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O racismo e o nosso compromisso como espíritas

Uma vez mais, a triste realidade do preconceito racial persiste e recebe as luzes do holofote mundial por atingir de forma cruel e repetida o jogador brasileiro Vinícius Júnior. Sem dúvida, temos escancarada, novamente, as chagas do preconceito que, por séculos, corroem quaisquer avanços morais que a humanidade venha realizar em sua lenta caminhada evolutiva.

Nosso espaço aqui não se dedicará a repetir os acontecimentos recentes, ou mesmo quaisquer discussões do ponto de vista dos recentes avanços na esfera criminal e o do desdobramento do caso citado ou de outros, pois nossa ideia é refletir, a partir desse contexto, sobre o que é essencial para cada um nós: reforçarmos ou despertarmos para a necessidade da propagação de uma mensagem de amor, igualdade e fraternidade. Para tanto, vamos tomar como base o que nos ensinou o Mestre Jesus e complementar com as mensagens de Emmanuel, que constantemente nos convida a pensar sobre as raízes do preconceito e como combatê-las.

Reuters/Violeta Santos Moura

“O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII)

Egoísmo e vaidade, a origem do preconceito

A origem do preconceito repousa em nossas próprias características inferiores, como o egoísmo e a vaidade. É o egoísmo que nos cega a visão, ao considerarmos os outros como ameaças, buscando, constantemente, destacar nossa superioridade em relação a eles. Já a vaidade nos leva a criar barreiras e estereótipos que alimentam a ilusão de que somos melhores ou superiores com base em nossa aparência, origem, credo ou cultura.

Para extinguirmos o preconceito racial e outros males, é preciso que façamos diferente. E por onde começar? Jesus nos mostrou um caminho novo e diferente, o qual, mesmo passados mais de 2 mil anos, ainda não compreendemos e muito menos colocamos em prática. O Mestre, em sua época, transcendeu todas as divisões sociais, acolhendo a todos com amor e compaixão. Sim, foi preciso que ele desafiasse todos os padrões estabelecidos. Ele não fez distinção a ninguém e, verdadeiramente, nos ensinou que cada ser humano é filho de Deus e merece ser tratado com dignidade, respeito, tolerância e amor, independentemente de raça, origem ou qualquer outra coisa.

O benfeitor Emmanuel, com sua sabedoria espiritual, nos convida a refletir sobre a necessidade de uma mudança interior. Ele nos lembra que o preconceito tem suas raízes em nosso próprio egoísmo e vaidade, que obscurecem nossa visão para a verdadeira essência divina presente em cada ser humano. O caminho para superar o preconceito está na renovação de nossos corações, na busca pela humildade e na valorização da igualdade e da fraternidade.

São inúmeros os exemplos dolorosos de preconceito e discriminação que a humanidade coleciona ao longo de sua história. A escravidão, a colonização, a segregação racial, as perseguições religiosas e muitos outros eventos nos mostram as consequências devastadoras do preconceito. No entanto, nesta longa jornada, também encontramos indivíduos que se levantaram contra essas injustiças, como Martin Luther King Jr., Nelson Mandela e tantos outros que lutaram pela igualdade e justiça.

Chico Xavier: igualdade, respeito e valorização da diversidade

Quando voltamos nossos olhos em busca de verdadeiros exemplos que demonstraram em sua vida uma luta de combate à discriminação, lutando pela fraternidade e igualdade, jamais podemos nos esquecer de Chico Xavier. Sua vida foi de completa e total dedicação ao próximo. Independentemente de raça, cor ou origem, foi um testemunho vivo da mensagem de amor e compaixão. Tanto é fato que o médium mineiro é respeitado por pessoas de diversos credos, brasileiros e estrangeiros. Chico nos mostrou o quanto é possível reconhecermos a divindade presente em cada ser humano e promoveu a igualdade, o respeito e a valorização da diversidade.

Diante dos acontecimentos recentes e das reflexões tão inspiradoras que não nos faltam, é preciso que reconheçamos que o momento de agora é um convite para agirmos em nossas vidas diárias para combater o preconceito. Não basta não sermos preconceituosos, temos que combater o preconceito. E o combate deve ser em nosso campo íntimo, nossos pensamentos, nossas palavras e atitudes. Devemos nos esforçar para desenvolver empatia, colocando-nos no lugar do outro, ouvindo suas histórias e experiências. É fundamental que nos eduquemos sobre essa triste história, sobre o preconceito racial e suas ramificações, para que possamos desmantelar estereótipos e compreender as consequências do racismo.

Vale dizer também que precisamos nos engajar em ações concretas. Apoiar organizações e projetos que promovam a igualdade racial, participar de eventos e manifestações pacíficas, levantar nossa voz contra o preconceito e influenciar mudanças em nossos círculos de convivência. Temos que buscar o diálogo, o entendimento mútuo e a valorização da diversidade, rompendo as barreiras que nos separam e construindo pontes de amor e respeito.

O combate ao preconceito, portanto, requer uma mudança profunda em nossos corações e em nossa sociedade. Devemos seguir inspirados pelo exemplo de Jesus, que vivenciou o amor universal e a fraternidade em favor daqueles que eram marginalizados em seu tempo. Recordemos também: o conhecimento trazido por Emmanuel e a vida dedicada ao amor de Chico Xavier nos mostram que podemos nos tornar agentes de transformação.

Que cada um de nós se comprometa a agir, a enfrentar seus próprios preconceitos, a educar-se e a promover atitudes de amor, respeito e igualdade em todas as esferas de vida. Somente assim poderemos construir um mundo onde o racismo seja coisa do passado e a fraternidade seja a base de nossas relações humanas.

Os acontecimentos recentes envolvendo o jogador de futebol Vinícius Júnior e a triste realidade do racismo que ainda persiste em nossa sociedade nos chamam a refletir sobre nossa responsabilidade pessoal nessa luta pela igualdade e justiça. Vinícius Júnior, como uma figura pública de destaque, despertou a atenção para uma causa que afeta não apenas ele, mas milhões de pessoas em todo o mundo, que não possuem a mesma visibilidade e voz para combater o racismo.

Mudança começa em cada um de nós

Chegou a hora, mais do que tardia, para reconhecermos que a mudança real começa dentro de cada um de nós. É necessário questionar nossas próprias atitudes e crenças, desafiando nossos preconceitos e estereótipos enraizados.

Como espíritas-cristãos, somos chamados a agir em consonância com os ensinamentos do Cristo e os princípios espíritas. Devemos ser agentes de transformação, disseminando o amor, a compreensão e o respeito entre todas as pessoas, sem distinção de raça ou origem étnica, mas isso de forma ativa.

Cada um de nós possui um papel fundamental nessa luta contra o racismo. É necessário engajar-se em ações concretas, como promover a conscientização, combater estereótipos prejudiciais, apoiar movimentos antirracismo e participar ativamente na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Dessa forma, dia chegará que viveremos em um mundo onde milhões de pessoas que não têm a mesma visibilidade de Vinícius Júnior não sejam mais vítimas do racismo. Um mundo onde cada indivíduo seja valorizado por sua essência, por suas contribuições e por sua humanidade, independentemente de sua cor de pele.

10 certezas de que o Espiritismo combate o racismo

  1. Amor ao próximo: Allan Kardec, em O livro dos Espíritos e em O Evangelho segundo o Espiritismo, destaca a importância do amor ao próximo como sendo um dos princípios fundamentais da Doutrina Espírita.
  2. Lei de Igualdade: A Lei de Igualdade, presente em O livro dos Espíritos, nos ensina que todos os Espíritos são criados simples e ignorantes, tendo as mesmas oportunidades de evolução.
  3. Fraternidade universal: Em O Evangelho segundo o Espiritismo, Kardec nos fala sobre a fraternidade universal como um dos pilares da Doutrina Espírita. Devemos cultivar a fraternidade, acolhendo e respeitando todas as pessoas, independentemente de sua raça.
  4. Justiça e caridade: O livro dos Espíritos e O Evangelho segundo o Espiritismo destacam a importância da justiça e da caridade em nossas relações com o próximo. Devemos buscar a justiça social, combatendo o racismo e promovendo a igualdade de oportunidades para todos.
  5. Lei de Progresso: A Lei de Progresso nos ensina que todos os seres estão em constante evolução espiritual. Devemos, portanto, respeitar e valorizar a jornada evolutiva de cada indivíduo, independentemente de sua raça ou origem étnica.
  6. Amor incondicional: Chico Xavier enfatizou em suas obras e na sua vida a importância do amor incondicional. Devemos amar todas as pessoas, independentemente de suas diferenças raciais, com o mesmo amor que Jesus nos ensinou.
  7. Caridade como prática: A caridade deve ser uma prática constante em nossas vidas. Devemos exercê-la em relação a todas as pessoas, incluindo aquelas que sofrem com o preconceito racial.
  8. Educação espírita: A educação espírita, conforme apresentada em diversas obras da codificação, tem como objetivo desenvolver valores morais, como o respeito, a igualdade e a solidariedade. Devemos promover a educação espírita como forma de combater o racismo e disseminar a cultura de igualdade.
  9. Evolução espiritual: O estudo das obras espíritas nos convida a refletir sobre a evolução espiritual e a compreender que todas as raças têm um papel importante nesse processo. Devemos valorizar a diversidade racial como parte do plano divino de evolução.
  10. Reforma íntima: A reforma íntima, amplamente abordada nas obras da codificação, nos convida a trabalhar em nós mesmos, combatendo nossas imperfeições morais, incluindo preconceitos raciais. Devemos buscar a transformação interior, cultivando o amor, o respeito e a igualdade em nossas atitudes diárias.

Ao basear essas dicas nas obras da codificação da Doutrina Espírita, fortaleceremos os princípios e valores essenciais do Espiritismo, promovendo a igualdade, a fraternidade e a justiça social, combatendo assim o racismo em todas as suas formas.

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