AMIGO FOLHA ESPÍRITA

Você pode ajudar a divulgação da Doutrina. Colabore com a Folha Espírita e faça a sua parte

Quero Contribuir

ir

ir

ir

ABRIL/2024

ir

MARÇO/2024

ir

FEVEREIRO/2024

ir

JANEIRO/2024

ir

DEZEMBRO/2023

ir

NOVEMBRO/2023

ir

OUTUBRO/2023

ir

SETEMBRO/2023

ir

AGOSTO/2023

ir

JULHO/2023

ir

JUNHO/2023

ir

MAIO/2023

ir

ABRIL/2023

ir

MARÇO/2023

ir

FEVEREIRO/2023

ir

JANEIRO/2023

ir

DEZEMBRO/2022

ir

NOVEMBRO/2022

ir

OUTUBRO/2022

ir

SETEMBRO/2022

ir

AGOSTO/2022

ir

JULHO/2022

ir

JUNHO/2022

ir

MAIO/2022

ir

ABRIL/2022

ir

MARÇO/2022

ir

FEVEREIRO/2022

ir

JANEIRO/2022

ir

DEZEMBRO/2021

ir

NOVEMBRO/2021

ir

OUTUBRO/2021

ir

SETEMBRO/2021

ir

AGOSTO/2021

ir

JULHO/2021

ir

JUNHO/2021

ir

MAIO/2021

ir

ABRIL/2021

ir

MARÇO/2021

ir

FEVEREIRO/2021

ir

JANEIRO/2021

ir

DEZEMBRO/2020

ir

NOVEMBRO/2020

ir

OUTUBRO/2020

ir

Setembro Amarelo: falar é a melhor solução

“Uma campanha na escola pode revisitar a importância da prevenção ao suicídio e o apoio à saúde mental de estudantes, professores e funcionários.”

Origem

A origem do Setembro Amarelo e as ações de conscientização contra suicídio surgiram com a história de Mike Emme, um jovem de apenas 17 anos que morava nos Estados Unidos. O adolescente era conhecido por ser carinhoso e ter habilidade com a mecânica, tendo como marca um Mustang 1968 amarelo, restaurado e pintado por ele mesmo. Em 1994, Mike cometeu suicídio. Na época, familiares e amigos não conseguiram identificar os sinais de que ele pensava tirar a própria vida.

No funeral, as pessoas mais próximas de Mike decidiram montar uma cesta de cartões e fitas amarelas com a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”. A atitude deu tão certo que, a partir disso, vários jovens com pensamentos suicidas passaram a utilizar cartões amarelos como forma de pedir ajuda às pessoas próximas.

A ação ganhou grandes proporções e se estendeu por todo o país. Em 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu a data de 10 de setembro como o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. A cor amarela (do Mustang de Mike) foi escolhida para representar essa campanha, juntamente com o laço que remete à ação dos amigos e familiares de Mike no funeral.

Campanha no Brasil

A campanha Setembro Amarelo foi criada no Brasil em 2015: um projeto desenvolvido em conjunto com o Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Os órgãos responsáveis aproveitaram a data mundial e a cor associada ao tema para marcar o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro) no Brasil também.

A finalidade dessa campanha aqui é conscientizar sobre a prevenção do suicídio e trazer à tona informações importantes sobre a segunda maior causa de morte de jovens no mundo. Para isso, desde a criação da data, instituições de ensino tanto do setor público quanto privado e a população em geral se envolvem nesse movimento, que busca alertar sobre possíveis sinais de atenção.

Importância da campanha

De acordo com o CVV, aproximadamente 96,8% dos casos têm ligação com algum transtorno mental. Entre as doenças que mais se destacam está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias químicas. Quando acompanhado por médicos especialistas, os sintomas, agravantes e as consequências dessas doenças podem ser minimizados, diminuindo as chances de chegar a acontecimentos como esses.

Apesar de ser um problema de saúde pública, ainda existe um estigma sobre o assunto. Por isso, a campanha de Setembro Amarelo é de fundamental importância. Ela ajuda a criar canais de comunicação para que pessoas tenham suporte e acesso ao tratamento de que precisam.

A campanha Setembro Amarelo ainda serve para conscientizar as famílias, para que saibam identificar possíveis sinais e buscar ajuda antes que seja tarde.

Canal de apoio

A OMS ressalta que 90% dos casos de suicídios podem ser prevenidos com ajuda correta. O CVV é uma associação sem fins lucrativos que disponibiliza apoio emocional para prevenir casos de suicídio. O atendimento é feito por meio do telefone 188 ou no site do CVV. É de graça e está disponível 24 horas por dia em todos os dias da semana.

Como trabalhar o Setembro Amarelo na escola?

Há várias formas de falar do Setembro Amarelo nas escolas. As abordagens podem envolver desde pequenas rodas de conversa sobre o tema até eventos mais abrangentes, que mudem a rotina dos estudantes em todo o mês de setembro. Confira, a seguir, algumas dicas!

· Palestras com especialistas

Profissionais de saúde mental ou organizações locais estarão dispostos a fornecer palestras sobre saúde mental em setembro. É possível aproveitar essa oportunidade para criar um ciclo de palestras na sua instituição de ensino com psicólogos, psiquiatras e outros especialistas. Uma programação variada de palestras, abordando diferentes aspectos da saúde mental, permitirá que estudantes, professores e demais membros da comunidade escolar tenham uma compreensão abrangente do assunto.

· Grupos de apoio e discussão

A escola pode tomar a iniciativa de criar grupos de discussão ou fóruns nos quais os estudantes possam compartilhar suas experiências, preocupações e estratégias para lidar com o estresse e a pressão emocional. Esses grupos oferecem um espaço seguro para conversas abertas e podem promover a sensação de pertencimento.

· Participação de estudantes e professores

É importante incentivar estudantes e professores a usarem roupas ou acessórios amarelos durante o mês para demonstrar apoio à causa. Isso cria um senso de união e mostra que a comunidade escolar está comprometida em promover a conscientização sobre a prevenção ao suicídio.

· Divulgar e explicar o Centro de Valorização da Vida

O CVV oferece apoio emocional e prevenção ao suicídio de forma voluntária, por meio de canais como telefone (ligando para 188), e-mail, chat e VoIP (chamada de voz por aplicativos do celular, como WhatsApp).

Avalie a possibilidade de organizar uma palestra ou apresentação sobre o trabalho do CVV, destacando como o auxílio oferecido pela entidade pode ser acessado e como pode ser útil para quem está passando por momentos difíceis.

· Campanhas de redes sociais

Utilize as redes sociais da instituição de ensino para compartilhar informações, estatísticas, histórias inspiradoras e recursos relacionados ao Setembro Amarelo. Essa campanha pode atingir não apenas os estudantes, mas também os pais e a comunidade em geral que acompanha a escola nas redes.

· Apoio contínuo

Lembre-se de que o apoio à saúde mental não deve se limitar apenas ao mês de setembro. A escola pode continuar promovendo a conscientização e oferecendo recursos ao longo do ano letivo, reforçando a importância de cuidar da saúde emocional regularmente. Com todas essas medidas de prevenção ao suicídio, a escola criará uma cultura de cuidado mútuo e apoio que permanecerá entre os estudantes para além do Setembro Amarelo. Portanto, investir nessas ações é um passo vital na construção de um futuro mais saudável e resiliente para as gerações vindouras.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA (ABP); CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM). A campanha Setembro Amarelo® salva vidas! [2023?]. Disponível em: https://www.setembroamarelo.com/. Acesso em: 31 ago. 2023.

CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA (CVV). Home. Disponível em: https://www.cvv.org.br/. Acesso em: 31 ago. 2023.

FTD EDUCAÇÃO. Saiba como trabalhar o Setembro Amarelo na sua escola. [2023?]. Disponível em: https://conteudoaberto.ftd.com.br/professor/saiba-como-trabalhar-o-setembro-amarelo-na-sua-escola/. Acesso em: 31 ago. 2023.

Próximas Matérias