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Grupo Espírita Cairbar Schutel – 60 anos evangelizando

As reuniões familiares, geralmente o Evangelho no Lar, foram, na sua grande maioria, a origem de muitos centros espíritas. Com o passar do tempo, e consolidada a presença constante das pessoas nos referidos encontros, o grupo acaba tendo o compromisso de fundar um Centro Espírita. Não foi diferente com o Grupo Espírita Cairbar Schutel, fundado em 16 de março de 1963.

Criado em alicerces morais e compromissos assumidos no mundo espiritual, a entidade foi crescendo até se tornar um grande conglomerado de estudo e vivência evangélica. Um dos compromissos primordiais assumidos pelo Grupo Espírita Cairbar Schutel é a Evangelização Espírita Infantojuvenil. Por meio dessa tarefa tão importante, o conhecimento espírita e a moral evangélica pregada por Jesus são transmitidas a crianças e jovens. É a semeadura em terra fértil da mentalidade cristã. Desse modo, conforme a qualidade da semente, teremos a colheita. Os frutos talvez não possamos colher, mas sabemos que lá estarão para serem colhidos. É dividida em duas frentes, uma delas realizada no próprio Grupo, onde são realizadas as tarefas doutrinárias, e outra em Diadema, onde são realizados os atendimentos às famílias da região.

Allan Kardec assinalou a importância dessa tarefa em seu livro Viagem espírita, em 1862: “É notável verificar que as crianças educadas nos princípios espíritas desenvolvem um raciocínio precoce que as torna infinitamente mais fáceis de governar; vimos muitas delas, de todas as idades e de ambos os sexos, nas diversas famílias espíritas em que fomos recebidos, onde pudemos constatar o fato pessoalmente. Isso não lhes tira a alegria natural, nem a jovialidade; nelas não existe essa turbulência, essa obstinação, esses caprichos que tornam tantas outras insuportáveis; pelo contrário, revelam um fundo de docilidade, de ternura e de respeito filial que as leva a obedecer sem esforço e as torna mais estudiosas”.

Em O livro dos Espíritos, questão n. 385, o Codificador questiona: “Que é o que motiva a mudança que se opera no caráter do indivíduo em certa idade, especialmente ao sair da adolescência? É que o Espírito se modifica? É que o Espírito retoma a natureza que lhe é própria e se mostra qual era. Não conheceis o que a inocência das crianças oculta. Não sabeis o que elas são, nem o que foram, nem o que serão. Contudo, afeição lhes tendes, as acaricias, como se fossem parcelas de vós mesmos, a tal ponto que se considera o amor que uma mãe consagra a seus filhos como o maior amor que um ser possa votar a outro. Donde nasce o meigo afeto, a terna benevolência que mesmo os estranhos sentem por uma criança? Sabeis? Não. Pois bem! Vou explicá-lo. As crianças são os seres que Deus manda a novas existências. Para que não lhe possam imputar excessiva severidade, dá-lhes Ele todos os aspectos da inocência. Ainda quando se trata de uma criança de maus pendores, cobrem-se-lhe as más ações com a capa da inconsciência. Essa inocência não constitui superioridade real com relação ao que eram antes, não. É a imagem do que deveriam ser e, se não o são, o consequente castigo exclusivamente sobre elas recai. Não foi, todavia, por elas somente que Deus lhes deu esse aspecto de inocência; foi também e sobretudo por seus pais, de cujo amor necessita a fraqueza que as caracteriza. Ora, esse amor se enfraqueceria grandemente à vista de um caráter áspero e intratável, ao passo que, julgando seus filhos bons e dóceis, os pais lhes dedicam toda a afeição e os cercam dos mais minuciosos cuidados. Desde que, porém, os filhos não mais precisam da proteção e assistência que lhes foram dispensadas durante quinze ou vinte anos, surge-lhes o caráter real e individual em toda a nudez. Conservam-se bons, se eram fundamentalmente bons; mas sempre irisados de matizes que a primeira infância manteve ocultos. Como vedes, os processos de Deus são sempre os melhores e, quando se tem o coração puro, facilmente se lhes apreende a explicação. Assim, portanto, a infância é não só útil, necessária, indispensável, mas também consequência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo”.

Emmanuel, no livro O Consolador, psicografia de Chico Xavier, questão n. 113, ressalta a importância do lar como a primeira escola de evangelização do Espírito reencarnado: “Os pais espiritistas devem ministrar a educação doutrinária a seus filhos ou podem deixar de fazê-lo invocando as razões de que, em matéria de religião, apreciam mais a plena liberdade dos filhos? O período infantil, em sua primeira fase, é o mais importante para todas as bases educativas, e os pais espiritistas cristãos não podem esquecer seus deveres de orientação aos filhos, nas grandes revelações da vida. Em nenhuma hipótese, essa primeira etapa das lutas terrestres deve ser encarada com indiferença. O pretexto de que a criança deve desenvolver-se com a máxima noção de liberdade pode dar ensejo a graves perigos. Já se disse, no mundo, que o menino livre é a semente do celerado. A própria reencarnação não constitui, em si mesma, restrição considerável à independência absoluta da alma necessitada de expiação e corretivo? Além disso, os pais espiritistas devem compreender que qualquer indiferença nesse particular pode conduzir a criança aos prejuízos religiosos de outrem, ao apego do convencionalismo e à ausência de amor à verdade. Deve nutrir-se o coração infantil com a crença, com a bondade, com a esperança e com a fé em Deus. Agir contrariamente a essas normas é abrir para o faltoso de ontem a mesma porta larga para os excessos de toda sorte, que conduzem ao aniquilamento e ao crime. Os pais espiritistas devem compreender essa característica de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas, sim, para santuário onde, por vezes, se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira”.

Existe diferença entre doutrinar e evangelizar?

Emmanuel responde: “Há grande diversidade entre ambas as tarefas. Para doutrinar, basta o conhecimento intelectual dos postulados do Espiritismo; para evangelizar é necessário a luz do amor no íntimo. Na primeira, bastarão a leitura e o conhecimento; na segunda, é preciso vibrar e sentir com o Cristo…”

Por isso, “o evangelizador consciencioso, quando entra numa sala de aula, sabe o que pretende conseguir. Ele sabe que, se desenvolver o trabalho sem ter algo definido, corre o risco de fracassar, assim como um barco sem rumo corre o perigo de se perder em alto-mar. Mas não basta apenas ter uma vaga noção dos objetivos. É preciso explicá-los, isto é, especificá-los de forma clara e precisa para que eles possam realmente orientar e direcionar as atividades de ensino-aprendizagem”.

A evangelização da criança socialmente carente acrescenta um desafio assistencial à atividade pedagógica?

Fornecer às crianças lanche, ape­trechos de higiene, atividades recrea­tivas etc. não substitui a evangeliza­ção propriamente dita, embora lhe sejam parte integrante. É preciso en­sinar-lhes as sublimes lições do Evan­gelho, interpretadas à luz do Espiritis­mo, metódica e gradativamente para que removam, para sempre, os moti­vos pelos quais sofrem.

É necessário descortinar-lhes novos horizontes. É mister penetrar-lhes o interior, aí depositando os ger­mes da verdadeira sabedoria que se fundamenta nas singelas lições de Jesus. Para isso, cumpre-nos organizar esses momentos nos quais serão ana­lisados temas da maior importância para todos nós, jovens e adultos, que estamos percorrendo os caminhos da experiência física.

A tarefa de evangelizar que pre­vê uma estrutura escolar, com currí­culo de ensino próprio, controle de frequência, experiências de aprendi­zagens, situações provocadas de aprendizagem, de vivências e de seriação que prevê as faixas etárias de infância e adolescência não pode estar contida dentro da tarefa assistencial. Essas duas tarefas po­dem correr juntas, mas uma não substitui a outra. Uma socorre o corpo, casa do Espírito, e a outra socorre o Espírito, dono da casa.

Ao longo dos anos, milhares de crianças e jovens passaram pelas nossas salas de Evangelização Infantil. As impressões positivas que receberam foram determinantes em sua atual existência e até em próximas vidas, portanto, o momento nos convida a prosseguir e avançar.

Referências

ALVES, Walter Oliveira. Educação do Espírito: introdução à pedagogia espírita. Araras, SP: IDE, 2015.

ALVES, Walter Oliveira. Prática pedagógica na Evangelização. Araras, SP: IDE, 2015.

EMMANUEL (Espírito). O consolador. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 28. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1940.

FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA (FEB). Orientação à ação evangelizadora espírita da juventude: subsídios e diretrizes. 2015. Disponível em: http://febnet.org.br/dij/comunicativos/orientacao_a_acao_evangelizadora_espirita_da_juventude_subsidios_e_diretrizes_final.pdf. Acesso em: 25 fev. 2023.

KARDEC, Allan. Viagem espírita em 1862 e outras viagens de Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Brasília, DF: FEB, 2022.

KARDEC, Allan. O livro dos Espíritos. Araras, SP: IDE, 1994.

PLANEJAMENTO de aula na evangelização. [2022?]. Disponível em: https://www.passatempoespirita.com.br/products/planejamento-de-aula-na-evangelizacao/. Acesso em: 25 fev. 2023. ROCHA, Cecília. Pelos caminhos da Evangelização. Brasília, DF: FEB, 2012.

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