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A força de Maria Santíssima

Todo mês de maio não tem como não falar de mãe. O segundo domingo deste mês é tão lembrado e comemorado! Sabemos que, principalmente pelo comércio, é uma data muito esperada, comparável em termos de faturamento somente ao mês de dezembro. Apesar desse lado materialista do Dia das Mães, no embalo deste momento, aproveito para refletir sobre o complexo papel da mulher que assume a missão da maternidade neste mundo de desterro.

Faz nos lembrar de Maria Santíssima, que recebeu em carne o Mestre de todos, Jesus. Imaginem a missão aceita por ela, quase menina, que ascendeu ao anúncio do Anjo Gabriel, que veio lhe prenunciar que seria a mãe do maior de todos entre os homens! Na literatura religiosa, temos a descrição da doçura de seu caráter, da leveza de seu Espírito sublime, enviada com antecedência das esferas sublimes, onde se situam os Espíritos iluminados, para acolher em seu ventre o Grande Mestre.

Não deve ter sido fácil para essa mulher jovem e no último estágio da gestação não ter encontrado, depois de percorrer toda a cidade, uma estalagem ou um lugar com mínimas condições de repouso propício para o parto do menino abençoado. Dando asas à imaginação, certamente as etapas e dores normais de parto foram atenuadas, e Maria teve seu filhinho sem luxo e sem roupinhas apropriadas.

Em compensação, naquela noite, segundo os relatos de Lucas e Mateus, houve aparição de anjos, e todo o campo se iluminou, surpreendendo os pastores que se encontravam no entorno do local em que se encontrava a manjedoura. Além disso, os reis magos chegaram ali guiados por uma estrela cadente. O anjo que surgiu diante dos pastores, amedrontados, explicou-lhes que não havia nada a temer, pois aquela criança envolta em panos era o Salvador, Cristo Senhor. Não dá para supor a enorme surpresa de Maria e José perante todos os acontecimentos que marcaram o nascimento de Jesus, nem como se sentiram diante da responsabilidade que teriam pela frente.

Na literatura espírita, em especial no livro Boa Nova, de autoria do Espírito Humberto de Campos, psicografia de Chico Xavier, encontramos algumas passagens de Maria na sua trajetória de Mãe Santíssima.

No capítulo “Jesus e o precursor”, temos uma passagem belíssima que conta da preocupação de duas mães com seus filhos escolhidos de Deus. Isabel e Maria eram primas, e a Isabel era mãe de João Batista. Os dois meninos eram crianças diferentes, que vislumbravam o futuro de trabalho e sacrifício que tinham pela frente. Nesse episódio, Maria conta à prima do seu cuidado em garantir uma educação especial para o filho, razão pela qual procurou a intercessão de Eleazar, importante representante dos orientadores do templo, para que Jesus pudesse estudar entre eles, contando com a proteção dos doutores da Lei.

Maria expõe sua preocupação advinda na sequência do episódio evangélico, em que Jesus, no Templo de Jerusalém, aos 12 anos, surpreende os doutores da Lei com sua argumentação sobre Deus e seus ensinamentos. Conta ela à prima que quando Jesus soube da sua intenção, repudiou a ideia e pediu ao seu pai José que o deixasse trabalhar com ele na carpintaria.

Eis aí uma mãe apreensiva em relação ao futuro do filho, procurando preservá-lo das perseguições que sofreria devido às suas ideias libertadoras de amor e perdão. Maria jamais saiu de perto de seu filho e pagou altíssimo preço por isso. O pior, sem dúvida, foi assistir ao martírio e à morte de Jesus no madeiro infamante.

O sofrimento de Maria foi pungente, apesar da fé que sempre teve. Hoje sabemos da magnitude de seu Espírito, protetor dos sofredores, inclusive dos desvalidos que insistem no caminho do mal.

A maternidade é, sem dúvida, a maior graça que um ser humano recebe do Pai misericordioso. No entanto, não gosto de romantizar essa condição; as mulheres não se tornam seres especiais por terem sido mãe. Continuam sua jornada entre erros e acertos. Algumas não conseguem avaliar, nem de longe, o significado da maternidade, simplesmente porque não estão preparadas, não conseguiram se desvencilhar de seus fantasmas interiores que as levam para longe de seus rebentos.

Maria Santíssima, a nossa Mãe maior, certamente não condena as mãezinhas que não compreenderam sua missão; ao contrário, as ampara de olhar triste e compassivo. Assim, devemos nós buscar não criticar as mães desorientadas, que não souberam valorizar a oportunidade de aprender a amar e viver o mais puro dos amores. Também devemos olhar com compreensão e carinho para as nossas mães, que, muitas vezes, erraram, mas também acertaram, exatamente como nós, seres em evolução e imperfeitos.

O importante é que nossas mães fizeram o melhor que podiam. Trouxeram-nos a este mundo, de modo que pudéssemos ter um corpo pelo qual podemos aprender e evoluir. Assim, no Dia das Mães, elevemos os pensamentos a todas as mães da Terra, encarnadas e desencarnadas, rogando que a luz de Maria alcance o coração de cada uma!

Referência

CAMPOS, Humberto de (Espírito). Boa Nova. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 37. ed. 10. reimp. Brasília, DF: FEB, 2018.

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