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Passado, presente e futuro na visão da liderança

Nosso entrevistado especial desta edição é Walther Graciano Jr., 62 anos, presidente do Grupo Espírita Cairbar Schutel (GECS).

Walther Graciano Jr. ao lado da fundadora Marlene Nobre

FE – Como começou a sua história com o Grupo Espírita Cairbar Schutel?

Walther Graciano Jr. – Até 1978, frequentava um grupo espírita de Campinas (SP), onde tinha passado parte da minha infância e juventude com os meus primos. Com o tempo, passei a procurar uma casa espírita. Conheci várias delas, mas foi minha mãe que descobriu o GECS e a doutora Marlene Nobre, presidente do Grupo, e passei a frequentá-lo. Na ocasião, com 17 anos de idade, eu tinha a mediunidade um pouco conturbada. Em um atendimento realizado pela dra. Marlene e sua mãe, Ida, recebi a seguinte orientação: “Vá para sua casa, pense e tome a decisão se vai frequentar o Grupo, com a decisão tomada não olhe para trás”. Decisão pelo sim tomada, me senti mais do que acolhido, e minhas dúvidas e dificuldades mediúnicas foram sendo sanadas. Comecei trabalhando na sala de desenvolvimento mediúnico, no passe e, paralelamente, na Creche Lar do Alvorecer. Em nenhum momento da minha vida questionei qualquer resolução tomada pela Diretoria, porque sentia segurança em todo o direcionamento que me foi dado.

Como foi o desenvolvimento do seu trabalho em todos esses anos?

Graciano Jr. – Trabalhei em três frentes durante todos esses anos: Lar do Alvorecer, em Diadema (SP), mediunidade e estudos no Centro Espírita Cairbar Schutel, no Jabaquara, em São Paulo (SP). Em Diadema, atuei em todos os departamentos, em trabalhos aos sábados, já que na época me encontrava cursando a faculdade de Economia. De 1978 para cá, muita coisa mudou. No passado, o atendimento para entrega de alimentos e atendimento médico era feito por uma pequena equipe, que incluía a própria doutora Marlene Nobre. Depois criou-se o Departamento de Assistência Social. Até 1984, trabalhei na distribuição de alimentos, tendo contato com diversas famílias e suas dificuldades, posteriormente, na distribuição de roupas, com os dentistas, limpando, higienizando e esterilizando instrumentos, no dispensário de remédios, com os médicos auxiliando no direcionamento das consultas, enfim, foi uma fase de muito aprendizado na assistência social. Por volta de 1986, já com um prédio novo construído e Marlene diretora do Lar do Alvorecer, que atuava no atendimento de crianças e pré-adolescentes, ela recomendou que eu assumisse o Departamento Educacional do grupo, cuidando da Evangelização infantil. Ali nasceu um novo trabalho.

FE – Como foi esse trabalho?

Graciano Jr. – Tínhamos a Evangelização infantil aos sábados e o trabalho da creche durante a semana. Também seguíamos com a Evangelização no próprio Centro Espírita Cairbar Schutel, às segundas-feiras, 20h, no Jabaquara. Um pouco adiante, ela começou a acontecer aos domingos também, com a liderança da Sandra Marinho, colunista da Folha Espírita e do Portal de Luz. Unimos assistência social à família com Evangelização, atendendo todas as necessidades das famílias, uma vivência de cidadania. Acompanhamos o crescimento de muitas crianças e seu desenvolvimento moral e educacional. Anos depois, com nova orientação de Marlene, assumi a coordenação do Departamento de Infância e Juventude. Trabalhei bastante, estudei bastante e me envolvi com muitos projetos. Minha mãe, Anna Giorgetti Graciano, sempre esteve ao meu lado. Professora de música, dava aulas para as crianças às quintas-feiras. Em um determinado momento, senti que precisava mudar alguma coisa na minha vida: voltar a minha parte profissional para educação. Pedi demissão do meu emprego como economista, em 1990, comprei uma escola de educação infantil com um amigo e acabei indo estudar Pedagogia, o que me trouxe ainda mais respaldo para o trabalho em Diadema, no Lar do Alvorecer. Acabei vendendo minha parte da escola e fui atuar como professor em uma grande escola da capital e fiquei por lá 26 anos, até 2018, quando me aposentei. Comecei a escrever na Folha Espírita em agosto de 1996, quando foi retomada a “Folhinha Espírita”. Eu escrevia, e minha mãe publicava suas músicas. Cheguei a fazer uma reportagem no Departamento de Infância e Juventude da FEB, que criou o currículo para as escolas de Evangelização infantil em todo o país. Isso em 2006, quando tive a oportunidade de observar a criação das escolas de Evangelização infantil e passei a trabalhar com esse currículo no Grupo, ofertando também meu trabalho como pedagogo na creche. Durante alguns anos, fiz o planejamento de trabalho com as crianças e os professores, inclusive durante a pandemia. Em 2015, com o desencarne da doutora Marlene Nobre, passei a ser secretário do Grupo. Dois anos depois, o irmão da doutora Marlene, Paulo Rossi Severino, outro membro da Diretoria, cujos pais fundaram o Grupo, também desencarnou. Foi em outubro de 2020 que assumi a Presidência do Grupo.

FE – Por que Evangelização e educação são importantes?

Graciano Jr. – As crianças precisam de educação, atendimento socioemocional e espiritual. Elas precisam de um norte em suas vidas. Em todos esses anos, sempre trabalhamos assim e com a cidadania, colocando essas crianças no seio da sociedade. Esse sempre foi o meu pensamento no Departamento de Infância e Juventude. Tudo deve ser trabalhado em conjunto. Não existe uma divisão na educação: “agora eu vou ser educado religiosamente falando, agora eu vou ser educado para a sociedade”. Isso tudo faz parte da formação do ser humano, que vai construindo o seu conhecimento. A educação formal está, sim, agregada à educação religiosa. Já estou na quarta geração de crianças que frequentam o Lar do Alvorecer e atuando dessa forma.

FE – E agora falando de futuro, o que podemos esperar dos trabalhos do Grupo?

Graciano Jr. – Temos um grande projeto educacional que vem sendo desenvolvido desde o início da pandemia, quando precisamos parar com todas as nossas atividades com as crianças. O trabalho da Assistência Social nunca parou. Esse período nos trouxe a oportunidade de repensarmos a educação dentro do Grupo Espírita Cairbar Schutel. Na pandemia, as crianças passaram a vivenciar a educação dentro das suas casas, tiveram muitas dificuldades, principalmente pelo pouco uso da tecnologia e as dificuldades dos pais em lidar com isso. Em 2022, voltamos a atuar em três frentes muito importantes: saúde, assistência social e educação, que são o nosso pilar. Voltamos a operar a creche, com convênio com a Prefeitura de Diadema, atendendo crianças de 1 a 4 anos. Paralelamente, começamos a idealizar como seria a educação dali para frente, considerando que já temos a educação sólida atendida pelo município. O que nós poderíamos fazer pelas crianças que estavam no Ensino Fundamental? O que poderíamos fazer pelos jovens? Nós sempre tivemos um departamento, que é o SECOR, Centro de Convivência Renovação, que atendia esse público por meio de oficinas, mas agora vivemos um novo momento educacional no Brasil, e eles todos precisam ser bem atendidos. Fizemos algumas adaptações em nosso currículo para atender essa questão da cidadania também e passamos a olhar para a educação do futuro. A pandemia trouxe uma defasagem de aprendizagem. Decidimos, então, atuar no contraturno, a partir deste mês. Inicialmente, vamos atender crianças de 7 a 10 anos. Para isso, estamos realizando reformas no nosso prédio. Vamos atuar no atendimento psicológico e saúde delas e de suas famílias. E com artes, música, teatro, reforço escolar. A partir do segundo semestre, avançaremos para o Fundamental II, com cursos profissionalizantes, e atuaremos em parceria com o Instituto Reciclar, atendendo aos jovens na educação socioemocional, inserindo-os na sociedade e no mercado de trabalho. Estamos abertos a parcerias para que possamos desenvolver um grande trabalho naquele que já denominamos Centro Educacional Professor Paulo Rossi Severino, em homenagem ao professor que se dedicou por tantos anos ao Grupo.

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