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Primeira edição da FE tratou do congelamento de corpos e da experiência do Velho Egito

Chico Xavier examina em entrevista exclusiva: o congelamento dos corpos e a experiência do Velho Egito

Abrimos um parêntesis em nossa vida conturbada de todos os dias, e o sorriso bom de Chico Xavier iluminou-nos o coração; suas palavras eivadas de verdades cristãs fizeram aflorar em nós o anseio de amar e compreender a vida, realizando o melhor dentro e fora de nós. Aqui, Chico Xavier responde para você:

– Chico, como você vê o lançamento da Folha Espírita?

– Reconheço em Folha Espírita sempre nova luz que se acende em nossos caminhos espirituais. O termo “comunicação” ganhou, recentemente, muita força entre os homens; no entanto, há pouco mais de um século é ensinamento constante nos livros espíritas.

– Tendo em vista esse caráter vanguardeiro do Espiritismo, qual seria a contribuição mais importante do movimento espírita na atualidade?

– Estamos convencidos, segundo as afirmativas dos nossos Benfeitores espirituais, que a mais elevada função da Doutrina Espírita é a de restaurar os ensinamentos de Jesus com as elucidações de Allan Kardec, para a felicidade real das criaturas.

– As sondas espaciais realizaram importantes investigações no sistema solar. Como o Plano Maior vê essas pesquisas?

– A Astronáutica, na opinião de nosso caro Emmanuel, é a ciência bendita que convida o homem para o estudo da grandeza do Universo.

– A medicina alcançará maiores êxitos, em futuro próximo, no campo da psiquiatria? Os estudos neurológicos atuais vão contribuir para melhor entendimento dos fenômenos psíquicos?

– Indiscutivelmente, a jornada é longa, mas a Ciência está sempre no encalço da verdade, e, com a verdade, a psiquiatria e as escolas conexas alcançarão a imortalidade do Espírito, sublimando as próprias cogitações.

– O congelamento de corpos imediatamente após a morte física com vistas a um despertar na carne após alguns decênios ou séculos, isto é, quando a medicina houver descoberto remédio para os males físicos do congelado, trará perturbação maior ao Espírito desencarnado?

– Marlene, transcrevo aqui o que estou ouvindo de nosso Emmanuel, a quem solicitei o esclarecimento preciso: “Sim, o congelamento do corpo ocupado pelo Espírito, em processo de desencarnação, poderá retê-lo, por algum tempo, junto à forma física, ocasionando para ele dificuldades e perturbações. Isso, de algum modo, já sucedia no Egito Ancião, quando o embalsamamento nos retinha, por tempo indeterminado, ao pé das formas que teimávamos em conservar. Semelhante retenção, porém, só se verifica na pauta da lei de causa e efeito. E, quanto ao congelamento, se alguns dos interessados – por força da provação deles mesmos – retomarem o corpo frio a fim de reaquecê-lo, a ciência não pode assegurar-lhes um equipamento orgânico claramente ideal como seria de desejar, especialmente no tocante ao cérebro, que o congelamento indeterminado deixará em condições por agora imprevisíveis”.

– Chico, qual a mensagem para os familiares tão duramente atingidos na dolorosa tragédia do “Edifício Joelma”?

– Compartilhamos do sofrimento de todos os nossos irmãos que ainda choram com o incêndio havido a 1º de fevereiro último, rogando a Jesus nos fortaleça a todos para compreendermos com segurança as Leis Divinas que nos regem a vida. A imortalidade é patrimônio de todos, e com a fé na Sabedoria e na Bondade de Deus, venceremos as nossas próprias lutas.

***

 

Editorial

Nosso objetivo

A Folha Espírita pretende ser o veículo de divulgação das atividades espíritas em nosso país, sintetizando também os acontecimentos internacionais que interessam a Doutrina ou dando a interpretação para os fatos diversos com a projeção explicativa do Espiritismo à história contemporânea. Assim, também, nas manifestações artísticas, procurando penetrar o mais íntimo da representação, seja a obra teatral ou cinematográfica.

Não desejamos firmar posições dogmáticas, mesmo porque a Doutrina Espírita é a doutrina da razão, do raciocínio, da convicção, e épreferível, como dizia Kardec, rejeitar em verdades que admitir uma mentira.

Mas em questão de fidelidade doutrinária, não podemos tergiversar, porque a codificação de Kardec traçou, com a assistência do Mundo Espiritual, os rumos filosóficos, científicos e religiosos do Espiritismo. Por isso mesmo, a redação se responsabiliza pelos conceitos emitidos pelos seus colaboradores quanto à orientação doutrinária, mesmo porque a matéria não seria divulgada se não estivesse fiel aos princípios kardequianos.

Damos o testemunho do quanto progredia o Espiritismo em nossa terra, sob os auspícios da Federação Espírita Brasileira e de suas congêneres estaduais, sob o traço marcante de orientação que lhe firmou Bezerra de Menezes, seu grande presidente na fase de unificação e de pacificação da família espírita brasileira.

As distorções que se verificam em alguns agrupamentos religiosos que se intitulam espíritas não atingem a Doutrina, nem a alcançam críticas apressadas dos leigos. Um centro que usa rituais, que faz batismo, que promove casamentos ou batizados etc. não é um centro espírita, por isso mesmo, não se permite a confusão para o efeito de tentar alcançar a Doutrina que nada tem a ver com tais agrupamentos.

O progresso do Espiritismo no Brasil pode ser refletido no enorme interesse popular em torno das obras psicografadas, das traduções de livros fundamentais da doutrina ou de estudos e pesquisas em torno da mediunidade.

E a variedade dessas edições é tal que ao lado da Federação Espírita Brasileira hoje se colocam em estreita e profícua cooperação as editoras espíritas particulares, reeditando não apenas as obras fundamentais do Espiritismo, como também as obras mais leves e de interesse popular, como as mensagens de ternura cristã e os poemas de encantamento espiritual que devemos, muito particularmente, a Francisco Cândido Xavier e a outros psicógrafos que são o sustentáculo dessas casas de edição, que prestam um serviço que só o tempo poderá demonstrar sua importância espiritual e histórica.

O prestígio da Doutrina também se tem revelado nas homenagens que o Brasil inteiro, independente de raízes religiosas ou convicções políticas, tem prestado ao Espiritismo e à sua obra evangelizadora e assiste, utilizando-se de Chico Xavier, pela condição de ser ele a mais expressiva, embora a mais humilde personagem na área da comunicação entre os dois mundos, o visível e o invisível.

Molestado em sua modéstia, Chico Xavier tem sido levado ao constrangimento dos contatos com as cerimônias de multidão e as sessões solenes nas Câmaras e Assembleias Legislativas, mas, felizmente, tem sabido compreender que não é a ele que as homenagens são prestadas, mas à ação social e fecunda, evangelizadora e fraterna da Doutrina que o tem como ponto de apoio; graças à riqueza da psicografia que lhe permitiu transmitir mais de 120 livros, que em edições de centenas e centenas de milhares de volumes em várias línguas, doce sementeira que o Divino Reformador distribuiu a mãos cheias pelos caminhos do Cristianismo primitivo.

Este jornal é apenas o princípio de um plano de divulgação espírita em escala nacional, e se aparece como mensário não é pela impossibilidade de fazermos pelo menos um semanário espírita no Brasil. É que os companheiros que o planejaram e que o executam esperam fixar através de alguns meses de experiência e de consolidação uma estrutura capaz de coordenadamente levar a Folha Espírita à condição de diário.

Conclamamos todos aqueles que sonham com essa divulgação ampla e eficiente da Doutrina, e que creem nas responsabilidades históricas de nossa pátria na formação espiritual do planeta, a cerrarem fileiras em tomo do nosso jornal.

A escolha da data para o seu lançamento – 18 de abril – significou a disposição em que nos encontramos de assegurar aos nossos confrades, e a todos que têm interesse no conhecimento da Doutrina e dos fenômenos mediúnicos, uma fonte de água límpida.

Cada número terá a presença de um Espírito que nos falará através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, conforme compromisso que o médium de Uberaba assumiu com a direção do jornal.

A peça teatral, o filme de atualidade, o livro do momento [e] o acontecimento importante terão a interpretação à luz do Espiritismo, através de seus colaboradores, todos eles selecionados com a única preocupação de dar a mais legítima contribuição intelectual e espiritual aos nossos leitores.

Uma entrevista de atualidade em cada número, o resumo deum livro espírita [e] a colaboração de vários dos nossos mais destacados confrades permitirão ao nosso jornal preparar-se para o amplo plano de circulação diária em prazo que não vamos fixar, porque vai depender mais dos nossos companheiros e das entidades espíritas de todo o país.

Conhecemos os percalços de nossa caminhada, mas estamos seguros de que a Providência não faltará nos nossos momentos de dificuldades e que as bênçãos do Divino Mestre serão o estímulo para as tarefas que nos foram confiadas na área da comunicação e da divulgação da Doutrina Espírita.

A direção

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Preservar a pureza doutrinária

O Espiritismo é a volta ao Cristianismo primitivo, sem ignorar progresso científico.

Em verdade, através dos séculos, o Cristianismo vinha perdendo sua substância social e fraterna.

Construíram-se templos, edificaram-se igrejas suntuosas que levaram séculos em construção.

Ergueram-se estátuas e monumentos aos apóstolos do Cristianismo, aos seus santos, aos seus mártires.

O homem, porém, meta do Cristianismo, foi relegado a segundo plano.

Aquela fraternidade que fazia do homem o irmão e do necessitado o seu próximo foi perdendo conteúdo e apagando-se na noite dos tempos.

Aquela devoção pelo simples, pelo ignorante, pelo necessitado, pelo peregrino dos caminhos da vida foi sendo substituída pela devoção aos altares ricos, construídos no ouro e no alabastro.

O Espiritismo fez reviver aquela simplicidade que era o apanágio da vida cristã.

O Cristo redivivo, o Sublime Reformador, transcende a suavidade de seu coração em cada creche, em cada lar de crianças, no albergue noturno ou no hospital espírita, projeção do grupo que se reúne para os debates doutrinários, mas que sabe concretizar em ação as lições do Evangelho.

Os ensinamentos evangélicos não ficam apenas na análise dos serões doutrinários e nos comentários dos companheiros. A ação se opera com o esforço conjugado de todos aqueles que aprenderam que as palavras sem a ação são como a flor sem o perfume. Mas toda a preocupação de realizar uma obra assistencial, suprindo as omissões e as deficiências no setor, deve ter como base a manutenção da pureza doutrinária.

Assim, a primeira das indagações é relativa à obediência à caridade que se apoia na fé e na esperança. Para conhecer-se a fidelidade doutrinária de um médium ou de um centro espírita, é necessário indagar do desprendimento com que trabalham, do desinteresse com que prestam serviço, do hábito na leitura dos textos kardequianos e do estudo constante da Doutrina.

Conhece-se a árvore pelos frutos.

Conhece-se o homem por suas obras e ações.

A fidelidade aos princípios kardequianos é alicerce de toda boa organização espírita. Quando tantas são as distorções, é necessário exigir a obediência aos princípios essenciais da Doutrina.

A preservação da pureza doutrinária é a segurança dessa fidelidade ao Cristianismo primitivo e a garantia de que o Espiritismo atravessará os séculos como filosofia, religião e ciência – trilogia da esperança dos povos que procuram ansiosamente um Deus como se procurassem na noite dos tempos o porto seguro para suas angústias.

Preservar a pureza doutrinária é seguir Kardec, tão exigente no respeito aos princípios cristãos e no seu íntimo relacionamento com o amor que tudo absorve, reacendendo nos corações a fé que remove montanhas e a caridade, sem a qual não há salvação.

A direção

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