vemos claramente a mensagem não menos verídica sobre o perigo que a humanidade representa para a manutenção do equilíbrio do ecossistema perfeito. A ganância predominante nos seres humanos não conhece limites e tudo faz para conquistar, destruir e explorar os recursos de outros orbes.

Certamente, aqui, reside a grande reflexão para nós todos. Em tempos de grandes problemas ambientais e climáticos causados pela ação do homem, devemos nos perguntar: será que não é possível rever nossos hábitos e escolhas para que possamos viver de forma mais harmoniosa em nosso planeta e com isso evitar catástrofes ainda maiores?

A narrativa de Cameron também nos convida a um pensamento externado por Chico Xavier: de que os povos de outros planetas que já teriam condições de viajarem pelas galáxias não teriam de forma alguma objetivos bélicos, de conquista e exploração, mas sua presença entre nós seria com a finalidade de nos auxiliar em nossa própria evolução. Quanto ao homem, nos alertou Chico que somente quando conquistasse condições morais mais elevadas, longe do ideal de exploração, subjugação e conquista de outros planetas, é que teria a liberação para viajar pelo espaço. Assim, concluímos que, pelo menos nesse ponto, podemos ter certeza de que os milhões de outros planetas estão livres e protegidos dos rompantes de dominação humana, já que o acesso aos recursos que nos permitirão as viagens deverá vir acompanhado da moralidade. Se a vida em Pandora existe ou não da forma como foi descrita, não temos como afirmar, mas uma coisa é certa, a história como mostrada nas telas não se concretizará jamais, pois ainda nos faltam muitos degraus na escalada da evolução espiritual para acessarmos outras moradas. E enquanto caminhamos nessa direção, cabe-nos admirar, aprender e nos inspirar nas ficções que não deixam de expor a crítica necessária para o despertar do homem para um comportamento novo que possa ser aplicado em nosso próprio planeta para uma vida em harmonia com a Criação do Pai.

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