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Guerra: momento nos pede prece e confiança em Jesus

Severino Celestino da Silva (foto) é um estudioso de línguas antigas e profundo analista do livro mais lido pela humanidade: a Bíblia. Graduado em Odontologia, professor titular do curso de Odontologia na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e também do curso de pós-graduação em Ciências das Religiões no curso de Sociologia da UFPB, é um ex-seminarista, pesquisador, estudioso do Hebraico (fala e lê fluentemente) e das religiões, principalmente do judaísmo, base de todas as religiões cristãs. É pós-doutor em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de Goiânia (PUC Goiás).

Espírita desde 1979, é um defensor do Espiritismo à luz da Bíblia. Em seus livros – Analisando as traduções bíblicas; Bereshit – Deus e a criação do Universo; Didaqué – ensinamento dos doze apóstolos; O Evangelho e o Cristianismo primitivo; O Sermão do Monte; Comunidades do caminho – história do cristianismo nascente; Jesus, o messias das nações –, procura mostrar que a Doutrina Espírita possui coerência com os textos sagrados e bases espirituais nos escritos de Moisés, dos profetas, de David e do próprio Cristo.

Com a Folha Espírita, ele falou sobre o conflito que teve início há mais de um mês envolvendo Israel, o que diz a Bíblia sobre o povo hebreu (judeus) e as profecias.

Folha Espírita – Na última vez em que conversamos, falamos das polarizações políticas no Brasil e as lições de Jesus para a situação vivida. Hoje, queremos abordar uma outra polarização que tem um conflito armado como consequência e já deixou cerca de 11,5 mil mortos em Israel e na Faixa de Gaza. Como o senhor, que conhece muito bem a realidade de Israel, da Cisjordânia e dos palestinos, enxerga esse conflito gerado pelo Hamas?

Celestino – Vejo tudo isso com uma profunda tristeza. A guerra nunca é algo que a gente pode justificar. Temos de observar os dois lados de forma neutra e não acusar ninguém. Os dois lados sofrem nesse conflito: palestinos e hebreus, hoje judeus. Aquela terra sempre foi destinada aos judeus. Está nos capítulos 12 e 28 do Gênesis que Deus prometeu aquela terra a eles. O sonho de Jacó e a luta com o anjo citados ratificam que eles seriam tão numerosos como as estrelas do firmamento, os grãos de areia e o deserto. Então há uma promessa, uma certa escritura daquela terra oferecida àquele povo por Deus e aos outros que estivessem em torno. Isso ocorreu em 1948, quando foi instituído o Estado de Israel, e eles sempre quiseram viver ali em paz com seus vizinhos.

Se consultarmos a Bíblia, vemos profecias de Isaías e de Miqueias, entre outras inúmeras, que mostram tudo isso que aconteceu, que está acontecendo e que vai acontecer profeticamente falando, porque a história do povo hebreu é assim, muito trágica. A história mostra que Abraão vai habitar aquela Terra, acontece uma seca muito grande e, então, ele parte para o Egito em busca de alimentos. Lá, acabam sendo escravizados. Moisés liberta esse povo, que se instala na Terra de Canaã e é acometido por invasões. No século sexto antes de Jesus, babilônios invadem aquela região, depois os persas, que os libertam, mas também ficam ali. Na sequência vêm os gregos, romanos. No ano 1000, mais ou menos, temos Salomão como rei de Israel, depois de Davi. As coisas iam bem, mas nem Salomão teve paz, porque o Egito quis invadir Israel quando ele se consagrou rei. Ele, com a sua sabedoria, foi ao Egito, se casou com a filha do faraó e evitou a guerra. Um sonho que gostaria que pudesse acontecer no momento. Mas é mais difícil, é mais intrincado o que vivemos neste momento.

“É um povo que vem sofrendo há muito tempo. Quando Jesus começou a sua vida pública em Israel, o povo judeu já vivia há 75 anos oprimido pelos romanos. Jesus vai embora e esse processo continua. Ocorre o período bizantino e depois os muçulmanos conquistaram a Palestina em 638. Depois o império Turco-Otomano dominou a região até a Primeira Guerra Mundial (1918). Depois disso, a Grã-Bretanha passou a administrar Israel.

A Segunda Guerra Mundial foi outra catástrofe na vida desse povo. A Alemanha quase arrasa com o povo judeu, com 6 milhões dizimados nos fornos dos crematórios. A criação do Estado de Israel, em 1948, secretariado por um brasileiro, Oswaldo Aranha, os fez ressuscitar. Mas já no dia seguinte é atacado por cinco países: Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Síria e Líbano. Israel sobrevive e busca a paz desde sua criação, que ocorreu também com a criação do Estado palestino, hoje a Cisjordânia.”

FE – Mas vínhamos acompanhando um processo de paz….

Celestino – Nunca houve uma paz completa, mesmo com o líder palestino Yasser Arafat. Foram sendo fundados grupos com ideias mais radicais. O primeiro-ministro israelense Ytzak Rabin foi morto com dois tiros nas costas, após participar de manifestação pela paz, em Tel Aviv.

FE – Nunca haverá paz?

Celestino – Muitos profetas trazem profecias sobre isso. “Deus mudará a tua sorte para melhor e se compadecerá de ti. Deus voltará atrás e te reunirá de todos os povos, entre os quais te havia dispersado”. Então, aqui já há uma promessa de que ele voltará. Os profetas Jeremias e Ezequiel, ao citarem que a Terra está cheia de execuções sangrentas, trazem o significado da palavra Hamas: execuções sangrentas e violência. O que está acontecendo agora? Tudo. E está nas profecias. Mas não há só coisas tristes. Isaías diz que “eles” serão destruídos.

“Na tua terra não se tornará a falar em violência.

Nem em devastação e destruição nas tuas fronteiras.

Aos teus muros chamarás salvação, às tuas portas, louvor” (Isaías).

Então, estamos vendo problemas de fronteiras agora e situações de muita gravidade, mas os profetas já prometeram um final de tranquilidade. Miqueias, por exemplo. Isaías também fala que o lobo se deitará com o cordeiro…. “Ele julgará entre povos numerosos e será o árbitro de nações poderosas. Eles transformarão suas espadas em arados e suas lanças em podadeiras. Uma nação não levantará a espada contra a outra nação e não se prepararão mais para a guerra”. Então, há uma promessa de que Israel terá paz no final.

Recomendo uma obra que se chama O filho do Hamas. Eu a tenho em hebraico, inglês e português. Nessa obra, vocês podem ver a história do filho do fundador desse partido, o Hamas, pouco conhecido pelo mundo. Em minhas viagens àquela região, o que ouvimos é que o objetivo da fundação desse partido é destruir Israel. Então, eles não medem consequências e não respeitam nem seu próprio povo. Os palestinos não querem a destruição de Israel. Nessa obra, está claro que o objetivo desse grupo não é o bem daqueles que ali se encontram, mas, sim, destruir Israel custe o que custar, inclusive com sacrifícios de crianças do próprio povo palestino.

FE – Qual seria o principal motivo para acabar com o Estado de Israel?

Celestino – Uma má interpretação do Corão (livro sagrado do povo muçulmano), que, segundo o entendimento dos radicais terroristas, é preciso destruir todos os inimigos do Islã. Eles acham que estão fazendo a coisa certa, destruindo os inimigos que são aqueles que não são seguidores de Alá. Nem o Fatah, que é o partido do Norte, da região da Cisjordânia, é a favor da ideia deles. Os próprios palestinos são subjugados por eles.

FE – Como ficamos com esse ciclo que parece não ter fim? Nos ataques à Gaza já morreram mais de três mil crianças, e os que virão terão ainda mais ódio de Israel?

Celestino – É essa a ideia que, aparentemente, parece ser, mas deixa eu dizer uma coisa entre nós, espíritas, que conhecemos a reencarnação, sabemos da possibilidade que existe de os palestinos reencarnarem dentro do povo judeu e os judeus de reencarnarem na Faixa de Gaza. Os profetas dizem que haverá uma vitória de Israel. Em O Apocalipse está claro que “a besta foi aprisionada para que Jesus viesse, mas depois de mil anos, ela foi solta. Alguns dizem que foi Hitler esta besta, a gente não sabe, mas eu, particularmente, sinto que existe uma energia muito forte e opositora do bem nesses grupos radicais fundados dentro do Islã. Jesus fala das dificuldades e do sofrimento que passaremos no final dos tempos. No entanto, no capítulo 21 de O Apocalipse, Jesus fala de uma Nova Jerusalém, uma Jerusalém celeste, de um novo céu, de uma nova terra.

“A Terra não vai ser destruída, ela vai ser transformada. E a maior mudança será moral. Os profetas falam em uma Jerusalém nova, pronta como a esposa que se enfeitou para receber seu marido… Deus enxugará toda a lágrima dos seus olhos. Nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor, nem dor. Não haverá mais nada disso, porque as coisas antigas se foram. Todo mal será destruído. Isso está em O Apocalipse e em A Gênese, de Kardec. ‘Não haverá lugar para os violentos, para os corruptos, para os maus, para aqueles que não estão a serviço do bem, nem do amor’. A dor será grande, mas a alegria da vitória será muito maior do que qualquer dor.”

FE – O que podemos fazer diante dessa situação?

Celestino – A minha única saída tem sido a prece. Orar pela paz do planeta. Temos que saber que o governador desse planeta não é palestino, não é judeu, não é o Hamas, ou outro povo qualquer. O governador desse planeta é Jesus, e é dele a honra de cuidar deste planeta de expiação e provas e devolvê-lo regenerado. Nada está perdido, Jesus sabe muito bem o que está acontecendo e por que está acontecendo. As guerras nunca são boas, mas são um salto quântico no tempo para as mudanças que o planeta tem de passar. Muitos que defendiam o Hamas como partido estão vendo o que ele tem feito, o que seus membros têm feito. Jesus disse que a salvação vem dos judeus. Então não é momento para pânico. É um momento de serenidade, de encarar com muita fé e confiança de que nós temos um timoneiro iluminado. Um timoneiro que não está gostando do que está acontecendo, mas que disse que é preciso que o escândalo venha para que as coisas tomem novos rumos.

“Pessoas da época da inquisição estão reencarnando lá e usam os princípios de tortura, fogo, morte, em nome de Jesus. E hoje, quando eu vejo alguém dizer que matar alguém que não é muçulmano é bem-vindo aos olhos de Alá, vejo uma semelhança muito grande sobre a conduta desse período da Inquisição. Aquilo foi feito em nome de Jesus, mas Ele pediu que amássemos uns aos outros, não isso. O judeu também tem esse pensamento. Então, por que destruir alguém que só pensa na paz, só pensa no amor e em viver em tranquilidade com aqueles que diz certo como os profetas predisseram?”

FE – Que mensagem que o senhor deixa para nossos leitores?

Celestino – No Torá está escrito: “Ama a Deus de todo teu coração, de toda tua alma e ao próximo como a ti mesmo”. Eu posso não ter sua religião, mas nunca posso fazer dela um motivo para você ser minha inimiga só por eu pertencer a outra religião. A religião é uma escada para você chegar a Deus, então o diferente nunca pode ser incriminado.

O Apocalipse é o maior livro de psicografia espiritual que eu conheço. Ali está a promessa de Jesus de que teremos um novo céu, e uma nova terra. Que Deus enxugará toda a lágrima, que irão se acabar as dores, as doenças, as guerras, as fomes e as pestes. Confiemos nas promessas do Cristo. Tudo acabará bem com o nosso Planeta regenerado.”

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