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Tenho fé, mas com qual objetivo?

Acredito que todos concordamos que a prece nos conecta ao Criador e ao Mestre Jesus. O Espírito Humberto de Campos, no livro Contos e apólogos, psicografado por Chico Xavier, no capítulo “Louvores recusados”, nos conta um episódio vivenciado por Vicente de Paulo, que nos remete a pensar na responsabilidade dos nossos pedidos e graças alcançadas que costumamos atribuir a Deus, a Jesus, ao santo ou a outra personalidade santa que seja.

Conta-se que Vicente de Paulo oficiava num templo aristocrático da França, em cerimônia de grande gala, à frente de ricos senhores coloniais, capitães do mar, guerreiros vitoriosos, políticos ociosos e avarentos sórdidos, quando, a certa altura da solenidade, se fez diante do altar um inesperado louvor público. Um a um dos presentes se pôs diante do altar, dirigindo-se à imagem de Jesus e manifestando seu louvor em voz alta.

Um velho corsário bradou, contrito: “Senhor! Agradeço-te os navios que colocaste no meu roteiro. Meus negócios estão prósperos, graças a ti, que me designastes boa presa. Não permitas que seu servo fiel caia em miséria. Dar-te-ei valiosos dízimos!”

Outro devoto falou: “Senhor, minha alma freme de júbilo pela herança que enviou à minha casa pela morte do meu avô. Agora, sim, podemos descansar, esquecendo o trabalho e a fadiga! Seja louvado seu nome para sempre”.

Um cavalheiro maduro agradeceu: “Mestre divino, trago minha enorme gratidão pela vitória, eu sabia que a sua bondade não me desprezaria; graças a teu poder, minhas terras foram ampliadas. Por isto, construiremos um santuário em tua memória!”

Uma senhora tomou posição e exclamou: “Meus campos em colônia distante agora estão produzindo em abundância. Agradeço-Te os negros sadios e submissos que me mandaste e, em sinal da minha sincera contrição, cederei à tua igreja boa parte dos meus rendimentos!”

Um homem de uniforme de gala exclamava: “A ti, Mestre de Infinita bondade! Regozijo-me imensamente pelas gratificações com que fui aquinhoado e pelos latifúndios conseguidos na minha glória! É verdade que para preservá-los sustentei a luta e alguns miseráveis foram mortos, mas quem, senão Tu mesmo, colocaria a força em minhas mãos para a defesa indispensável? Daqui em diante, não precisarei mais me preocupar com o futuro. E da minha poltrona calma farei orações fervorosas fugindo ao imundo contato com os pecadores. E para retribuir-lhe a grande graça recebida, farei edificar em uma das minhas propriedades um templo digno de tua invocação, recordando-te os sacrifícios na cruz”.

E assim os agradecimentos continuavam, quando Vicente de Paulo, estático, viu-se à frente do próprio Senhor e percebeu que a imagem do nazareno havia adquirido vida e movimento. O abnegado sacerdote observou que Jesus se afastava a passos rápidos e, tomado de coragem, perguntou-lhe banhado em lágrimas: “Senhor, por que te afastas de nós?

E o mestre, levantando a cabeça com o olhar melancólico, explicou: “Vicente, sinto-me envergonhado de receber o louvor dos poderosos que desprezam os fracos, dos homens válidos que não trabalham, dos felizes que abandonam os infortunados”.

 O sensível sacerdote, não suportando a emoção, com o cérebro em turbilhão, desmaiou ali mesmo diante da assembleia, sendo imediatamente substituído. Por dias, ficou febril, delirando, e quando se recuperou da estranha doença, vestiu-se com a túnica da pobreza, trabalhando incessantemente na caridade, até o final de seus dias.

Os adoradores do templo, por sua vez, continuaram fazendo seus agradecimentos diante do mesmo altar e afirmaram que Vicente de Paulo havia enlouquecido. Certamente, não somos equiparados aos fiéis que se dirigiram em louvor a Jesus na narrativa, levados pelas mais torpes e disparatadas conquistas obtidas, atribuídas justo ao Grande Mestre, de puro amor, justiça e caridade. No entanto, guardadas as devidas proporções, a lição nos traz importante oportunidade para refletirmos sobre os nossos pedidos e louvores que expressamos nas nossas preces.

Além disso, nos faz lembrar também de uma personagem de novela completamente má e vilã, inconsequente nas suas atitudes que a levaram a cometer assassinatos e outros males contra outros diversos personagens da trama, e que era extremamente devota; não raro se dirigia à sua santa predileta ou a Deus, pedindo para que tivesse êxito nos seus planos de maldade ou para agradecer quando se safava de ser descoberta.

Certamente, não somos criminosos como a personagem novelesca nem ricos e poderosos à custa dos sacrifícios alheios, mas fica aqui a reflexão: temos fé, mas com qual objetivo?

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