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Não nos deixe cair em tentação

Mulher com uma maça e uma bomba de chocolate nas mãos
Banco de Imagem

Como Espíritos em evolução que somos, temos de vencer muitos desafios no enfrentamento do nosso próprio íntimo e assim fazer com que a nossa trajetória seja de escalada em direção à perfeição – destino de todos nós, filhos de Deus. E nessa caminhada aqui na Terra, creio que vocês vão concordar comigo, a gente sobe um tiquinho e cai outro tanto, às vezes até maior.

Ah! Como seria mais fácil educar a nossa alma se não fossem as tentações…

Sim, as tentações, já pensaram nisso? Afinal, as tentações são situações com as quais nos deparamos e que favorecem justamente os comportamentos e as atitudes que deveríamos lutar para banir de nós. Por exemplo, quem está de dieta e precisa cortar o açúcar de sua alimentação procura não entrar numa confeitaria como forma de fugir à tentação. Entretanto, nem sempre é tão simples identificar quando estamos expostos à tentação, pois nem sempre está relacionada aos nossos maus hábitos. Assim, devemos estar atentos a todas as situações que podem nos levar a uma decisão ou atitude da qual podemos nos arrepender mais tarde.

No livro Almas em desfile, psicografado por Chico Xavier, Hilário Silva nos conta que um distinto corretor de imóveis, de nome Antônio Gama, e sua esposa, Dona Cornélia, junto com o amigo Artur Ramos voltavam de um Centro Espírita após ouvirem a uma palestra sobre tentações, faltas, compromissos etc. No caminho, o corretor comentava com sua mulher:

– O orador não precisava ser tão exigente! Ficou falando por mais de uma hora como se todos da assembleia fôssemos malfeitores!

Ramos ponderou:

– Cautela nunca é demais, todos somos capazes de cair em tentação…

Dona Cornélia argumentou:

– Não temos a prece e o conhecimento? Não é possível que estejamos tão atrasados assim!

E o corretor arrematava:

– Não… Não somos tão ruins assim! Já subimos um degrauzinho!

Na chegada em casa, interrompeu-se a conversação. Foi quando tocou o telefone e do outro lado da linha uma voz familiar dizia:

– Antônio, somos nós…

E ouvindo a referência de uma firma conhecida por grandes negócios e com a qual já operara algumas vezes, respondeu:

– Dê as ordens.

A voz do outro lado dizia:

– É um “negocião”! Basta apenas um recibo assinado por você e receberá oitocentos mil cruzeiros…

Antônio percebeu que se tratava de uma transação inconfessável! Emocionado explicou à esposa.

– Oitocentos mil cruzeiros! Com esse dinheiro, podemos comprar nosso sonhado apartamento! Afinal, é um negócio como outro qualquer – disse a mulher.

Gama então respondeu ao telefone:

– Muito bem, onde nos encontraremos amanhã?

Nessa altura da conversa, o interlocutor do outro lado da linha mudou o tom de voz e falou preocupado.

– Mas quem está falando?

– Sou eu, Antônio Gama.

Nisso o ouvinte na linha disse desapontado:

– Desculpe-me, foi um engano e interrompeu a ligação.

Só então o casal reconheceu que haviam caído em perigosa tentação…

Na prece “Pai-Nosso”, raros são os que prestam atenção à parte que diz “Não nos deixe cair em tentação”. Faz-me lembrar de quando era criança e aprendi a fazer essa oração. Quando chegava nessa parte, eu imaginava sempre as tentações vindas de fora, com a única intenção de me tentar e me prejudicar, se caísse na sua lábia. No entanto, com o estudo e a reflexão proporcionados pelo Espiritismo, sabemos que tentação não é um fenômeno externo, ao contrário, se trata de uma criação individual.

Os fatos e as situações são os mesmos e se projetam igualmente para todos. Entretanto, a forma como cada um de nós percebe e responde varia. O que pode ser objeto de tentação para uns, para outros nada significa.

Na nossa narrativa, o casal que se sentiu ofendido com a palestra que ouviu no Centro Espírita sobre a necessidade de vencer as tentações e logo após se deixou levar pela cupidez, sem maiores brios, já trazia dentro de si a ambição desenfreada e a ganância, por isso na primeira oportunidade se rendeu à tentação do ganho fácil.

Certamente, se estivesse atento, buscando dominar as más tendências de caráter, resistiria à oferta escusa que nem era para o corretor. Concluindo, ao pedirmos a Deus que nos livre das tentações, pensemos em pedir discernimento e força para vencermos as nossas fraquezas e nos fortalecer o caráter e a responsabilidade das nossas ações em relação ao próximo.

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