Há 20 anos, ele partiu sereno, como viveu!

O título acima reproduz a edição de julho de 2002 da Folha Espírita, ainda em seu formato impresso, e que foi totalmente dedicada a homenagear o amado médium Chico Xavier. Em 30 de junho daquele mesmo ano, enquanto todo o povo brasileiro celebrava o tão esperado Pentacampeonato de Futebol Mundial, Chico se despedia de sua vida terrena.

Aquele dia então ficara marcado na história entre um misto da euforia de toda uma nação apaixonada pelo futebol e a despedida da vida de Francisco Cândido Xavier, que durante 92 anos dedicou sua vida inteiramente para a humanidade. Chico deixara a existência terrena conforme prometera aos amigos mais íntimos: “vou partir em um dia que o povo estiver muito feliz!” E assim foi.

Passados 20 anos de seu desencarne, a edição de junho de 2022 é totalmente dedicada a ele. Nosso tributo é materializado em forma de uma viagem no tempo, trazendo para esta edição a íntegra de alguns depoimentos e artigos que foram eternizados na Folha Espírita de julho de 2002.

Você é nosso convidado nesta viagem no tempo que, além de matar nossa saudade de Chico, renova nossa gratidão pela certeza de termos tido a felicidade de ter em nossas terras um dos mais lúcidos missionários que o Cristo nos enviara para exemplificar seu Evangelho.

Começamos com o texto principal de Marlene Nobre.

O sereno adeus, por Marlene Nobre

Chico Xavier partiu para as Esferas Superiores em meio à euforia nacional pela conquista do pentacampeonato. Partiu sereno, como viveu. Ao seu lado, o médico fiel de quase três decênios, o cardiologista Eurípides Tahan Vieira, viu o amigo juntar as mãos na direção do Mais Alto, em agradecimento a Deus, e, em seguida, abandonar o corpo físico, por parada cardíaca, sem dor, qual se fora pássaro cativo, demandando seu “hábitat” natural. Era 30 de junho, 19h30. Terminava, ali, aos 92 anos, às vésperas de completar 75 anos de mediunidade, no leito tosco de seu quarto humilde, a existência física de Chico Xavier, o Apóstolo da Renovação Humana. No mundo espiritual, uma multidão, muito maior do que aquela que saíra às ruas do país para comemorar o penta, concentrara-se, ali, abrindo enorme clareira, entre o Céu e a Terra, para receber o atleta especial que vencera todas as modalidades de provas e cravar-lhe, no peito, as estrelas da vitória. Vencera na corrida dos saltos com barreiras, suplantando a pobreza, as torturas e incompreensões, desde a infância sofrida à velhice repleta de testemunhos difíceis; saltara bem alto, sobrepujando a tentação do dinheiro e do poder, com a dedicação às tarefas mais humildes; completara, integralmente, a maratona de 75 anos de mediunidade, cumprindo sua trajetória única de medianeiro fiel ao dever e à disciplina, canalizando as mais belas páginas da Espiritualidade Superior; arremessara bem longe os seus dardos de tolerância e perdão, neutralizando o ódio e desculpando, incondicionalmente, injúrias, calúnias e abandonos; recebera, finalmente, a Medalha da Paz, porque foi Campeão de Bondade e Humildade. Essas estrelas brilharam ainda mais em seu peito, quando o coro dos encarnados, nas despedidas do cemitério São João Batista, entoava da Terra para os Céus, “Chico, eu te amo”.

Demonstrou que o Evangelho pode ser vivido, por Nestor Masotti

A partida do nosso Chico, indubitavelmente, deixa uma ausência física que nós todos estamos sentindo, mas, meditando sobre seus exemplos, nós podemos registrar que ele mostrou-nos alguns aspectos extremamente importantes. Primeiro, que somos realmente seres imortais, que continuamos a existir depois da morte física, através dos seus escritos, das suas informações mediúnicas, constatamos isso. Mas ele foi além: deixou um roteiro de vida que é a vivência do Evangelho. E nos mostrou que as recomendações do Evangelho e da Doutrina Espírita não são meras recomendações, são possibilidades reais de vida, de prática e vivência. Esta é a marca mais forte que ele nos deixou.

Outro aspecto muito positivo que nos enche o coração de uma certa serenidade é quando constatamos que um Espírito como ele, que enfrentou uma luta tão árdua, desafios os mais diversos, conseguiu chegar ao fim realmente vitorioso. Nesse aspecto, elevamos o nosso pensamento de gratidão e louvamos no Chico o exemplo de humildade, de disciplina e dedicação que ele nos deixa e a expectativa que tenhamos de nossa parte o bom senso de seguir-lhe o exemplo.

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Um verdadeiro sábio, por Élzio Ferreira de Souza

Quando conheci o Chico, o que mais me impressionou foi a sua sabedoria. A mediunidade estuante parecia a medida certa para abalar incréus. O lápis adquiria asas em suas mãos. Havia, entretanto, algo mais essencial que o fenômeno: era a vida. Em diversos momentos, fiquei a refletir: “onde começava o Emmanuel, onde parava o Chico?” A alegria que lhe escorria dos olhos e dos lábios, o jeito mineiro de falar, a simplicidade de cada gesto, acompanhando as palavras, não conseguiam ocultar a sabedoria com que se expressava. Ninguém lutou tanto para seguir à risca as palavras do Batista: “é preciso que ele cresça e que eu diminua”, pois à medida que se encolhia, tornava-se maior. Queria ser apenas um cisco para apagar-se mais, esquecendo-se de que assim conseguia penetrar mais facilmente as janelas fechadas de nossas almas. Costumava “calar-se” para que Emmanuel pudesse expor o pensamento sem sua interferência. Permito-me seguir o seu exemplo, reproduzindo as palavras de um amigo espiritual para sintetizar a sua permanência entre nós: “Sua vida é um cartão-postal do Infinito”.

Complemento do Espiritismo, por Weimar Muniz de Oliveira

Chico Xavier tem sido, do ponto de vista humano, intensa luz nos nossos caminhos, estimulando a nossa fé e exemplificando a prática do bem, do perdão e da solidariedade para com todas as criaturas, sem distinção. Do ponto de vista da Doutrina Espírita e de seu movimento, não é apenas o intérprete, ou intermediário, da complementação do pentateuco karderquiano, mas é também brilhante copartícipe deste luminoso edifício doutrinário. Pode ser comparado, embora em épocas diferentes, a Sócrates e a Mahatma Gandhi.

André Luiz e a ciência, por Hernani Guimarães Andrade

Encontrei muita informação de natureza científica nos livros de André Luiz, psicografados pelo médium Chico Xavier. Ele deu maior precisão à parte científica relacionada com o Espiritualismo e, particularmente, com o Espiritismo. Foi a obra de Chico Xavier que introduziu as primeiras noções da Física do Espírito. Inspirado por ele, tentei compreender os mesmos processos da Física para determinar as propriedades da matéria espiritual. Ele também se interessava vivamente pelo assunto e, uma das vezes que nos encontramos, visitou nosso Instituto em São Paulo, mais precisamente em 1978, e quis acompanhar as então recentes experiências com a Kirliangrafia, chegando inclusive a se submeter a uma sessão de fotos. Chico era uma pessoa maravilhosa, encantadora, muita aberta e inteligente.

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Meu tipo inesquecível, por Paulo Rossi Severino

Ao visitar a residência de Chico Xavier, constatei a simplicidade da vida que levava. Sofria com doenças e vivia sustentado por comprimidos e injeções, seguia uma disciplina rígida para executar suas atividades. Através dos anos, constatei também a sabedoria de Chico Xavier. No dia 23 de janeiro de 1981, conversava com Chico, na varanda de sua residência, quando adentrou à moradia o dr. Eurípedes Tahan Vieira, seu médico e amigo de longa data, que vinha acompanhado de dois visitantes dos Estados Unidos.

Donald, um dos visitantes, quis saber a opinião do médium sobre a que veio Jesus Cristo. Chico respondeu: “Jesus nos ofereceu um sistema de vida. Aprendemos com ele o perdão. Não me consta que sábios ilustres, como Sócrates e Platão, tenham atendido algum mendigo, embora com o devido respeito que merecem, tenham sido criaturas que fornecem voos ao pensamento humano. Também quanto ao bem do próximo, tivemos no ensino do samaritano uma aula sobre caridade, Jesus veio até nós para ensinar que o amor é o caminho para uma vida abundante”.

Donald indaga-lhe sobre a sua morte na cruz.

“Foi sua assinatura” – concluiu Chico – “como se ele estivesse assinando uma escritura, para lhe dar maior autenticidade”.

Chico estava sempre bem-humorado, conviver com ele era aprender sempre.

No atendimento ao público, que era de milhares de pessoas, o médium mantinha-se afável, sereno, mas nada prometia.

Enfrentou todo tipo de dificuldade e empecilhos, mas nada o impediu de desenvolver sua missão. Nada o impediu de estar junto ao povo, mesmo quando sua saúde estava abalada. Ele dormia apenas duas horas por noite.

Chico Xavier foi intérprete de Jesus, ensinando e vivenciando os ensinos cristãos. Modesto, disciplinado, humilde e perseverante, foi um apóstolo dos tempos que veio ao mundo para transformar os campos do conhecimento, um chamamento para a realidade espiritual.

Realizou sua missão com tanta simplicidade, renúncia, espírito de sacrifício e nunca pediu reconhecimento de trabalho.

Convivendo com Chico Xavier, aprendi a conhecer a transitoriedade da vida na Terra, a procurar os verdadeiros valores espirituais que renovam energias e ideais.

Acompanhando seu trabalho por mais de 40 anos, ficou a certeza de que ele é um homem incomum. Professor fora de série, é um legítimo intérprete de Jesus.

O meu tipo inesquecível ensinou-me a transformar espinhos em flores, pedras em pão, desacato em perdão, desequilíbrio em harmonia, agressividade em benevolência, pela força do amor que a tudo transforma na vida, na difícil arte do bem viver.

Obrigado, amigo, por você ter existido, pois nos mostrou que sabia amar sem limites.

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Adeus a Chico Xavier, por Fernando Ós

Que palavras podem ser usadas para um amigo que parte silencioso para a Eternidade? Quando o coração fala, não existem fórmulas nem palavras rebuscadas. Estou falando sobre Chico Xavier e acho que nesse derradeiro episódio ele nos passou uma lição de grandeza, fazendo com que, devido aos ruidosos festejos do penta de futebol, muitos nem se deram conta de seu falecimento. Conta uma pessoa presente na sua casa que seu último movimento foi elevar um pouco as mãos, murmurar uma prece e, na tarde desse dia, exalar o último suspiro. Enquanto escrevo estas linhas, estou rezando em gratidão a Deus por ter nos enviado Chico em tempos tumultuados, e por quase um século o médium abriu caminhos importantes para a vitória sobre o ateísmo.

Domingo, dia 30/06/2002, às 23h, liguei a TV e ouvi a notícia de sua morte ou desencarnação em meio ao alarido de multidões nas ruas e avenidas, festejando a vitória do pentacampeonato de futebol. Francisco Cândido Xavier, médium Chico, falecera calmamente, de parada cardíaca. Suponho que pressentira a aproximação da carruagem toda feita de brilhantes dourados, rumando para o banquete espiritual preparado por seus milhões de amigos na Espiritualidade, tendo Jesus, Maria, Emmanuel e Bezerra de Menezes no centro do Grande Salão de Preces.

Enfermo e hipertenso, não pude viajar a Uberaba, apenas orei muito a Deus. Chico viveu entre nós 92 anos e 90 dias, e o que ele representou na vida de muita gente só mais tarde as multidões irão compreender. Se ninguém é profeta em sua casa, também não o é em seu tempo. Precisamos da ótica da distância, principalmente quando se é discípulo de Jesus. Seus mais de 400 livros foram traduzidos em oito idiomas, acendendo muitas luzes na trajetória dos povos.

Acho que Chico dificilmente tocava em dinheiro. A não ser que fosse para distribuí-lo entre os carentes. Certa vez, eu estava em sua casa, em Uberaba, e nessa noite se apresentou o médium-pintor (ou criptógrafo) Gasparetto (pinta em grafite ou pastel de olhos fechados, com as mãos, os pés ou os lábios) sob a inspiração ou o toque espiritual de gênios já falecidos, tais como Picasso, Da Vinci etc. Depois da sessão (na qual Gasparetto pintou no escuro e com os pés), eu estava a um metro de distância, houve uma conversa ou entrevista entre os dois médiuns, quando surgiu a questão do dinheiro no exercício da mediunidade. Uma das perguntas finais de Gasparetto a Chico foi: “Muitos me acusam porque vendo meus quadros pintados pelos artistas. Eu importo tintas caras para pintá-los em linho cru ou papelão com a face lisa. Você acha que estou errado?” Respondeu-lhe Chico Xavier: “Você não deve obter lucros em dinheiro de seus quadros, só deve cobrar aquilo que você gastou para pintá-los”.

Na década de 1930, quando Chico começou seu trabalho com os Espíritos, a mediunidade não possuía nenhuma credibilidade e era tida como trabalho de bruxaria. Chico, em matéria de dinheiro, sempre foi pobre, e pobre morreu; os direitos autorais de seus livros foram totalmente doados a entidades de caridade. Eu próprio fiz com ele uma carta quando concluímos em parceria com Emmanuel o livro A ponte. Hoje, os médiuns verdadeiramente espirituais nada cobram pelo que produzem, e os que cobram são considerados comerciantes do trabalho alheio.

No fim foram mais de 22 anos de convívio em que o trabalho permitia uma amizade fraterna e afetuosa. Neste breve bilhete de adeus temporário ao amigo espiritual, digo com certeza em Deus que um dia nos reencontraremos na Espiritualidade. Lembro quando terminávamos a composição do livro A ponte, eu perguntei ao médium: “Diga-me, Chico, você que é ‘médium’, nós dois já cruzamos caminhos anteriores?” A resposta dele: “Já, e de forma estreita. Mas o resto deve ficar sob sigilo”. Nada mais foi perguntado nem revelado sobre tal assunto.

Agora as lembranças sobem em borbotões à mente, mas eu me dou conta de que o importante não são elas, e sim o direcionamento do caminho espiritual que, a partir dali, moldou minha existência na Terra. Quem poderá pagar uma dívida de tal monta? Sei que vão ocorrer conflitos entre os que se diziam amigos. Quanto a mim, quero apenas continuar teu amigo hoje e após a desencarnação. Perdoa-me por não ter encontrado palavras que expressem a dor e o vazio que sinto até que consiga novamente sintonizar contigo, o que firmemente acredito.

Somos e vamos continuar amigos pelo coração e pelo ideal, Eternidade afora. Com lágrimas nos olhos e no peito, eu te abraço, amigo, beijando tuas mãos de luz e teu coração abençoado por Deus.

Algumas datas para relembrar a vida do médium

1910 – Nasce Francisco Cândido Xavier, em 2 de abril, na pequena cidade mineira de Pedro Leopoldo, a 40 quilômetros de Belo Horizonte. O pai, João Cândido Xavier, era um vendedor de bilhetes de loteria. A mãe, Maria João de Deus, uma lavadeira.

1914 – Aos 4 anos de idade, Francisco tem a primeira manifestação significativa de mediunidade. Ele interrompe uma conversa entre seus pais com palavras e raciocínio surpreendentes para a sua idade e meio social.

1915 – Maria João de Deus morre em setembro em decorrência de uma angina. Chico vai para a casa da madrinha, Rita de Cássia. Lá, durante dois anos, sofre toda a sorte de torturas. O menino era diariamente alvo de agressões físicas e morais por parte da madrinha. Em desespero, o pequeno chama pela mãe morta, que o aconselha a ter paciência.

1917 – O pai, João Cândido, casa-se novamente. Sua esposa Cidália, como um anjo, recolhe os nove filhos de seu marido e com carinho os educa. Ela mesma tem mais seis filhos com João Cândido.

1919 – O menino matricula-se na escola. Suas visões continuavam, e por causa delas ele é levado pelo pai até o padre Scarzelli. O padre receitou um remédio amargo: mandou que o pai destruísse jornais, revistas e livros considerados como “má influência” e decretou ao menino que era o demônio, e não a mãe que vinha falar-lhe. A mãe apareceu e pediu que ele não mais a defendesse e disse que se afastaria; o que de fato aconteceu. Ela afastou-se por sete anos.

1922 – Ao escrever uma redação sobre a Independência do Brasil, viu que havia um homem ao seu lado ditando o que ele deveria escrever. Ele chamou a professora e contou o ocorrido. Chico ganhou menção honrosa pelo texto e algumas insinuações a respeito da autoria do texto.

1925 – O contato com o mundo espiritual continua, mas ainda de forma atabalhoada. Aos 15 anos ele procura novamente o padre porque não consegue lidar com um Espírito sofredor que o atormenta dia e noite.

1927 – A irmã, Maria Xavier, foi acometida por delírios, contorções, suores frios. Sem saída, o pai de Chico levou Maria ao casal Perácio, espírita, que detectou um Espírito obsessor. Ela foi curada com passes, orações e doutrinação. Chico acompanhou todo o processo e tornou-se espírita. Despediu-se, então, do padre Scarzelli, que lhe desejou felicidades.

8/7/1927 – Chico recebe a primeira mensagem assinada por um amigo espiritual.

1928 – Psicografou centenas de mensagens no centro espírita de Pedro Leopoldo.

1931 – O espírito Emmanuel apresenta-se ao médium e assume a responsabilidade por suas atividades. O primeiro livro da dupla é o Parnaso de Além-túmulo, uma coletânea de 56 poemas.

1935 – O livro ganha notoriedade, e o jornal carioca O Globo faz uma série de reportagens com o médium. Nessa época, ele psicografava em várias línguas, como inglês, alemão e sânscrito. Recebe ainda mensagens do escritor Humberto de Campos. A família do escritor reclama na justiça os direitos autorais dos livros.

1940 – Emmanuel transmite através de Chico importantes mensagens sobre política, economia, sociologia e feminismo.

1943 – Chico começa a trabalhar com o Espírito de um médico, que se autodenomina André Luiz.

1944 – A Justiça declara que Humberto de Campos estava morto, por isso ninguém poderia reclamar os direitos autorais. Mesmo assim, Humberto de Campos decide assinar seus textos como Irmão X.

1958 – Mudou-se, por orientação espiritual, de Pedro Leopoldo para Uberaba.

1975 – Mudou-se da Comunhão Espírita Cristã para o Grupo Espírita da Prece.

1976 – Aos 66 anos, teve problemas de saúde que o obrigaram a diminuir suas atividades físicas. Mas ele continua a psicografar e a lançar livros.

1981 – O diretor de TV e teatro Augusto Cesar Vannucci propôs seu nome para o Prêmio Nobel da Paz.

1991 – Cai doente, sem possibilidade de atender ao público.

1997 – Mesmo com dificuldades, volta no G. E. da Prece.

2001 Aos 91 anos, está com apenas 30% de sua audição, cego de um olho e enfraquecido. Contrai uma pneumonia nos dois pulmões. Sua saúde passa a ser vigiada por enfermeiros e seu médico particular. Apesar de muito doente, ele fez atendimento até 29 de junho de 2002, às vésperas da morte.

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