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Plenitude, projeto de longo prazo que requer várias experiências

O psicólogo, palestrante e escritor Rossandro Klinjey (foto), que esteve na última edição do Mednesp, o congresso de Medicina e Espiritualidade que aconteceu em junho, em Vitória/ES, é um profundo conhecedor do Evangelho, especialista em educação e desenvolvimento humano e tem se notabilizado cada vez mais por meio de suas apresentações, vídeos e podcasts sobre temas como Espiritismo, saúde mental e autoconhecimento, que já alcançaram a marca de mais de 150 milhões de visualizações nas redes sociais e desbravaram as fronteiras da Doutrina, atingindo públicos de diversas religiões. É autor de vários de livros, sendo os mais recentes: O tempo do autoencontro e As cinco faces do perdão. No Mednesp, falou sobre os caminhos para uma vida em plenitude.

Em entrevista à Folha Espírita, Rossandro tentou definir o que viria a ser uma vida em plenitude verdadeira, trazendo um significado mais profundo para algo tão intangível. “Primeiramente, devemos entender que a plenitude é algo a ser alcançado no longo prazo, portanto, uma única vida não seria suficiente para atingi-la”, definiu. Ainda que tenhamos compromissos e metas a serem realizados a cada encarnação, a plenitude verdadeira pode ser entendida como um projeto de longo prazo que requer várias experiências. Ou seja, mesmo que tenhamos como objetivo, a cada nova reencarnação, nos aproximarmos da plenitude e da paz interior, será somente pela jornada infinita do ser, em suas sucessivas vivências, que poderemos considerar possível atingir a verdadeira plenitude.

Plenitude

Segundo o dicionário, plenitude é o estado do que é inteiro, completo; totalidade, integridade. A cada nova existência, a fim de direcionarmos nossos esforços na direção correta rumo a essa plenitude, o psicólogo sugeriu como fonte de inspiração a conhecida recomendação que nos foi dada pelo médium Chico Xavier, de que deveríamos “chegar no túmulo um pouquinho melhores do que quando chegamos no berço”.

Tornar a vida do outro melhor

Como sabemos que estamos conseguindo nos tornar melhores a cada nova etapa? Rossandro ressaltou que essa melhoria íntima tem um requisito essencial para que se concretize: devemos aprender a amar e servir nosso semelhante. Nessa busca incessante pela plenitude, precisamos traçar um percurso que tenha como objetivo tornar a vida do outro melhor. O próprio Mestre Jesus dizia que não havia vindo para ser servido, mas, sim, para servir. O psicólogo explicou que, se queremos realmente a verdadeira plenitude, amar e perdoar o próximo torna-se imprescindível: “Se eu permitir que a mágoa vá tomando conta do meu coração, eu terei dificuldade de estabelecer passos mais largos nesse caminhar, porque eu vou permanecer preso em pontos do passado, nas relações com pessoas que eu idealizei como elas deveriam agir, sem perceber que deveria amá-las como elas são. Então, passamos a compreender que a percepção de plenitude se torna mais possível caso eu desenvolva em mim a capacidade de aceitar as pessoas e a própria vida como elas são. Caso eu me revolte com a vida, jamais conseguirei a paz interior e a serenidade, características inerentes da plenitude”.

Rossandro também falou para a Folha Espírita sobre o quão atuais são as palavras do apóstolo Paulo de Tarso: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”. Segundo o psicólogo, essa recomendação se torna cada vez mais necessária hoje em dia, em tempos de tantas possibilidades que nos são oferecidas ininterruptamente, com tantos caminhos à nossa disposição. Torna-se fundamental aprendermos a discernir aquilo que nos é conveniente daquilo que será apenas mais uma “distração” que irá nos afastar da jornada rumo à plenitude. O aprendizado sobre compreender e buscar aquilo que é essencial, em termos de valores eternos, nos possibilita enxergar com maior clareza o que são as coisas passageiras e transitórias, que não nos devem prender. Ele lembrou que mesmo dentro dos ambientes religiosos, onde deveria haver respeito e fraternidade, onde a única bandeira a ser levantada por todos deveria ser a do Cristo, ocorrem dissenções e desavenças devido a opiniões divergentes. Nesses momentos, deveríamos nos lembrar que tais diferenças serão sempre transitórias e que somente são eternos os valores cristãos. Se aprendermos a aceitar nosso semelhante como ele é, ao invés de alimentar contendas, avançaremos na compreensão do Evangelho do Cristo, bem como aprenderemos a discernir com cada vez maior sabedoria aquilo que “nos convém”.

Em sua palestra, o psicólogo reforçou a importância de atuarmos no mundo buscando sempre nos conscientizar de que somos, antes de tudo, Espíritos eternos. A cada desafio, a cada compromisso ou dúvida sobre qual o melhor caminho a seguir, a cada novo dia que se inicia, devemos nos relembrar de que somos seres eternos, feitos à imagem e semelhança de Deus, em eterna evolução. Assim, aos poucos, iremos compreender cada vez mais como distinguir quais devem ser as nossas reais preocupações e metas de vida e quais são momentos puramente transitórios da vida material.

Voltando a falar sobre aceitação, Rossandro tratou da importância de estendermos esse conceito para nós mesmos, ou seja, para a autoaceitação. “O processo de autoaceitação permite que eu reconheça que, ao longo da minha jornada, fiz escolhas que nem sempre foram felizes, mas eu as acolho, compreendendo que aquelas foram as possíveis no nível de maturidade que eu possuía quando as fiz. A partir daí, acolhendo as falhas que cometi e as aceitando incondicionalmente, eu chego a uma ‘sacada’ emocional muito importante: no momento em que eu me perdoo, eu ganho a expertise para aceitar o outro como ele é. Percebo que o outro também falha, porque afinal eu também falho, e então as relações se tornam mais maduras. Dessa forma, não se trata mais de relações infantilizadas, eu não projeto a minha criança ferida na criança ferida do outro, mas, sim, a minha criança acolhida acolhe aquela criança que também quer crescer, tornando a jornada mais leve para ambos”.

Educa como projeto de vida

O psicólogo falou ainda sobre o projeto Educa, fundado por ele e pelo sócio Jaime Ribeiro, também espírita. A proposta do Educa é levar para dentro da comunidade escolar, formada por professores, coordenadores, funcionários, alunos e suas famílias, o aprendizado sobre educação socioemocional, projeto de vida, letramento digital e até mesmo conteúdos sobre educação parental.

O projeto começou com a percepção, por parte de Rossandro, do quanto as pessoas de uma forma geral vinham demonstrando estar emocionalmente debilitadas, com dores e transtornos profundos. Como profissional da área de saúde mental, sentindo-se por vezes impotente para auxiliar de forma mais efetiva na cura dessas dores, ele começou a imaginar que se começasse a trabalhar com a infância talvez pudesse chegar a resultados mais duradouros. Se pudesse levar conhecimento para as crianças, que muitas vezes possuem pais e professores que se encontram perdidos, esgotados e desorientados, poderia auxiliar todo o ecossistema ao redor.

Para ele, “Ao invés de partir para a acusação de pais e a vitimização de educadores, nós convidamos todo o contexto escolar para que possamos dar as mãos e desenvolver essa jornada, tanto da parentalidade saudável com os pais como da inteligência e do desenvolvimento das competências emocionais com os alunos, dentro do ecossistema escolar. E nós estamos muito felizes com os resultados que temos alcançado até aqui”.

Reforçou que há uma necessidade premente de olhar para a escola não somente como um lugar de desenvolvimento de competências, de aprendizagem verbal-linguística, domínio de matemática, de histórica etc., mas também para a aprendizagem que os profissionais do Educa costumam chamar de “letramento das emoções”. Não somente a construção do conhecimento cognitivo, mas também do emocional. Segundo ele, ao avançarmos por esse caminho de aperfeiçoamento da instituição escolar, provavelmente no futuro veremos que as escolas também serão vistas como ambientes de aprimoramento do Espírito eterno. Ainda não se trata de uma realidade, nem mesmo em escolas confessionais. “O Educa está presente em escolas evangélicas, católicas, espíritas, que não são confessionais, pois a jornada socioemocional deve acontecer dentro de todas elas, para todos os alunos. Afinal, trata-se de algo que não se esgota no aqui e agora, por ser de fato uma experiência do Espírito eterno que está momentaneamente encarnado na Terra”, concluiu.

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