AMIGO FOLHA ESPÍRITA

Você pode ajudar a divulgação da Doutrina. Colabore com a Folha Espírita e faça a sua parte

Quero Contribuir

ir

ir

ir

ABRIL/2024

ir

MARÇO/2024

ir

FEVEREIRO/2024

ir

JANEIRO/2024

ir

DEZEMBRO/2023

ir

NOVEMBRO/2023

ir

OUTUBRO/2023

ir

SETEMBRO/2023

ir

AGOSTO/2023

ir

JULHO/2023

ir

JUNHO/2023

ir

MAIO/2023

ir

ABRIL/2023

ir

MARÇO/2023

ir

FEVEREIRO/2023

ir

JANEIRO/2023

ir

DEZEMBRO/2022

ir

NOVEMBRO/2022

ir

OUTUBRO/2022

ir

SETEMBRO/2022

ir

AGOSTO/2022

ir

JULHO/2022

ir

JUNHO/2022

ir

MAIO/2022

ir

ABRIL/2022

ir

MARÇO/2022

ir

FEVEREIRO/2022

ir

JANEIRO/2022

ir

DEZEMBRO/2021

ir

NOVEMBRO/2021

ir

OUTUBRO/2021

ir

SETEMBRO/2021

ir

AGOSTO/2021

ir

JULHO/2021

ir

JUNHO/2021

ir

MAIO/2021

ir

ABRIL/2021

ir

MARÇO/2021

ir

FEVEREIRO/2021

ir

JANEIRO/2021

ir

DEZEMBRO/2020

ir

NOVEMBRO/2020

ir

OUTUBRO/2020

ir

Violência, espiritualidade e educação integral

A escola pode e deve ser um lugar de segurança para toda a comunidade, mas é preciso que haja uma intervenção o quanto antes, como aponta a recente pesquisa feita pelo Instituto de Estudos Avançados da Unicamp. Nos últimos 21 anos, pelo menos 23 escolas sofreram ataques de alunos e ex-alunos. Desse total, sete aconteceram no segundo semestre do ano passado. Dois ocorreram neste ano, ou seja, nove dos 23 ataques registrados em duas décadas, 39% do total aconteceram nos últimos nove meses.

O saldo dessa triste realidade é de 36 mortos: 24 são de estudantes, cinco de professoras, dois de funcionários e cinco de autores dos atentados. No último ataque, em 27 de março, a professora Elisabeth Tenreiro foi morta a facadas por um aluno de 13 anos na Escola Thomazia Montoro, na Vila Sônia, Zona Oeste de São Paulo.

Uma das responsáveis pela pesquisa feita na Unicamp, a professora Telma Vinha, que coordena um grupo sobre Ética, Diversidade e Democracia na escola pública, enxerga na proliferação dos ataques a escolas uma “situação de emergência gravíssima, de alta complexidade”. Em entrevista ao jornal Estadão, declarou que os alunos e ex-alunos que atacam escolas exibem perfis machistas e misóginos, restringem seus relacionamentos e encontram acolhida em comunidades mórbidas das redes sociais.

Segundo ela, nem os professores nem as polícias sabem lidar com problemas de violência que combinam conflitos na escola e articulação nas redes sociais. “Se os primeiros conflitos fossem resolvidos do jeito certo e não ignorados ou só punidos pela escola, isso poderia ser diferente”.

Além de uma política nacional de mediação de conflitos, com formação de professores para atuar com conversas, redes de ajuda de colegas da mesma idade e intervenções individuais, é preciso lidar com a “radicalização da juventude”. “A raiva do menino é exacerbada e funciona muito como câmara de eco em plataformas da Internet. Se antes tinha que entrar em deep web para ter acesso, hoje é muito mais fácil, está no Twitter, WhatsApp, Tik Tok, Discord”, diz ela, que explica que os adolescentes são estimulados a cultivar o ódio e ensinados sobre agir para praticar ataques. “Não adianta só dizer que o pai tem de acompanhar a Internet. Imagina que pai de escola pública sabe o que é Discord?”, aponta a pesquisadora. “É até ingenuidade propor esse tipo de coisa diante da complexidade do que está acontecendo.”

“É preciso cultivar a religiosidade e a espiritualidade.”

“Uma das coisas que você vê claramente é o problema de flexibilização das armas, que favorece muito a letalidade do ataque. Em muitos dos casos que ocorreram no Brasil, usaram armas de parentes. Tem de haver mudança no sentido de não só a diminuição das armas, dos calibres, como responsabilizar o dono da arma. Outra coisa são as plataformas da Internet. Você fica chocado se entra em plataformas, como o Twitter. Os meninos colocam claramente o que vão fazer. As pessoas vão sendo cooptadas. Se você denuncia para a plataforma, ela não sabe o que fazer. Elas (as plataformas digitais) têm de ser responsabilizadas.”

Papel dos dirigentes espíritas

O que nós dirigentes e coordenadores de movimentos de infância e juventude temos reparado ao longo dos anos é que a cada ano o número de crianças e jovens tem diminuído sensivelmente nos grupos espíritas. É fundamental que nos conscientizemos do problema, busquemos detectar as causas e iniciemos um movimento coordenado a fim de que a mensagem consoladora possa chegar até eles.

O mundo atual não precisa de rótulos religiosos, ou gestos meramente mecânicos que lançamos mão durante a semana. É preciso cultivar a religiosidade e a espiritualidade.

A formação intelectual ou profissionalizante, a saúde física, a preservação do meio ambiente e outras propostas pedagógicas são de suma importância, mas isso só não basta, é preciso ir além, semear na terra fértil dos recém-reencarnados a bandeira da caridade, da solidariedade, da não violência, para que possam defrontar-se com os problemas básicos da vida em sociedade. Se for preciso, devemos convocar a família como um todo, alertarmos pais e responsáveis para a importância do cultivo dos ideais superiores da vida, da mentalidade cristã. O ódio, a falta de diálogo e a intolerância, frutos da civilização materialista, não oferecem bases para a educação integral.

Vamos em frente, o caminho é longo, mas precisamos dar os primeiros passos.

Referências

INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS (IDEA). Home. Disponível em: http://www.idea.unicamp.br. Acesso em: 31 mar. 2023.

VINHA, Telma. Ataque em escola de SP: ‘Vai acontecer de novo, só não se sabe onde’, diz especialista. [Entrevista cedida a] Renata Cafardo. Estadão, 27 mar. 2023. Disponível em: https://www.estadao.com.br/educacao/vai-acontecer-de-novo-so-nao-se-sabe-onde-diz-especialista-em-violencia-nas-escolas/. Acesso em: 31 mar. 2023.

Próximas Matérias