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Reflexões sobre empatia, compreensão e reconhecimento

Todos nós passamos por perrengues de todo tipo. E cada um sabe onde o calo aperta, como bem diz o ditado popular.

Certamente, sentir a mesma dor do outro é impossível, mas podemos desenvolver a empatia, e isso não somente nos ajuda como também é um grande serviço que prestamos à humanidade, pois todos se beneficiam quando fazemos ao outro aquilo que gostaríamos que o outro nos fizesse, segundo o ensinamento evangélico.

Dia destes fui visitar uma casa de repouso, para conhecer suas instalações, atividades, entre outros motivos. Não se trata de uma instituição filantrópica, e sim uma empresa especializada nesse tipo de serviço. Confesso que nunca havia me deparado com tantas irmãs e irmãos em situação de vulnerabilidade física e mental num mesmo espaço.

Pessoas idosas eram a maioria, portadoras de algum tipo de demência, como Alzheimer ou vítimas de AVC (Acidente Vascular Cerebral), entre elas, havia um paciente que ficou internado por um ano no hospital, antes de parar na casa de repouso, devido a um AVC hemorrágico.

Confesso que fiquei comovida com aqueles irmãos e irmãs, tão dependentes, necessitados de auxílio até para atender às necessidades mais básicas. Cada um com sua história de vida. Pais, mães, avós, bisavós, tios, enfim. E a quem cabe julgar? É muito comum ouvir críticas à família. “Afinal, porque não estão cuidando do seu familiar depois do quanto estes já realizaram na vida?” “Não seria egoísmo?” Por outro lado, podemos ser tentados a pensar: “Se este ou esta aí está assim, numa casa estranha com pessoas estranhas, é porque deve ser tão ruim que a família não aguenta. Boa coisa não deve ser”. E por aí se vão as conjecturas a que muitas vezes somos tentados a sustentar, na nossa ânsia de julgar os outros.

Como estamos enganados! Afirmamo-nos cristãos, mas jamais o Mestre Jesus agiu dessa forma. Ao contrário, todos se lembram da lição do “não julgueis para não serdes julgados”. Para começar, qualquer um de nós pode vir a experimentar uma situação de limitação física ou mental em algum momento de nossa vida. Estamos todos neste planeta para evoluir, e para isso é inevitável que passemos pelas provas e expiações.

Além disso, ninguém, mas ninguém mesmo, passa pela dor sem uma razão, sem extrair algo de bom. Desconhecemos os caminhos que a Providência Divina determina para nós como sendo os melhores, mas podemos afirmar com base nas obras de Chico Xavier que é muito melhor para o Espírito viver os dias finais de sua existência na Terra, com sérias limitações físicas e/ou mentais, que no plano espiritual. É muito pior para o Espírito permanecer anos no baixo umbral ou até mesmo nas regiões de trevas, em situação lastimável de paralisia sob dor e sofrimento atrozes, que permanecer no orbe, encarnado, sujeito aos cuidados de terceiros para continuar vivendo expurgando seus males.

O Espírito nessas condições tem a oportunidade de dominar o orgulho e egoísmo, de receber a atenção dos outros e no íntimo ser agradecido pelo que está sendo feito por ele. Pelo menos é o que se espera. Mesmo inconsciente, o Espírito no subconsciente está recebendo esse tipo de moratória, que o aliviará de sofrimento bem pior. Nada disso é desconhecido para os espíritas, mas nem por isso é fácil de entender, embora seja a pura e cristalina verdade, em coerência com a Lei de Ação e Reação. É importante, portanto, desenvolvermos a empatia, porque todos estamos submetidos à mesma lei. Empatia que observei no olhar e na atitude das funcionárias da casa de repouso e que despertou em mim o sentimento de admiração, reconhecimento e gratidão. Elas aprenderam a levar o dia a dia do seu trabalho com leveza e humor e até se divertindo com as travessuras daqueles cujo juízo já não está tão perfeito.

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