AMIGO FOLHA ESPÍRITA

Você pode ajudar a divulgação da Doutrina. Colabore com a Folha Espírita e faça a sua parte

Quero Contribuir

ir

ir

ir

ABRIL/2024

ir

MARÇO/2024

ir

FEVEREIRO/2024

ir

JANEIRO/2024

ir

DEZEMBRO/2023

ir

NOVEMBRO/2023

ir

OUTUBRO/2023

ir

SETEMBRO/2023

ir

AGOSTO/2023

ir

JULHO/2023

ir

JUNHO/2023

ir

MAIO/2023

ir

ABRIL/2023

ir

MARÇO/2023

ir

FEVEREIRO/2023

ir

JANEIRO/2023

ir

DEZEMBRO/2022

ir

NOVEMBRO/2022

ir

OUTUBRO/2022

ir

SETEMBRO/2022

ir

AGOSTO/2022

ir

JULHO/2022

ir

JUNHO/2022

ir

MAIO/2022

ir

ABRIL/2022

ir

MARÇO/2022

ir

FEVEREIRO/2022

ir

JANEIRO/2022

ir

DEZEMBRO/2021

ir

NOVEMBRO/2021

ir

OUTUBRO/2021

ir

SETEMBRO/2021

ir

AGOSTO/2021

ir

JULHO/2021

ir

JUNHO/2021

ir

MAIO/2021

ir

ABRIL/2021

ir

MARÇO/2021

ir

FEVEREIRO/2021

ir

JANEIRO/2021

ir

DEZEMBRO/2020

ir

NOVEMBRO/2020

ir

OUTUBRO/2020

ir

A história contada por quem a viu ser construída

Marcelo Nobre, 55

Faço parte do Grupo Espírita Cairbar Schutel (GECS) desde que me conheço por gente, na barriga da minha mãe, Marlene Nobre. Da minha participação nas palestras, tomando passe, da Evangelização. Por volta dos meus 15 anos, comecei a atuar como passista nas sessões de desobsessão. Eu tinha visto manifestações porque acompanhava meu pai e minha mãe em visita a grupos espíritas do Brasil e exterior. Não aceitei a Doutrina por causa dos meus pais, mas porque ela estava dentro de mim. Ela nos faz ver a vida de uma forma diferente, seja nos obstáculos ou nas bonanças. A Doutrina Espírita é fundamental na minha vida para o enfrentamento dos momentos difíceis e para o encantamento dos felizes. Nesses 60 anos do GECS, houve uma evolução natural no meu conhecimento e na compreensão da Doutrina, que me guiou de uma forma muito interessante na vida, olhando para o próximo e para as coisas de forma diferente.

Passamos por muitas coisas em todos esses anos. Em 33 anos de sala de desobsessão, vi muitas manifestações de Espíritos conscientes de que tinham desencarnado, mas que não queriam realmente assumir seus compromissos espirituais. Conheci muita gente interessante e médiuns extraordinários, que davam, por exemplo, passividade para pintura mediúnica. Um amigo que se encantou com as comunicações radiofônicas e buscava mensagens por esse meio.

O trabalho do Lar do Alvorecer, hoje Lar do Alvorecer Marlene Nobre, em Diadema (SP), o braço social do nosso grupo, marcou a minha vida. Lembro-me de que quando foi construído não existia rua asfaltada, nem a Rodovia dos Imigrantes. Minha mãe começou a atender a população do entorno como médica, e muitas mulheres ficavam surpresas com o atendimento e pelo fato de ela ser mulher. Também foi fundamental o trabalho da Associação Médico-Espírita, que nasceu do nosso grupo.

A repercussão que o GECS tem na sociedade é incalculável. Imaginem quantas pessoas passaram por ele nesses 60 anos. Quantas não se suicidaram por terem o encontrado. Quantas conseguiram encontrar o equilíbrio, entender as manifestações espirituais que vivenciavam e que não sabiam que existiam. Quantas com dramas incríveis de vida conseguiram se amparar no grupo espírita, tirar a tristeza ao poder ajudar o próximo. E falo aqui só dos encarnados, que, nesse período, encontraram tudo que precisavam na Casa. Imaginem quantos Espíritos se comunicaram nas nossas salas de desobsessão. É incalculável o bem que o Grupo fez e vem fazendo para a sociedade paulistana, a brasileira e mundial.

Odair Inácio, 65

Estou no grupo há 36 anos, desde meus 29. Quando cheguei a ele, atravessava momentos difíceis, tinha uma irmã médium e, após uma consulta na casa, fui tomar passes. Quando entrei por aquela porta, me apaixonei pela Doutrina, pelos trabalhos e modifiquei muito a minha vida e da minha família. Comecei no grupo participando dos trabalhos mediúnicos, primeiro como passista, depois como médium esclarecedor, tarefa que amo exercer. Logo vieram os congressos, primeiro de Transcomunicação, depois da Associação Médico-Espírita. Eu transportava todo o material que era usado. Depois comecei a frequentar o Lar do Alvorecer. Dava aula de datilografia e depois passei a me dedicar à área da Oftalmologia, onde me encontro até hoje. Lá, fazemos a triagem e damos encaminhamento a médicos oftalmologistas parceiros, depois as pessoas retornam com os exames, fornecemos a armação e as encaminhamos também a óticas que trabalham conosco. Se for necessária alguma cirurgia, também encaminhamos. É um trabalho muito importante, realizado há 35 anos, que faz com que toda aquelas pessoas que têm muita dificuldade de enxergar mudem suas vidas. Tudo de forma gratuita. Atualmente, também faço o trabalho de coordenação da parte mediúnica do grupo e atuo como secretário.

Eu tinha uma profissão que comecei a exercer com 14 anos e que me trouxe um crescimento rápido e muito rentável quando entrei na Casa. Com o conhecimento da Doutrina e de uma consciência maior da vida, ela deixou de fazer parte dos meus objetivos. Abri mão
da profissão e vivi uma grande transformação, muito positiva. Passei a ser uma outra pessoa em todos os sentidos e valores, encarando a vida de uma forma totalmente diferente, buscando amenizar a dor daqueles que sofrem.

Atualmente, participo de cinco salas mediúnicas. É tão gratificante esse trabalho! Você vê ali muitas histórias de vida. Erros muitas vezes causados por ignorância, que criam débitos muito grandes. Gratificante terminar um trabalho e ver que um Espírito se modifica. Certa vez, um Espírito da época do cristianismo e que foi gladiador trazia, a cada semana, até nós um Espírito daquele época. O trabalho de uma casa espírita é fundamental e imensurável. O mundo espiritual é um mundo tão vivo, tão grandioso e está ao nosso lado.

Fábio Gandolfo Severino, 58

Meu pai, Paulo Rossi Severino, um dos dirigentes da Casa, dizia que o papel dele era fornecer para a gente um caminho, uma religião e que na sua visão o papel da religião é conectar o homem ao seu Criador. O Espiritismo que ele me apresentou prega que ele não é o único caminho que leva a Deus, e isso é algo que encanta. A sua essência está ligada ao cristianismo, ao Cristo, que não pregou uma religião, mas um código de conduta moral de vida. Com os demais companheiros do Grupo Espírita Cairbar Schutel, me aprofundei na leitura de O livro dos Espíritos, O Evangelho segundo o Espiritismo, entre outros. Meu pai chamava a atenção que o grupo devia abrir frentes de trabalho. Que as pessoas às vezes procuravam um grupo espírita para tentarem deixar os seus problemas lá e saírem mais leves. As inúmeras frentes de trabalho, a distribuição de roupas, de alimentos, de consultas, da sopa, o passe mediúnico, o atendimento psicológico são muito importantes. Como ele dizia, as necessidades são muitas, sejam elas espirituais ou materiais. Entendo que ele enxergava que o grupo tinha esse papel de abrir frentes de trabalho para que as pessoas pudessem ajudar a fazer a vida do próximo melhor.

O Grupo sempre teve a sua essência, a de Allan Kardec e Chico Xavier, e ela é preservada. Quando minha tia, Marlene Nobre, foi estudar Medicina em Uberaba (MG) e conheceu Chico Xavier, veio para São Paulo com a missão de trazer seus ensinamentos, e o grupo cresceu em suas atividades seguindo a sua linha mestra, inclusive com a distribuição da sopa fraterna, complementada depois com atividades como aulas de informática, costura, mecânica, marcenaria, nascidas um dia com um primeiro poste de luz e as primeiras consultas médicas da “tia Marlene”.

Meu pai, Paulo Rossi Severino, realizou um trabalho de pesquisa ouvindo as pessoas que recebiam as mensagens mediúnicas do médium. No livro A vida triunfa, publicado pela Editora Folha Espírita, que faz parte da Casa, há a confirmação da autenticidade de cada uma das mensagens. Esteve à frente do jornal Folha Espírita, fundado em 1974 com Freitas Nobre e Marlene Nobre, entre outros, também por inspiração do médium, tão rico para consulta em tantos momentos das nossas vidas! Todos os temas atuais estão lá.

Belisardo Marchini Egido, 77

Estou no Grupo há 48 anos, atuando na desobsessão, tentando ajudar no esclarecimento de irmãos trazidos pelos diretores espirituais, colaborando nos passes e modestamente no atendimento a famílias carentes no Lar do Alvorecer Marlene Nobre, em Diadema (SP), onde semanalmente distribuímos perto de 100 cestas básicas e também roupas e sapatos usados para crianças e adultos, com a ajuda de muitos desprendidos companheiros.

Embora espírita de berço – minhas avós eram espíritas –, foi no Grupo Espírita Cairbar Schutel me que encontrei com o Evangelho de Jesus, o que trouxe muitas mudanças no meu modo de vida e que ocasionou uma profunda transformação em mim. Muitos foram os fatores que marcaram não apenas a minha vida como a de toda a família. Como, por exemplo, o socorro espiritual a familiares em profundos desajustes mediúnicos. Muito gratificante vermos os filhos que participaram da Evangelização Infantil integrados na Doutrina e principalmente vivendo, na medida do possível, o Evangelho do Mestre.

Creio que o Grupo tenha trazido aos frequentadores, em primeiro lugar, a necessidade do estudo da Doutrina e, em seguida, a importância do trabalho voluntariado, vivendo um pouco mais perto do ensinamento do Jesus. A todo momento encontramos frequentadores recentes no Grupo, oferecendo-se para o trabalho assistencial.

Anna Giorgetti Graciano, 88

Foi muito gratificante atuar no Lar do Alvorecer todos esses anos e despertar nas crianças o amor pela música, pelo canto e pela representação, por meio dos nossos teatros que elas gostam tanto. Ver as músicas que compus cantadas hoje por homens e mulheres que trazem na memória as aulas dadas me deixa muito feliz.

Na Folha Espírita foram publicadas por anos as músicas que compus. Muitas vezes recebi telefonemas perguntando se eu tinha gravado determinada melodia, que havia sido publicada, o que me deixava muito feliz. Todas as quintas-feiras, ia para o Lar do Alvorecer para cantar e divulgar a Evangelização para as crianças. Gravei oito CDs, que foram divulgados em outros centros espíritas, trazendo até o primeiro lugar em um concurso de música espírita.

Entrei para o Grupo espírita em 1978, com muito prazer em trabalhar. Passei pela assistência social e trabalhei com as vovozinhas, até que eu me identifiquei com as crianças na música, no canto. Com o passar do tempo, comecei a compor músicas falando da nossa Doutrina. Eu explicava como ela era, depois cantava, as crianças perguntavam sobre o que não sabiam. Em todas as gravações que fiz sempre tem um exemplo para que as crianças pudessem seguir. Os anos se passaram e eu não senti. Tenho alunos que continuam trabalhando na música.

Outra atividade importante desenvolvida pelo Grupo e que assumi em determinado momento é a entrega das sacolas de Natal às crianças carentes. Com elas, os pais não precisavam se preocupar com a roupinha, o sapato, ou algum presente para seus filhos. Uma forma de todos colaborarem.

Amantino Ramos de Freitas, 83

Faço parte do GECS há 57 anos, desde fevereiro de 1966 – uma vida!  Creio que das pessoas desse tempo, em que as reuniões eram feitas na casa da Tia Cota, na rua Itacema, no Itaim-Bibi, restaram apenas Magali, Mirna e eu. Sempre participei das reuniões de desobsessão como esclarecedor.  Em Diadema, fui o engenheiro responsável pela construção do atual prédio da CLA “Marlene Nobre”.  Ocasionalmente, contribuo com artigos para o jornal FE. As lições aprendidas no GECS me têm servido como bússola que orienta minha vida.  Quando viajo, sinto imensa falta das reuniões; parece que me falta alimento espiritual. Tenho certeza de que, participando dos trabalhos do GECS – mesmo com minhas limitações, tenho recebido muito mais do que tenho contribuído. Em seis décadas de existência, o GECS tem trazido imensos benefícios para seus trabalhadores e frequentadores.  Sou testemunha de vários casos em que as pessoas por mim indicadas receberam assistência espiritual decisiva na recuperação da saúde física e mental, e na preparação para a desencarnação.  Muitas delas tinham pavor da morte; acalmaram-se quando tiveram conhecimento da vida do “outro lado”.

Magali Abujade, 82

Conhecemos Marlene Nobre e seus familiares em minha cidade natal, Tabapuã (SP), quando foram lá residir, em meados de 1962. Como éramos espíritas, também frequentávamos o mesmo centro espírita. A família veio enriquecer o centro, pois fazia palestras, intercâmbio espiritual, passes e atividades assistenciais, que participávamos. Quando minha família se mudou para São Paulo, a de Marlene já havia feito o mesmo meses antes. Começamos a frequentar o Grupo Espírita Cairbar Schutel (GECS), que Marlene e sua família haviam fundado, com funcionamento na D. Cotinha, irmã da mãe da Marlene. O GECS funcionava numa sala não muito grande no fundo da residência da D. Cotinha às terças-feiras à noite. Existiam poucos membros, além de alguns familiares da Marlene.

O GECS é um pedaço da minha vida, pois frequentava suas atividades praticamente todos os dias, participando das inúmeras atividades assistenciais e outras desenvolvidas no centro. Minha vida se desenvolveu dentro da Doutrina Espírita, interferindo de forma direta na minha formação física e espiritual. Sempre adorei a Doutrina pelo apoio que ela oferece para termos uma fortaleza em todos os embates e nas dificuldades que naturalmente todo ser humano atravessa.

Os ensinamentos da Doutrina propagados nas reuniões eram convincentes e elucidativos, dando-nos estrutura para os momentos bons e para os penosos que tivemos que enfrentar, principalmente na vida particular. Como religião espírita, o GECS realizou seu papel, procurando no estudo de seus postulados levar a mensagem da importância de seguir os preceitos que o Cristo, com tanto amor, nos deixou: amar o próximo e fazer tudo o que estiver ao seu alcance para tornar esse próximo feliz. Fui secretária da casa durante vários anos, assim como diretora do Departamento de Assistência Social. Também fui coordenadora de algumas salas mediúnicas, nas quais aprendi muito, e presidente do grupo. Atualmente, sou vice-presidente do GECS, exercendo poucas atividades devido à idade avançada.

Próximas Matérias