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Pena de morte para inocentes

“O aborto é pena de morte para inocente porque o ser em formação não tem como se defender.”

(Dra. Marlene Nobre)

“Um país que aceita o aborto não está a ensinar os seus cidadãos a amar, mas a usar a violência para obterem o que querem. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto.”

(Madre Teresa de Calcutá)

Na edição deste mês, uma vez mais, a Folha Espírita cerra fileiras junto a tantas outras entidades para firmar posição na luta em favor da vida. O compromisso com a sua defesa deve ser permanente, por isso compartilhamos a entrevista do dr. Gilson Luís Roberto, presidente da AME-Brasil, para que possamos fazer ecoar todos os argumentos em favor da vida, assim, recomendamos atentamente a leitura de sua entrevista, bem como ouvir o podcast especial gravado com ele e já disponível nas plataformas de áudio.

As duas frases escolhidas para a abertura nos convidam a reflexões muito importantes, pois reforçam conceitos que devem estar destacados em todas as discussões que se façam necessárias para que a defesa da vida prevaleça. Entretanto, é interessante observarmos na frase de Madre Teresa de Calcutá a relação direta do aborto com a violência. Ela reforça que se está ensinando os cidadãos a usarem a violência para conseguirem o que desejam. A construção do pensamento é perfeita, porque também podemos enxergar claramente que o inverso também pode ser aplicado, ou seja, a sustentação da violência de forma alastrada e permanente em nossa sociedade é também a razão pela qual o aborto existe.

Toleramos, convivemos, alimentamos e relativamos a violência. Naturalmente, estamos falando aqui de toda e qualquer violência, aliás, esse é o ponto. Não podemos continuar enxergando que existe algo mais ou menos violento, é preciso que a identificação das raízes da violência possa ser bem profunda. Quando cada um de nós, um dia, conseguirmos domar a animosidade que ainda existe em nós, e se expressa de inúmeras formas, estaremos desconstruindo a cultura da violência em nosso mundo.

Esse exemplo da Madre Teresa é tão importante porque nos revela que, muitas vezes, ainda elegemos a violência como caminho para conquistarmos algo, para fazermos valer nossas opiniões, para convencermos os outros acerca de nossas ideias e valores. Ou seja, é uma via de mão dupla, pois por mais que lutemos por valores nobres, se essa luta for encampada com a violência, seja ela qual for, retroalimentaremos a psicosfera da violência.

Os exemplos que temos acima nos convidam, sobretudo, à empatia e ao amor como formas genuínas de avançarmos com valores mais éticos em nossa sociedade. E se a finalidade é voltada para essas conquistas, os meios não podem se justificar distante deles.

A implantação da Boa Nova em nosso planeta, onde o amor, o perdão a compaixão e a fraternidade serão realidades, nasce primeiramente dentro de nós mesmos. Em tempos em que o aborto, infelizmente, volta à baila, temos que levar adiante a luta em defesa da vida onde estivermos. Os argumentos são inúmeros para que sejam respeitados os direitos do embrião, inclusive na ciência.

O caminho para a realidade de um mundo sem aborto e sem violência é a semeadura constante do amor em nossas atitudes. A comunicação não violenta é a forma de organizar nossos discursos, pautando-os em exemplos que convencem muito mais do que as palavras. Façamos a nossa parte, vencendo a violência que está dentro de nós e exteriorizando o que temos de melhor na defesa dos valores morais que nos foram ensinados por Jesus.

O benfeitor Emmanuel, em uma brilhante página no livro Fonte viva, nos convida a pensarmos sobre nossa linguagem, nossa forma de nos comunicarmos, esclarecendo: “Linguagem, a nosso entender, se constitui de três elementos essenciais: expressão, maneira e voz. Se não aclaramos a frase, se não apuramos o modo e se não educamos a voz, de acordo com as situações, somos suscetíveis de perder as nossas melhores oportunidades de melhoria, entendimento e elevação. Paulo de Tarso fornece a receita adequada aos aprendizes do Evangelho. Nem linguagem doce demais, nem amarga em excesso. Nem branda em demasia, afugentando a confiança, nem áspera ou contundente, quebrando a simpatia, mas, sim, ‘linguagem sã e irrepreensível para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós’”. Cerremos fileiras em defesa da vida, dando voz aos seres inocentes que não podem se defender. Falemos em alto e bom tom: “SIM, SOMOS A FAVOR DA VIDA!” E aproveitamos para levar nossa mensagem carreada de amor, respeito e compreensão. Dessa forma, dia chegará que a violência não terá mais guarida em nossas vidas.

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