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A revolução evangélica necessária

“À medida que penetramos os segredos do amor puro, vamos reconhecendo que ninguém pode ser realmente feliz sem fazer a felicidade alheia no caminho em que avança”

(Emmanuel, Justiça divina).

Não desconhecemos que, no momento, vivemos num mundo de expiações e provas, onde o mal ainda sobrepuja o bem e as dores e sofrimentos decorrentes dessa posição social têm nos causado imensas ondas de desconforto e mal-estar. Todos nós almejamos mudanças. Queremos usufruir de melhores condições de vida, em todos os aspectos, mas pouco estamos fazendo para que tal transformação efetivamente se instale em nosso meio. É urgente que façamos uma revolução no contexto em que vivemos. A revolução evangélica do bem contra o mal, do trabalho contra a preguiça. Sem esquecer da solidariedade contra o egoísmo, da humildade contra o orgulho, da compreensão contra a intolerância e do amor contra o ódio.

Comecemos essa necessária batalha por nós mesmos. Ao nos deparar com um irmão caído no vício, ao invés de julgamentos e opiniões, tenhamos a coragem de começar a socorrê-lo. Isso porque não temos a menor ideia do porquê aquela criatura se encontra nessa condição.

Diante da mulher que campeia pela vida, surfando nas ondas das ilusões e fantasias, preferindo comercializar o seu próprio corpo. Precisamos sair em defesa dela, sem questionamentos, fazendo a nossa parte na tentativa de elevar sua moral e devolver-lhe a dignidade.

Gestos de solidariedade

Encontrando o pedinte na rua, quase sempre em farrapos, por não saber os motivos que o levaram a tão degradante situação. É importante que façamos algo por ele, pois gestos de solidariedade, carinho e atenção podem, no tempo, servir de base para a sua verdadeira revolução.

Tendo em frente um jovem desorientado, com péssimo comportamento, sem conhecer os dramas que já viveu ou os traumas que carrega, nos aproximemos dele, e, dentro do possível, pensemos que poderia ser o nosso filho, então estendamos a nossa mão na sua direção.

Cruzando com um idoso carente, sem as mínimas condições de sobrevivência, evitemos saber por que está nessa situação e, lançando mão de nossas possibilidades, procuremos minorar seu sofrimento, mesmo que seja só um pouco.

Sabendo que uma família passa por privações, em decorrência do desemprego dos pais, será de bom alvitre que procuremos ajudá-la, colocando à frente o firme desejo de movimentar recursos e amizades na tentativa de encontrar colocações de trabalho.

Visualizando uma criança perambulando pela rua em busca de alimento, não façamos indagações sobre a sua realidade, a não ser que seja para socorrê-la, e nesse momento contribuamos para lenir a sua fome.

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Agindo dessa forma, fazendo uma verdadeira revolução evangélica em nossa maneira de pensar e proceder, não será difícil modificar a sociedade em que vivemos. Será, então, uma revolução cristã, bem diferente das tradicionais revoluções que o mundo já conheceu, onde, via de regra, reina a violência e a animosidade.

Na atual conjuntura da nossa, ainda, desequilibrada sociedade, precisamos muito mais de sentimento do que de conhecimento.

Sejamos, então, revolucionários da paz, fraternidade e do amor ao próximo.

Reflitamos…

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